sábado, 28 de dezembro de 2013

SIMPLES ASSIM

Ontem, teria sido tão somente mais uma noite especial, dentre todas as outras que tenho vivido em minha Itaparica, se eu não tivesse sido novamente convidada a participar de um evento social que aconteceu no Distrito de Misericórdia.
A festa que recebeu a denominação de “Oscar do Futebol 2013”, reúne anualmente crianças e adolescentes, juntamente com seus pais, parentes e amigos, para receberem o justo prêmio por suas atuações  futebolística, no decorrer do ano., além de ressaltar seus desempenhos escolares.
Como observadora contumaz, sempre após qualquer holofote, coloco-me em um ponto estratégico e passo a analisar as posturas, mas, principalmente, os rostos que, afinal, são os espelhos das almas.
Este refrão popular é o mais sábio dos provérbios, pois revela emoções que jamais alguém conseguiu camuflar de seus próprios olhos ou de seus semblantes como um todo, pelo menos para os que, como eu, passou a vida inteira buscando identificá-los em suas reais sensações.
Bem, o que quero mesmo ressaltar, foi à constatação de uma genuína alegria de grupo, com direito a torcidas especiais, lágrimas, sorrisos e muito brilho de jovens que, em sua maioria, esperam o ano inteiro para naquele momento vestir suas melhores roupas, perfumar-se e, gloriosamente, subir no palco para receberem seus troféus de glória pelos seus desempenhos pessoais.
E aí, penso na vida, na grandeza que reside em cada um de nós, na potencialidade criativa, no poder que possuímos para procedermos a alterações gigantescas em nossos universos pessoais e no quanto somos vergonhosamente preguiçosos, displicentes e mesquinhos.
Penso nos benditos anônimos que superam suas legítimas limitações de quase tudo para ainda, assim, doarem seu tempo, seus sonhos a aqueles que acreditam estar precisando, mais do que eles.
Poderosos anônimos, a maioria sem rosto social, mas com um poder magnífico de energias que transformam e fazem toda e qualquer diferença neste mesmo contexto social, pois promovem a vida a cada instante e estabelecem o amor como meta básica de suas passadas pessoais.
O sol translúcido desta manhã descortinou-me a certeza incontestável que para um alguém se sentir um verdadeiro sucesso sistêmico, precisa, antes de tudo, saber elevar o próprio olhar, além de si mesmo e sem limites, sem firulas deixar a sua alma se espelhar no tudo no qual se encontra inserido.
Parabéns à Neto e a todos os demais que integram a equipe de dirigentes da ESCOLINHA DE FUTEBOL DA MISERICÓRDIA, pelo belíssimo programa que desenvolvem com tão pouco, mas que como resultados práticos, oferecem tanto.
Concluo o que sempre soube que, afinal, educação é um atributo de todos, é postura pessoal e, acima de tudo, é visão aglutinativa que pode ser exercida com  o aparente nada de toda a nossa vontade voluntária de simplesmente participar, doando o melhor que, certamente, reside em cada um de nós.
Afinal, não podemos mudar o mundo com uma vara de condão, mas certamente em passes de mágica, contínuos e serenos, fazemos verdadeiros milagres com o despertar de nossos sentimentos amorosos em relação aos demais, sejam humanos ou não, nas vivências de nossas existências.
Portanto, creio que só nos tornamos o maior milagre da vida, quando somos capazes de enxergar a vida em outro alguém.
Simples, assim...


