segunda-feira, 26 de abril de 2010

CIDADANIA ANALFABETA

imagem: endangerededen.files.wordpress.com

São 02h51min. desta manhã de segunda-feira e eu já estou diante do computador, não que eu esteja com insônia, afinal, deste mal eu jamais padeci. Na realidade fui dormir muito cedo e como minhas necessidades noturnas estão limitadas a no máximo 6 horas de profundo e saudável descanso, cá estou prontinha para um novo dia. O silêncio é total, só quebrado vez por outra pelos latidos dos meus e dos cães dos vizinhos.

Agora e sempre ao escrever, fico temerosa em perder os textos, pois já os perdi em algumas ocasiões e lamento por todo o tempo, pois são absolutamente únicos, impossível de serem reescritos, pois foram escritos com as emoções do momento, que não se repetem em suas originalidades.

Antes mesmo de sair da cama que, aliás, estava quentinha e aconchegante, visto que a meu lado estava o meu companheiro de mais de quarenta anos, garantindo a qualidade, eu, como de outras milhares de vezes, deixo desfilar em minha mente o que pretendo escrever e nem sempre consigo de imediato decidir-me, deixando então para o universo e a minha tropa de elite energética, de quem na realidade sou parceira incondicional, a decisão quanto a inspiração.

Hoje, mais uma vez, como vem acontecendo já há muito tempo, minha mente libera imagens claramente dolorosas de minha cidade que dia-a-dia se vê destruída pela ação desrespeitosa de seus governantes e pela omissão de seus cidadãos, em uma parceria prá lá de desastrosa e doentia, transformando esta convivência em uma simbiose tão distorcidamente patológica que meus entendimentos se tornam sempre muito limitados para compreender e principalmente aceitar.

Pois é, fazer o que se cada qual tem o seu conceito pessoal adaptado às suas necessidades momentâneas e, infelizmente, já se compreendeu que reclamar de nada vai funcionar, a não ser, é claro, se ver perseguido desta ou daquela maneira em seu cotidiano, que, afinal, já se encontra bastante sofrido.

Por outro lado, também observo uma espécie de compasso de espera silencioso daqueles que aguardam uma solução que venha através de leis que foram violadas, julgadas pelas autoridades e que por algum motivo alheio ao entendimento lógico de um sistema que se diz democrático e, portanto, respeitoso aos interesses públicos, nunca chega a tempo de evitar mais um saque, uma pilhagem ou o nome que se queira dar ao destino de verbas, cujos valores aplicativos não são claros e precisos aos olhos e aos interesses da população, deixando assim em permanente suspeição todo e qualquer ato administrativo, inclusive propiciando a si próprio uma antipatia calada, perniciosa e, como já afirmei anteriormente, falsamente concordante por puro sentimento de auto-preservação e, em última análise, se bem que não menos legítima de estarmos todos sendo injustos por puro desconhecimento, já que o dinheiro público em nosso país e mais ainda em redutos minúsculo como são Itaparica e Vera Cruz, passou a ser segredo de grupos limitados ao círculo de cada gestor, que se arvora do poder temporário para garantir dentro de seu conceito pessoal de prioridades o que devemos ou não receber.

O que sabemos é o que nossos olhos vêem, nossos bolsos sentem e o que vez por outra vaza através de algum partidário descontente que arrisca seu pescoço, fornecendo dolorosas informações que nos enchem de tristezas, convencendo-nos mais e mais no quanto ainda teremos que suportar, frente a uma força política desumana e cruel, que substitui cidadania plena por cartões esmola, para calar a fome imediata e manter hegemonia da miséria, forma maior que aprisiona e faz calar as poucas vozes daqueles privilegiados, como eu e tantos outros, que tiveram acesso aos estudos e se induziram a pensar, analisar e sofrer por nada podermos fazer contra esta escalada de busca de poderes e glórias, que alguns espertos periféricos decidiram galgar, rindo-se de nossas caras de intelectuais falidos e sem voz.

“Não é que eles no momento estão com a razão”.

