domingo, 28 de setembro de 2014

ATAQUE DOS TRAIDORES


Ontem. após a nossa última visita a comunidade do mocambo, fomos constatando que os pneus de nossos veículos foram furados grosseiramente com faca. Lamentável que ainda existam facções políticas que destituídos de argumentos sólidos e de credibilidade com a qual, adentramos nas comunidades, usem da barbárie comportamental.
Sabemos exatamente de onde partiram tais agressões e rogamos a Deus, compreensão e forças redobradas para continuarmos a nossa trajetória, respeitando os fortes adversários com os quais convivemos e compreendendo os sorrateiros, que jamais conseguiram com suas faces camufladas, se passarem por seus reais cordeiros, enganando o povo de Itaparica, que na sua maioria, perdoa erros, mas jamais a traição.
Um domingo abençoado para as mãos que tentaram nos ferir, pisoteando no ato genuíno do exercício da democracia comunidade do mocambo, fomos constatando que os pneus de nossos veículos foram furados grosseiramente com faca. Lamentável que ainda existam facções políticas que destituídos de argumentos sólidos e de credibilidade com a qual, adentramos nas comunidades, usem da barbárie comportamental.

Sabemos exatamente de onde partiram tais agressões e rogamos a Deus, compreensão e forças redobradas para continuarmos a nossa trajetória, respeitando os fortes adversários com os quais convivemos e compreendendo os sorrateiros, que jamais conseguiram com suas faces camufladas, se passarem por seus reais cordeiros, enganando o povo de Itaparica, que na sua maioria, perdoa erros, mas jamais a traição.
Um domingo abençoado para as mãos que tentaram nos ferir, pisoteando no ato genuíno do exercício da democracia.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O INFINITO QUE ME ESPERA

Desde que  aportei aqui em Itaparica, minhas manhãs são sempre surpreendentes, meus dias mais ricos em aprendizados e minhas noites de absoluta paz.
Percebo que com o passar do tempo, fui me tornando ainda mais sensível, na medida em que fui aperfeiçoando a minha capacidade em observar sem julgar, apenas sorvendo o melhor das coisas, das pessoas e das situações, afinal, o melhor sempre existe e então, por que ater-me ao ruim e ao inadequado.
E nesta seleção que jamais foi pensada, apenas intuída, fui descobrindo pérolas, diamantes e esmeraldas das mais puras gemas, nos lugares mais improváveis, nas pessoas menos indicadas, nas coisas mais simples e nas situações inusitadas.
Feliz então, sou eu, que apesar de esquisita, meio tola e rebelde, armazeno em minha alma, o esplendor de tudo que me cerca, mantendo-me isolada, do feio e do inútil.
Feliz sou eu, que na trajetória da vida, entre as flores e os espinhos fui somente invadida pelos aromas que além de me perfumarem a existência, servem de abre alas, para o infinito que me espera.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

O PLANTIO DESTA MANHÃ

O farfalhar das folhas faz fundo de acompanhamento musical para o som da chuva repentina que desaba lá fora.
A grama já encharcada exala o perfume da terra que com ela neste instante, baila.
Sinto no pescoço e nos braços nus, o arrepio provocado pela brisa fria deste início de primavera à beira mar.
Respiro ainda mais fundo, na tentativa de sorver todas as energias, deste momento único.
Inebriada, finalmente abro os olhos, após instantes de um mergulho emocional em meus tesouros existenciais e cá estais, quieto, paciente à espera de meus dedos em tuas teclas, para então, como uma incansável escrevinhadora, registrar mais este fato, que de comum nada apresenta, mas de fantástico em tudo se define.
E se neste instante me perguntassem sobre Deus, apontaria lá para fora e em seguida para mim.
Que nesta quarta-feira regada pelos céus, as sementes apaixonadas de tua alma, encontrem em tua mente, o perfeito acolhimento.

O TEU RISO


Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida..."
(Pablo Neruda )

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

BREVES INSTANTES


Vem chegando a primavera e com ela a profusão de cores e perfumes que tornam nossas vidas bem mais interessantes.

Os dias amanhecem mais cedo e o sol, torna-se translúcido, cobrindo-nos de uma quentura suave que invade sem afrontas à nossa alma, iluminando nossas mentes, direcionando nossa autoestima,afinal, nos sentimos mais saudáveis, mais bonitos e consequentemente, o mundo se descortina e tudo nos parece menos duro, mais sensivelmente adorável.

Penso então,que vale investir no acolhimento desta estação bendita, abrindo simbolicamente, nossa vontade voluntária de tão somente absorver o melhor que os instantes de vida nos oferece, transformando-os e vivendo cada um, não como se últimos fossem mas tão somente, reconhecendo neles, a brevidade de serem únicos e, portanto, merecedores de toda a nossa atenção.