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

DEPOIS DO NATAL


Estou terminando 2013 sentindo-me magoada e tentando reter o pouco de brilho que me restou, cansada que me sinto com a mesmice que ainda me cerca, com as ingratidões que surgem sempre de uma aparente surpresa, mas que na realidade sempre foi clara e bem explícita, pelas grosserias que o sistema através das pessoas traz a cada instante e que somos testemunhas oculares, sejam em família, nos redutos de trabalho ou diversão.
Sempre que acabam as festas natalinas, permito-me um retrospecto anual e, infelizmente, não existem mudanças, quando muito, personagens. Esta parada folclórica obrigatória, onde somos induzidos a festejar, mesmo não querendo, cria pelo menos em mim, um enorme desalento por constatar que tudo está exatamente igual, ou seja: as pessoas sorrindo e desejando aos demais tudo quanto sempre desejaram para si, sem jamais o terem  conseguido, principalmente, o direito de não gostarem e poderem dizer em bom tom, que não querem participar deste teatro social de muitos palcos coloridos e fartos e de muitas solidariedades pontuais, mas de um total desapego humanitário, ficando o exclusivismo, como tônica maior.
Neste período de fantasias e ilusões, compramos nos shoppings as adrenalinas necessárias para que possamos acreditar que não estamos sozinhos e que somos amados, num frenesi de mercadorias envoltas em papeis coloridos, ao som de baladas adocicadas, tendo como pano de fundo, sininhos que nos remetem aos contos infantis, onde tudo era sonho de infinitas cores e emoções.
Escrevendo assim, pode parecer que sou uma insensível, incapaz de agregar amor e fraternidade e talvez, realmente eu o seja, se o foco for a mesmice a cada ano e o vazio que o mesmo produz, afinal, me pergunto  a cada ano:
-O porquê de não mudarmos esta estrutura viciada e simplesmente praticarmos o Natal o ano inteiro, aprendendo a ouvir a todo aquele que precisa falar, assim como falar para todo aquele que precisa escutar, presenteando quando o coração determinar, mas principalmente agregando a cada dia de um ano inteiro a bendita humanidade com a qual nos vangloriamos, mas que também, a cada ano, se distancia de nós?
Perdoem esta minha mais autêntica tristeza de estar terminando mais um ano de uma longa e maravilhosa vida, lamentando toda uma ausência de veracidade em sentimentos coletivos e individuais em um mundo de guerras e fome, que fingimos não ver, não sentir e muito menos expressar.
E Jesus e seus ensinamentos, aonde mesmo que eles se encaixam?
Como eu disse anteriormente, desalentada, por que não?



domingo, 22 de dezembro de 2013

CHOVE LÁ FORA...


Chove lá fora e os cheiros de terra molhada, de grama lavada, de frutas frescas, chegam até a mim de forma majestosa como se a natureza quisesse me informar que, afinal, o verão está chegando, lindo, ensolarado, às vezes chuvoso, mas absolutamente encantador com seus aromas e cores, tudo sob a tutela de noites estreladas e dias ensolarados.
            Os pássaros destemidos escondem-se entre as folhas por sobre os galhos embalando a natureza, com seus cantos e leveza.
            Ouço-os neste instante, assim como ouço a chuva esparramando-se sobre tudo, formando sons diferenciados que vou acolhendo em mim, fazendo deles inspiração para soltar também as minhas asas imaginativas e voar horizonte à fora com a certeza absoluta do retorno garantido.
            E nesses bateres de asas, vario de rumos, permitindo-me, inclusive, sentir-me eterna entre os pássaros que seguem orientando, tal quais as margens de meu eterno riacho com o qual convivi em minha infância.
            Bendito verão que se aproxima, benditas lembranças que me aquecem, bendita vida que me pertence, bendito amor que me abraça.
            E aí, um trovão soa à distância.
            Soa à distância um raro trovão.
            Coisa de quase nada que a natureza produz,
            Talvez para nos lembrar
            Que ter cuidado, também é preciso.
            O Natal está chegando e com ele o verão que, certamente, aquecerá os seus corações, permitindo-lhes o encontro com o “Arco Iris” da vida plena, que existe dentro de vocês.

Um beijo no coração de cada um de vocês, amigos do face e o meu desejo sincero de um final de ano, repleto de paz.

sábado, 7 de dezembro de 2013

MEU IRMÃO: Eugênio Carvalho - Uma viagem pela evolução do áudio.

Rodrigo Bertolucci

Com um currículo invejado e considerado um exemplo pelos profissionais de sua área, Eugênio Carvalho, de 68 anos, passou mais de duas décadas como operador de áudio. Vozes como a de Roberto Carlos e de outros nomes da música popular brasileira e até de ídolos internacionais foram trabalhadas pelo especialista, que começou sua carreira na Rádio Ministério Educação (RJ), em 1960, além de especiais de final de ano do cantor Roberto Carlos, da TV Globo.

Eugênio Carvalho já trabalhou com festivais que marcaram época como os 100 anos de MPB e até no Rock in Rio edições I e II. Ele ficou até 1962 na Rádio Ministério Educação trabalhando na discoteca e sendo operador de mesa de som. Na época, atuou mais com música clássica. Dali ele foi para a TV Rio, onde teve a oportunidade de trabalhar em todos os programas que eram exibidos como, por exemplo, o de Rita Pavone, cantora italiana que na época estava no auge. “Todos os nomes internacionais que vinham nesse período passavam por lá, até o filho do Frank Sinatra, que hoje está de volta. Eu também participei do trabalho de outros artistas que estiveram no Rio fazendo show, como do cantor Johnny Madison”, lembra Eugênio. Ainda em seu currículo, Eugênio participou do movimento “Jovem Guarda”, que também ocorria em São Paulo, mas que era feito no Rio de Janeiro, isso ainda na década de 60. Mais tarde, Carvalho chegou a encontrar toda essa turma no estúdio da CBS, onde passou a trabalhar. “Ainda quando estava na TV Rio, o engenheiro da CBS Sérgio Lara Campos me convidou para fazer parte de sua equipe”, comenta.