Eu e alguns mais abestalhados, nada mais temos a fazer além de lamentar os nossos conhecimentos absolutamente dispensáveis, já que jamais de verdade foram ou serão de alguma valia prática, pelo menos permanente e consistente junto a qualquer gestor.
Afinal, qual deles quer pensantes ao seu lado?

“Vaquinhas de Presépio” é o quanto basta, de preferência que assinem empenhos e cheques absolutamente caladas, sem ao menos poder mugir, em troca da ração garantida pelo menos por quatro anos, que por necessitarem tanto, já que são incompetentes para qualquer outra atividade, se submetem a servir o leite diário dos senhores do poder, ainda se dizendo fiéis vaquinhas partidárias.

Vai nessa!!!

Enquanto escrevo, desfilam em minha mente as imagens de alguns pensantes e ativos empreendedores que, em certo momento, certamente viram seus projetos, seus sonhos de idealistas sociais, irem por água abaixo ou sequer serem devidamente direcionados ao bem comum de suas cidades e país, mas que depois de mortos, são elogiados e usadas suas idéias nos palanques, seminários e o escambal em discursos demagógicos, cansativos, além de alguns ainda serem adornados a lágrimas e emoções adequadas à ocasião, como, por exemplo, acontece sistematicamente em relação aos gênios da educação, Professores, Mestres Educadores, Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro, Paulo Freire e tantos mais que dedicaram suas vidas ao bem comum.

Estas pilhagens do esforço e dedicação do alheio produtivo funcionam para platéias como a nossa, praticamente analfabeta em se tratando de entendimento de cidadania, direitos e deveres, amor a si próprio e ao tudo do todo no qual se encontra inserido, permanecendo cada vez mais oprimido, destituído de seu mais seguro direito em ser para tão somente existir se perguntando vez por outra no calado de seu intimo, exatamente prá que?

São quase cinco horas da manhã e eu ainda sequer consegui de verdade exprimir a minha dor em pensar que estas criaturas, em dado momento de seus trabalhos sociais, tiveram que se esconder para não serem ceifadas como ervas daninhas, tudo aos olhos de um judiciário inexpressivo, omisso ou desinteressado, talvez mais direcionado a construir belos e suntuosos palácios, jamais vistos nos mais tradicionais e sérios países deste mundo de meu Deus, a não ser nas megalomanias de gregos e romanos.
Fazer então o que, além de acordar cedinho e se lamentar pensando no quanto poderia ser feito em prol deste povo tão alegre, criativo e neófito quanto aos seus direitos, que vão bem além da bolsa escola sem categoria alguma e de uma bolsa família que deveria ir bem mais além do feijão e da farinha?

As vozes daqueles que se propõem a direcionar seus entendimentos e privilégios adquiridos ao bem comum, são sufocadas pela indiferença ou pela truculência como meta final da opressão, caminho menos incômodo para aqueles que apóiam toda e qualquer tirania e ditadura, seja ela militar, com armas às vistas, ou civil, tendo como armas o populismo e o envolvimento emocional.

Sendo esta, ao meu entender de cronista social, estudiosa do comportamento humano, a mais cruel das dominações, pois é sentimentalmente adocicada, corrosivamente dominadora, abusivamente castradora, animalescamente selvagem quanto à ferocidade na busca e conquista de seus interesses partidários, que, afinal, garantem com sucesso e impunidade seus ganhos e desmandos pessoais, aceitos por um povo já alicerçado no seu analfabetismo cidadão, que aprende como lição única a tão somente sobreviver a qualquer custo.

Bom dia a todos.
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sexta-feira, 23 de abril de 2010

QUE BOM,MEU DEUS ! QUE BOM...