Olho através da janela e enxergo o meu jardim totalmente iluminado e posso através desta luz, também enxergar o mar que está ali, um pouco mais adiante, fazendo de minha memória, um catálogo de beleza e inspiração, de onde recolho apaixonada, subsídios para descrever as infinitas belezas da vida que me seduz.

E então, convenço-me mais ainda de que estou na presença de Deus.

Curvo-me inebriada e só consigo esboçar um sorriso e o meu muito obrigado, neste dia 22 de setembro de 2014.

domingo, 21 de setembro de 2014

SEM PUNIÇÃO


Observo que continua aberta a temporada da grosseria, das calúnias, dos destemperos, da total falta do respeito humano, afinal, estamos vivendo as campanhas políticas, onde tudo é possível no quesito, agressão.
Que coisa hein!!!!
Antes de mais nada, trata-se de um abuso em nome seja do anonimato, da onipresença ou da total irresponsabilidade com o direito alheio e particularmente, sinto-me entristecida com a capacidade humana em ser absolutamente, incoerente e abusivo no trato com os demais.
E pensar que geralmente, essas agressões partem justo de pessoas que pregam, justiça, igualdade de direitos e muitos outros, blá, blá ,Blás, sem qualquer fundamento consistente.
Perde-se assim, preciosos momentos em que poder-se-ia aprender muito em relação às diferenças, seus encantos e riquezas.
Particularmente, adorei percorrer ruas e ladeiras, abraçando e sendo abraçada, recebendo e doando a espetacular certeza do quanto é gratificante participar ativamente da alma pulsante de minha cidade, ao invés de tecer suposições à respeito do quanto seria bom, fazer e acontecer e o que é ainda pior, denegrindo isto ou aquilo, este ou aquele, num exercício inútil em demonstrar a profunda ignorância em relação às práticas democráticas.
Como confiar em alguém que não respeita, ideias contrárias?
Observo e penso nisto, antes de abraçar meus "pseudos ídolos".

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Por um instante

Fecho os olhos e posso enxergar diante de mim o meu mar de Ipanema que abrigou momentos de imensas alegrias.
Fecho os olhos e posso sentir o cheiro da sua maresia, invadindo-me delicadamente.
Fecho os olhos e me sinto por inteira de volta as minhas origens
Vejo minha mãe com seu vestido rodado, pisando nas areias fofas, buscando os coqueiros para se abrigar do sol.
Ouço sua voz, chamando por mim e posso sentir meu corpo molhado da agua gelada, arrancando arrepios, enquanto, o som do mar beijando a areia me distrai.
Fecho os meu olhos e sinto o gosto salgado em meus lábios e então penso, que quero mais!
Abro meus olhos e me vejo sorrindo, tendo ainda, tanto a recordar...

ONTEM E HOJE



Ontem após o jantar, como de hábito, sentamos no sofá da sala para assistirmos TV e também prolongarmos mais um pouco nossas infindáveis conversas e o assunto juventude fluiu naturalmente em forma de um saudosismo gostoso, mas ao mesmo tempo trazendo consigo um comparativo do ontem e do hoje, nos hábitos e conceitos humanos que como sempre evoluíram, porque, afinal, esta é a lei natural da vida, mantendo-se permanentemente em movimento, o que necessariamente, não significa que foi para melhor.
Fomos relembrando as transições conceituais que se intensificaram nos anos sessenta, justo quando ainda adolescentes, não estávamos devidamente preparados para abraça-las e muito menos nossos pais e professores, o que nos obrigou na marra a ir assimilando as novidades e entre mil tropeços ir encontrando nossos próprios caminhos.
Uma loucura, se analisada a situação após estes alucinantes cinquenta anos, onde em alguns momentos fomos simplesmente sendo levados e como náufragos, nos agarrávamos às boias eventuais, sempre existentes ao longo do percurso.
Sorrimos juntos em inúmeros momentos em que nos lembramos do romantismo que nos envolvia e na quase total ingenuidade de nossos propósitos. Lembramos da liberdade contida pelo senso natural de um resguardo pessoal que nos foi impresso por nossos pais e que mesmo nos parecendo arcaico, já naquela época, nos serviu de parâmetro resistente a qualquer possível tentação mais ousada e que representasse maiores violações ao código familiar, sólido e profundamente resistente que, afinal, nos manteve íntegros até o presente momento.
Nosso medo residia tão somente em sermos flagrados pelos meus pais em nossos momentos de amor ou a um possível raio que nos escolhesse atingir, afinal, quem pensaria em roubos, sequestros ou bala perdida?
Qual o jovem que pensava em traficantes, assassinos e corruptos?
Mas com certeza, eu já apreciava e me arriscava na minissaia, aderi de imediato à expurgação do sutiã e, adorei fazer sexo as escondidas com o amor de minha vida, na mais pura entrega dos meus dezessete anos.
Neste exato momento, intensificamos nossos olhares e sorrisos, porque instantaneamente, fomos atingidos pela doçura de tempos passados que na realidade nunca se foram, pois ficaram impressos em nossas posturas cotidianas, reforçando sentimentos, alicerçando bases.
Certamente eu poderia ficar eternamente relembrando cada instante, cada valor adquirido, assim como considerar que os tempos passados eram melhores que os atuais, mas isto pouco iria adiantar argumentar, porque afinal, os tempos são os de agora e as expectativas também.
Penso então, que felizes somos nós que sobrevivemos por todo este tempo que voou e que, infelizmente, também passou, mas que foi capaz de deixar em nós, infinitas lembranças que nos fazem sorrir a cada momento que nos permitimos reviver.
Bons tempos dos passeios de mãos dadas, dos beijos roubados, do sexo com amor.
Bons tempos dos cheiros, dos toques e dos sabores.
Bons tempos do respeito, dos sentimentos e das emoções.