 
A primeira música que Eugênio trabalhou na CBS foi “Calhambeque”, de Roberto Carlos. “Essa foi a primeira gravada e mixada por mim e pelo Sérgio, que além de engenheiro também era operador de mesa”, destaca. Carvalho trabalhou com o cantor Roberto Carlos, em estúdio, de 1963 a 1975, depois acompanhou o artista em seus especiais de final de ano na Rede Globo. “Eu gravava tudo, desde a base, a voz, mixagem. Tudo. Já em 1975 Roberto começou a fazer a base nos Estados Unidos. Ele trazia as fitas e os playbacks de lá e colocava a voz, o coro e mixava aqui”, conta Carvalho. Depois de algum tempo, Roberto Carlos passou a fazer tudo nos Estados Unidos. “Chegava aqui, a gente só fazia os reparos, colocava coro e outros detalhes de edição”, diz.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A PATOLOGIA DA INVEJA DESMEDIDA


Realmente, alguns seres humanos se assim podemos chamá-los, não possuem a capacidade natural dos demais em assimilarem limites em seus devaneios mentais.
Desde que aceitei a condição de estar a frente da programação da Rádio Tupinambá, tenho sido alvo de agressões contínuas que infelizmente, vem acompanhadas do anonimato de pessoas que se utilizam de “fakes” para falarem o que bem entendem, ofendendo, denegrindo  e minando todas as resistências de tolerância que aprendi a ter com os invejosos e infelizes, sem que nada lhes aconteça em termos de punição jurídica, justo porque, por desconhecermos os caminhos legais que amparam os procedimentos que envolvem crimes virtuais, ficamos restritos ao abuso e a impunidade, restando-nos apenas  o consolo de dispormos de uma imensa paciência e até mesmo compreensão a estas pessoas que desconhecem o que significa um não em suas vidas e aí, recalcadas ao invés de seguirem suas vidas tentando outros caminhos, empenham-se como desesperados em destruir no mínimo o trabalho que no fundo , creem serem por direito, unicamente delas e aí, incansavelmente, encontram forças obstinadas e muitas vezes apoio de alguns afins, para infelizmente, não terem limites em suas patológicas ações.
Há algum tempo atrás, pensei ter tirado de minha lista de amigos virtuais, não só os “fakes”, como todas as pessoas que infelizmente de uma forma ou de outra, nada acrescentavam além de trazerem fofocas e “disse me disse”, inúteis a qualquer pessoa que como eu e tantas outras que compõem a minha rede de amigos  dispensam as maldades e os ignorantes revestidos de falsa inteligência e elegância.
Ledo engano, pois deixei passar batido um “fake” que se intitula NATANAEL VERA CRUZ que pelo primarismo de sua escrita, notoriamente é desta cidade e também muito frustrado ou (a), talvez por não ver qualquer possibilidade de também auferir através de sua competência, benécias profissionais que não sejam as produzidas por suas firulas e escândalos pessoais que impiedosamente, lança em quem verdadeiramente, busca realizar um trabalho social como é o meu caso a frente da única rádio oficialmente autorizada pela ANATEL como comunitária da cidade de Itaparica.
Deixo claro que me utilizo deste recurso público, pois o referido “FAKE” NATANAEL VERA CRUZ, bloqueou ou foi bloqueado de alguma forma para receber resposta através dos comuns bate-papos.
Portanto, a ele e a quem mais interessar, deixo registrado que minha postura será sempre o de lamentar que em um local tão bucólico, pequeno e ainda repleto de paz, ainda existam pessoas que venham para cá para trazer discórdia, falsas verdades e muita infelicidade pessoal e que através de seus desequilíbrios, passem suas existências na busca de searas que jamais lhe pertencerão, pois falta-lhes acima de tudo a autenticidade de propósitos e sentimentos que são facilmente reconhecidos, muitas vezes tolerado, mas verdadeiramente, jamais aceitos e estreitados como tenho sido, desde o bendito dia em que cheguei com minha família a este paraíso que hoje, com orgulho, chamo de meu, reconhecida que fui pela câmara de vereadores como cidadã Itaparicana.
Peço a Deus que  abençoe e amanse o coração dos doentes de alma e aproveito para agradecer a este Deus maravilhoso que por todo o tempo, não me deixa esquecer que a vida é bonita e é bonita.