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Mostrando postagens de Março, 2011

VIDA E LIBERDADE

Platão imagem: www.gilvicente.eu
Entre os céus e a terra, existem bem mais mistérios que a mente humana, provavelmente nunca desvendará.Esta é uma afirmativa determinista já que, no colossal reservatório de potencialidades possíveis ou não de serem imaginadas, a criatura humana é sem dúvidas a mais expressiva representação vivente, pois é capaz de pensar sem limites, podendo assim ampliar por todo o tempo toda e qualquer visão que aguce o seu intelecto, apesar de ser o mais frágil quanto a sobrevivência a partir de seu nascimento até os seus primeiros anos de vida, o que faz dele um frágil em comparação com a maioria dos demais animais.Diferentemente, a criatura humana é um auto regenerador de suas próprias mazelas físicas e emocionais, assim como o único capaz de conscientemente destruir tudo quanto lhe oferece vida.A criatura humana dispõe de uma mente racional que produz emoções em parceria com os seus sentidos, direcionando cura ou alívio imediato a qualquer fração física de seu cor…

Um mergulho no vazio

Pois é... estou tentando escrever sobre a morte de uma pessoa querida, marido de outra pessoa ainda mais querida e de repente, falta-me palavras e mais do que isto, falta-me a compreensão neste instante, absolutamente necessária para que eu justifique à minha mente racional qualquer ato irreversível que alguem possa dirigir a si mesmo.
Queria ter palavras sensatas para consolar aquela jovem de quem gosto e admiro, justo por compreender a imensa dor, que deva estar sentindo.
Mas não tenho, ficando a tela do computador como espelho nítido de uma ainda linda criatura que, deverá arrancar do fundo de seu ser, forças e muita resignação para continuar sua jornada vivencial, aceitando a dura realidade desta perda incomensurável, jamais prevista, nunca imaginada.
E, por a vida se apresentar em nós em forma de uma apoteose racional, mas que frente ao imponderável se confunde e nada entende, fica restando o emocional vibrante que busca nos sentidos um sentido maior para tudo isto, nem que seja em …

POTENCIALIDADE X SABOTAGEM

Thales de Mileto
Nesta manhã de sol fraco em um ambiente totalmente contrário ao qual me acostumei, por escolha própria desde sempre, observo através da janela, as pessoas indo e vindo em suas iniciações cotidianas e então penso, que foi justamente por não conseguir entender o porquê delas se apresentarem agitadas e confusas se, eu as enxergava um todo completo que, inconscientemente, comecei a percorrer seus universos pessoais, como uma ávida curiosa, buscando razões lógicas que, justificassem a anulação sistemática de suas potencialidades, através de emoções destrutivas e absolutamente inúteis, valorização de suas existências.Fui então percebendo que a sabotagem era continuada e se apresentava através de posturas emocionais repetitivas e, portanto, viciadas, ao ponto da criatura não mais distinguir a sua real natureza, desejos e realidades íntimas, mostrando-se incapaz de conviver com elas, criando mecanismos camuflatórios por temer expor-se aos demais.Analisando suas potencialidades…

Filosofia é uma ciência?

Kant - paginasperdidas.files.wordpress.com Analisando o texto que me foi apresentado, registro a certeza de que Filosofia, independentemente de poder ser considerada uma ciência ou não, é um manancial inesgotável de possibilidades criativas, investigativas, esclarecedoras, pois apresenta visões inovadoras assim como apresenta argumentos esclarecedores concordantes ou não sobre qualquer questão, fundamentos em profundos estudos analíticos comprovados através de uma lógica argumentativa.Se pensarmos que a ciência de uma área de estudos por si só é um conjunto de regras estabelecidas sem correlação com as demais, somos obrigados a discordar na medida em que torna-se impossível a dissociação do inconsciente do consciente, associado aos costumes culturais e hábitos vivenciais, na concepção de qualquer formatação seja ideológica, seja racionalmente exata dentro de uma linha de raciocínio.Pondero, portanto, que para se exercer o privilégio do uso contínuo e lógico do pensamento e raciocínio c…