Que coisa mais linda, meu Deus!
Que linha rosa!
Lá estava ela solitária e abusadamente esplendorosa, esguiamente erguida por entre os galhos espinhentos, bem em frente à janela da sala, onde todas as manhãs, logo cedinho, me debruço para praticar o ritual de oferecer o meu bom dia ao dia que está apenas começando.
O mais interessante é que o universo,já ciente deste meu hábito de carinho para com ele,jamais também se esqueceu de me oferecer belas e matutinas surpresas, como um perfume especial dos narcisos ou uma amora bem madurinha, pronta para ser provada.
Até os pés de pimenta parecem querer me agradar, produzindo o ano inteiro, ao lado, bem juntinho seja do mamoeiro, seja da acerola, em um convívio harmonioso, digno de causar inveja.
Dentre tantos presentes que recebo a cada manhã, só o meu limoeiro,teimoso, cresce no em tamanho, mas se recusa a produzir, me deixando sempre pensando:
- Que mal pude lhe causar, para dele não merecer nenhum fruto, desde que o plantei há alguns anos atrás.
- Terá sido o local, pouco conveniente? Ou talvez, falta de nutrientes? Chego até a pensar que, por estar ao lado de um coqueiro, com este pode não se dar.
- Não sei, não sei, não... Tudo que sei, por agora, é que toda esta beleza, produzindo ou não, por si só já é o mais lindo presente que alguém pode receber e, então, fascinada, agradeço a Deus, por mais um amanhecer amparada pela vida.
Que bom meu Deus,que bom!!!!!
Ao longe, já ouço os pássaros vindo em minha direção, certamente para fechar o ciclo de beleza e sedução.
Que lindo! Meu Deus, que lindo!
Que mais posso eu querer, se da vida recebo vida e se com a minha vida reconheço o melhor da vida?
Bom dia, para você também!!!!!!!!

terça-feira, 20 de abril de 2010

DESOLAÇÃO

Difícil não enxergar e mais ainda impossível não se revoltar com o abandono que se constata em Itaparica.
Ponta de Areia, Amoreiras, Manguinhos, Porto dos Santos e seguimento que desemboca em Bom Despacho foram definitivamente esquecidos pela atual administração, não havendo qualquer atenção, nem mesmo em forma de fiscalização, frente as invasões de lotes e casas, em plena luz do dia, no maior descaramento, levando os proprietários da região a temerem pela favelização que certamente ocorrerá, desvalorizando ainda mais suas propriedades.
Há alguns meses atrás, tão logo começaram as invasões, recorri ao ilustríssimo vereador Sr. Lula, solicitando que verificasse e tomasse providências, já que o mesmo obteve expressiva votação na região. Infelizmente, nenhuma ação ocorreu, deixando a mim e aos demais proprietários, tão somente como abestalhados espectadores das constantes derrubadas de centenárias mangueiras e das demarcações abusivas.
Os caminhões que operam para a empresa responsável pelas obras da Embasa, destroem com seus pesos as ruas, transformando-as, principalmente nos dias de chuva, em uma sucessão de buracos lamacentos, tornando o ir e vir de gente que trabalha ou estuda diariamente num verdadeiro inferno, sem que a prefeitura ou mesmo um dos nove ilustres vereadores se toquem em suas acomodações.
O desrespeito ao cidadão que paga seus impostos chegou ao máximo, não restando qualquer esperança, já que o judiciário, impotente ou desinteressado, a tudo assiste impassível.
Tudo que se escuta como desculpas à total inoperância é que a força política é imensamente poderosa e, enquanto isto, a cidade se deteriora e nós é que sofremos com toda esta pouca ou nenhuma vergonha. Quando escrevo, fico buscando palavras mais politicamente corretas, mas sinceramente, não consigo adequá-las a esta imundície que se apresenta, já que lama derramada escorre e atinge a tudo e a todos, levando a contaminação a vergonhosa situação em que se encontram todos os setores de serviços mais que prioritários, no que se inclui inclusive os serviços de administração do Hospital Geral de Itaparica, assim como a responsável pelos serviços do PAC, que desde o início, ainda na gestão passada, fazia o que queria sem qualquer respeito pela cidade e seus moradores e ainda na cara de pau retirava terra dos barrancos para economizar uns trocados a mais.
A desolação que sinto é tão somente reflexo dos desmandos possíveis de serem constatados por mim e por qualquer pessoa de bem, sem que haja de minha parte qualquer intenção caluniadora ou partidária. Sou e estarei sempre ao lado de executivos decentes que priorizem o bem público e o respeito à cidade como um todo.
Atualmente, nada funciona nem mais ou menos e por mais otimista que eu queira ser, sou obrigada a declarar meu repúdio a tamanho descaramento, só possível de ser comparado a um caos de guerra de esfarrapados, onde recrutas mal fardados se tomam de poder e, na arrogância de suas autoridades abrutalhadas, fazem calar os mais oprimidos e aos espertos de plantão.
Por falar em inoperância, onde estão os agentes de endemias que nunca mais foram vistos?
E a constância da merenda escolar?
E os remédios nos postos de saúde, assim como as luvas para a dentista, o médico com freqüência regular, o lixeiro, os tampa-buracos, os cortadores de mato, os, os , os........?????
Mas os salários estão "em dias", não é mesmo?
Forma infalível para se fazer calar qualquer povinho necessitado.
Forma infalível de se segregar qualquer resistência, venha de onde vier.
Afinal, quem vai ser contra o feijão sempre garantido.
Dever virou favor e competência, pode!...