OBS:

Ao amigo Zé da saúde a minha mais sincera compreensão quanto a  sua solidão em constatar que os conceitos que nos estruturaram, hoje são dolorosamente, desconhecidos.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

PARA FECHAR ESTA SEGUNDA COM QUALIDADE


track: "Violão Vadio" (Baden Powell) Sala Villa Lobos, TNCS, Brasilia, DF. March 17th 2010. Diogo Nogueira - voz/vocals Yamandu Costa - violão 7 cordas/7-st...
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domingo, 14 de setembro de 2014

Meu beija-flor


Foto de Regina Carvalho.

DORMI DEMAIS


 Esta noite foi longa para mim, afinal, fugindo à regra, dormi mais que a cama. Talvez por este fato, eu esteja assim, meio que chumbada, com os olhos pesados e o corpo com aquele apelo de quero mais.
Na realidade, quanto mais se dorme, mais se quer dormir, e esta sensação de preguiça que para muitos é um prazer, para mim é desagradável e, portanto, vivam as diferenças de hábitos e gostos.
Olho através da janela e vejo uma manhã de domingo ainda nublada e penso na praia, na cervejinha gelada e na festa programada na praça, e mesmo podendo viver o dia de hoje sem tudo isso, naturalmente penso naqueles que, diferentemente de mim, provavelmente sofrerão um dia e uma noite de tédio, caso o sol não apareça e a festa seja adiada.
E por falar em sol, lá está ele valente, rompendo nuvens e se impondo sobre os telhados mais altos e talvez por esta razão, ouço romperem a uma certa distância fogos de artifício, levando-me a crer que assim como eu, havia mais alguém observando o tempo, lá fora.
São seis horas da manhã e acostumada que sou em observar a chegada do sol, nada me surpreenderá se em breve sua teimosia em aparecer seja mais forte que a previsão de qualquer especialista, vencendo assim a presença carregada das nuvens, nem sempre passageiras.
Não sei quando, nem porque, o ser humano começou a não conseguir ficar sozinho, fazendo da solidão um inimigo feroz, criando ansiedades profundas e com isto afastando de si as infinitas possibilidades em ter como companhia a si próprio e poderem conhecer juntinhos melhor a vida que dispõem, não abrindo espaço para qualquer desatenção, porque afinal, a vida é bonita, é bonita e é bonita, e merece ser explorada nos mínimos detalhes.
Enquanto me distraía escrevendo ao som dos pássaros cantadores, o sol estrategicamente, como numa batalha, recuou os flancos, provavelmente para ganhar mais força para a próxima investida, não é assim que também fazemos muitas vezes em nossas batalhas cotidianas, fingindo-nos de mortos ou feridos, tão somente para distrairmos nosso adversário?
Enquanto o universo resolve sua batalha em relação ao tempo deste domingo itaparicano, reconheço um fundinho no estômago que também me lembra que é hora do café da manhã e que saco vazio não para de pé.
Um bom dia à todos e que com sol ou chuva, este domingo seja de absoluta paz e que seja possível, mesmo na praia com a companhia da cerveja gelada, apenas um minuto, onde você se reconheça sozinho e aprecie sua própria companhia.




PAULO SOUTO SEMPRE


Essas mulheres de gerações diferentes, possuem em comum a alegria de viver e a vontade permanente de buscar melhores condições de vida para as pessoas de nossa Itaparica.