FASCINAÇÃO

Neste começo de manhã, enquanto me banhava no mar de Ponta de Areia, rindo e agradecendo a Deus pelo sossego que estávamos usufruindo, sim, porque a galera da folia ainda não tinha se levantado, além de uns gatos pingados que não chegavam a incomodar, porém, eis que surge um baita ônibus, daqueles que assustam pelo tamanho e, dependendo do momento, assustam mais pelo que transportam.
Calei-me na expectativa do previsto não desejado, mas não sem vez por outra fazer um comentário mais que sarcástico, porque me dei de repente conta de que estava mesmo era sendo preconceituosa, maldosa, maliciosa, impiedosa e todos os adjetivos possíveis ainda eram poucos para a minha estarrecedora crueldade e pobreza de espírito.
Falava, gozava e lamentava, por me achar melhor que aquelas criaturas que desciam apressadas, loucas para pisarem na areia, finalmente livres, alguns paravam fascinados com o espetáculo que se descortinava diante de seus olhos em uma nítida e autêntica realidade de que jamais até …

CARNAVAL

Acho que é uma questão de gosto pessoal o fato de eu não gostar de brincar no carnaval.
Desde sempre que posso me lembrar, repudiei qualquer ideia relacionada a esta festa popular que a maioria dos mortais adora, e sem que tenha havido qualquer motivo a me levar a este sentimento hostil, pois acho tudo muito sem sentido ou talvez apenas enxergue uma oportunidade das pessoas se deixarem levar por alguns dias para uma irrealidade que momentaneamente as seduz e imprime uma sensação de felicidade.
Deve ser bom, não questiono as benesses oferecidas por estes momentos que associados ao álcool e coisinhas mais possam oferecer fuga barulhenta e normalmente regada também de muita liberação sexual, e pensando nisto, penso no quanto deve ser estranho no dia seguinte, se a memória aflorar, lembrar-se das muitas bocas beijadas, carícias trocadas e sexos realizados com corpos e almas de verdadeiros estranhos.
Além de muito bom que muitos dizem ser, pergunto :
- O que fica? Ou nada mesmo é para ficar?
C…

Relações promíscuas...

Reconheço que ando escrevendo bem menos que o habitual, buscando uma razão plausível, creio que o motivo são as emoções pessoais que andam a mil .
Como sou uma questionadora contumaz de minhas próprias reações, fazendo de mim não uma cobradora, mas acima de tudo uma observadora, reconheço que tenho permanecido bem mais interiorizada, relaxando através de sistemáticos exercícios respiratórios, caminhando logo ao amanhecer nas areias de minha praia, lendo tudo que pinta na minha frente, enfim, fazendo uma espécie de pausa, deixando, assim, minha mente descansar dos assuntos que em sua maioria são os mesmos, mas que com a cabeça descansada sou capaz de enxergá-los sempre com ângulos e focos diferenciados.
Em meio a esta pausa, que creio ser merecida, vejo minha Itaparica indo aos poucos sendo tomada por visitantes que por aqui aportam em busca de um feriado carnavalesco menos confuso, barulhento e perigoso, pois apesar de reclamarmos por todo o tempo que a cidade está violenta, se comparar…

CRI CRI…

Semana passada, fui convidada a participar da segunda reunião, na Biblioteca Pública de Itaparica, para tratar de assuntos relacionados aos problemas que mais afligem e atrasam o desenvolvimento turístico da Ilha de Itaparica, dentro de uma programação de formação de um cluster de empresários, políticos e membros da sociedade como um todo.
Infelizmente, não compareci na primeira, por motivos pessoais, apesar de ter sido devidamente convidada, o que lamentei, pois se tivesse estado presente, certamente, teria esclarecido melhor os objetivos para a próxima reunião.

E aí, como sou uma chata que gosta de entender os objetivos de qualquer ação, principalmente se ela é de cunho social, permaneci como observadora no primeiro terço do colóquio de 20 pessoas, em sua maioria ausente da primeira reunião, alguns integrantes não moradores e tão pouco veranistas e, portanto, apenas conhecedores de parte de nossas mazelas, graças aos órgãos de comunicação de Salvador.

Em dado momento, conscientizei-me …