INDIVISIVELMENTE SÓ

Estou diante do computador pensando que estou tão afastada a tantos anos do agito das grandes cidades que às vezes é como se eu tivesse passado os últimos vinte anos hibernando dentro de cavernas confortáveis, seguras, mas absolutamente fora da realidade sistêmica, que, afinal, faz com que pessoas, como eu, escrevam compulsivamente, no anseio quase que perverso de a tudo registrar, como se nossa fosse a responsabilidade em manter atualizados os arquivos históricos da vida e de seus elementos.
Esta visão, entretanto, não condiz com a realidade, a não ser em se tratando de volume, já que as apresentações estereotipadas, em sua maioria, são proporcionais ao espaço disponível, pelo menos até há cerca de alguns anos atrás, pois tenho observado que quanto menos desenvolvido é um município, tal qual as periferias das grandes cidades, maior é a concentração de pessoas e, conseqüentemente, de problemas e, é claro, de assunto para pessoas como eu ter o que escrever.
Claro que estou sendo cruel comigo nesta análise, mas todo cronista o é na retratação do cotidiano, caso contrário não seria possível permanecer atento e muito menos descritivo nos detalhes aparentemente óbvios, mas que a grande maioria não se atém e muito menos é capaz de reproduzir, seja falando ou escrevendo. Afinal, a crueldade reside no enfrentamento com a realidade, ação mental bem aquém da maioria das criaturas humanas, que preferem até mesmo por pura proteção ao medo de se verem também capazes de protagonizar cenas de qualquer natureza que não esteja adequada ao personagem que lhe foi conferido através de sua formação pessoal.
A postura de simples telespectador, ou no máximo de coadjuvante, será sempre a opção mais confortável, daí talvez sejam poucos os, assim como eu, que oferecem suas carinhas a tapas em constantes enfrentamentos pessoais com o externo e, principalmente, com o próprio interior em permanentes questionamentos, a fim de se traçar perfis mais condizentes com a possibilidade palpável de envolvimento a que qualquer pessoa, indiferente à sua formação, é capaz de se inserir se oportunidade tivesse.
Creio que o legítimo cronista, aquele que consegue ir fundo no âmago das questões, é sempre aquele que mergulha na alma humana, a começar por si mesmo, sem qualquer pudor, descortinando sem piedade seus infinitos fantasmas, reconhecendo-os fatalmente no outro que tão impiedosamente retrata.
E aí, após algumas palavras, percebo que, espertamente, fugi do assunto inicial, justo porque na hibernação interiorana, o perigo de se tornar repetitivo é gigantesco, exatamente pela escassez de personagens, bem como pela falta de criatividade, pois os textos vivenciais são limitados aos conhecimentos básicos de sobrevivência, mais uma vez igualzinho a qualquer outro lugar, levando gente como eu, fanáticos compulsivos, a recorrer a uma saída triunfal pela falta de assunto, buscando apresentar aspectos psicológicos, ou seria mais apropriado, sociológico ou a qualquer outro lógico raciocínio patológico do comportamento humano, criando, assim, uma capa antes de tudo camuflativa da própria e cruel realidade de não ter encontrado absolutamente nada de novo para escrever, nesta manhã maravilhosa que acaba de nascer, fazendo de mim, neste instante, também um pouco poeta, para então justificar o fato mais que real da quase inutilidade conceitual deste meu talento cruel.
Sim, porque afinal, quem de verdade quer enxergar realidades, tendo a disposição o lúdico televisivo,literário e cibernético?
O exemplo mais real desta minha mais que cruel afirmação é justo os programas virtuais de relacionamentos, onde somos todos capazes de nos relacionar simpaticamente,sem qualquer compromisso seja com a verdade ou com a mentira sobre nós mesmos,fazendo de contas que nos satisfazemos com o potencial vastíssimo de amigos e amores,de sexo e distrações variadas,cada vez mais nos tornando dependentes destes afagos online,na tentativa sempre frustrante de compensarmos o doloroso vazio que nos magoa e que tem assustadoramente nos transformado em solitários existenciais.
Ah! Que saudade dos papos descompromissados no portão da minha ou da sua casa, depois do jantar,preâmbulo de um fim de noite que em um certo dia passamos a chamar de hep hall e que nos levou para o bar da esquina de onde trabalhamos e irremediavelmente, nos afastou de nossas famílias e de nossos vizinhos.
Dura realidade que foge-se de se pensar, mas que para gente como eu,cronista F.D.P,é café pequeno,apenas mais um assunto para papear e cá pra nós,que mais ninguém me ouça,pois a pura realidade é que descobri em algum momento que não sei bem quando que, para não correr o risco de me sentir solitária,teria que me transformar em cronista,geradora de assuntos,mesmo como agora que afinal,não existia nenhum,para ter um pouco de atenção e me sentir plenamente existindo na cruel realidade de saber que somos por todo o tempo,indivisivelmente só.
Bom Dia!!!!

sábado, 17 de abril de 2010

DESAMPARO

Cruz Credo, Ave Maria!...
Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece.
Esta foi a semana dos roubos lá em casa.
Nesta madrugada, quebraram o vidro lateral e arrebentaram a porta de minha Weekend com um pé de cabra, no estacionamento da POUSADA ARCO-RIS EM MAR GRANDE.
Nada levaram, pois o som estava bem preso ao painel, mas fizeram um estrago e tanto.
O pior de tudo isto foi a imensa sensação de desamparo que se apossou de mim, frente a total incapacidade de nossa polícia, seja civil ou militar, de colocar um paradeiro nesses roubos de moleques viciados de pés descalços. Constato, então, que estou a mercê dos vagabundos, sem qualquer tipo de proteção, e isto é simplesmente desesperador.
O que fazer, diante deste quadro desolador?
Buscar socorro aonde se nada funciona como deveria?
Existem desculpas para tudo, razões aparentemente plausíveis para a inoperância, só não existe em mim mais é a esperança de um pouco de respeito ao cotidiano de todos nós.
E ninguém fala nada, reclama nada, pois existe, aí sim, a certeza de que diante de uma reclamação de nossos sagrados direitos de viver em paz, nossas milícias se farão presentes e com certeza nos rigores da lei ou da arbitrariedade.
Perdão, então, para mim que não pude calar a voz do alaúde nem comprimir os meus "ais"!
Já escrevia Castro Alves.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Aniversário de Tabata

Tábata

No aniversário de Tabata, filha de India e Madruga, as coroas fazem a festa. Como sempre, Teresa e Elon animaram o encontro com a simpatia e comunicabilidade que lhes são peculiares.
O aniversário foi comemorado na Marina de Itaparica, no último sábado, no Bar Sabores do Mundo.

Apenas um minuto

imagem: abril.com

Em dias de muitas chuvas, desabamentos e enormes desgraças, seja aqui ou em qualquer outro local deste planeta, sou levada a pensar no quanto sempre fui absurdamente feliz e isenta de vivenciar tais situações.
Vez por outra, enquanto assisto as tragédias pela televisão, desvio os olhos, olho ao redor de mim, sinto o aconchego a que sempre me senti inserida e, então, sinto aquela ponta de vergonha, talvez remorso e até mesmo ambos, por ser tão pouco reconhecida quanta a vida suave que sempre desfrutei.
Que tal você que está lendo neste momento, também olhar ao seu redor?
Quem sabe assim juntos, mesmo à distância, sejamos capazes de formar uma corrente solidária de gratidão, que certamente como energia de força positiva, chegue até àqueles que perderam muito e os façam também refletir quanto ao fato maior de estarem vivos, até mesmo para chorar suas enormes perdas, como a de um filho, uma mãe, um irmão ou simplesmente dos frutos de uma vida de muitas lutas e sonhos.
Vamos lá, não vai nos custar nada e ainda nos dará um enorme consolo por tudo que por todo tempo ficamos desejando e ainda não conseguimos, assim como compreensão pelo muito que temos e não reconhecemos em forma de profunda gratidão, seja a Deus, ao universo ou a quem você acredita que deva.
Afinal, o importante é tão somente o reconhecimento, nem que seja apenas por um minuto.
Não é mesmo?
Bom dia!!
Bom dia mesmo!!!

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Inseparáveis Parceiras

A meu ver de apenas cidadã, quando o presidente da república chega ao limite máximo de sua arrogância e desrespeita as instituições que o mantêm no poder, é porque algo muito perigoso já ronda sorrateiro, MINANDO, também a meu ver, o ainda frágil regime democrático que vivemos.
Desde que o Presidente Lula assumiu, mesmo no meu pouco conhecimento político, fui observando uma mudança comportamental do povo em geral e naturalmente fui fazendo comparações com outras épocas e com outros governantes, até chegar aos dias atuais e mais precisamente à Ilha de Itaparica, local onde por estar inserida posso melhor avaliar.
Criou-se uma postura de aceitação e concordância em relação a todos e quaisquer desmandos praticados pelos membros do PT e pelo Sr. LULA, assim como generalizou-se entre as pessoas ditas comuns, como jamais foi visto ou registrado na história brasileira, bem como alastrou-se também silenciosamente uma permissividade à tudo mais no dia-a-dia onde houver a necessidade de interação de interesses de qualquer natureza.
Fui percebendo, a princípio, estas sutis alterações e confesso, mesmo assustada, jamais pude imaginar que em tão pouco tempo tomariam proporções tão descontroladas. No meu entender, estamos em um estado de guerra, onde os mísseis, tanques ou qualquer outra arma foram substituídos por um cartão de plástico, chamado VALE QUALQUER COISA, se você se calar.
Penso, então, que em um país onde historicamente algumas regiões, como NORTE E NORDESTE, sempre foram relegadas a um plano inferior quanto às assistências básicas, seus cidadãos, prá lá de carentes, tenham encontrado nestes cartões um pouco da atenção que lhes é devida.
Novamente, me vejo fazendo comparações e penso nas Igrejas Evangélicas e no baque quase mortal que causou à Igreja Católica há cerca de uns 30 anos prá cá, obrigando-a a refazer suas posturas, o que tem sido feito, se bem que ainda distante das expectativas para um enfrentamento maior e mais consistente, porque, afinal, os evangélicos não vieram para brincar, entraram em uma guerra e, até o momento, continuam vencendo batalha após batalha, pois jamais deixaram de oferecer exatamente o que as criaturas em toda a história da humanidade mais precisam, que é sentirem-se acolhidas, valorizadas em seus egos e dependendo de quem e principalmente onde, precisa-se de muito pouco, exatamente na proporção dos cartões de plásticos tão bem distribuídos em todos os recantos deste país onde a miséria se consolidou estimulada por uma postura política egoísta e ao mesmo tempo burra.
Observo assustada que, mais uma vez, os velhos doutores do poder, presos às suas posturas de senhores feudais, com seus chicotes sempre prontos a açoitar os miseráveis, se curvam ao novo senhor, que, a cada instante, tem lhes dado lições de como se deve manipular a escória em suas variações sociais, nas quais eles, é claro, estão inseridos como mansos cordeiros, submissos ao cajado do pastor, SENHOR MAIOR, sorvendo suas graminhas pessoais, sem se perguntar, até quando.
E aí, desautorizar uma instituição como o judiciário é coisa pouca, afinal, esta certamente não foi a primeira vez e não será a última, onde toda a reação dos mesmos apresentou-se como lamentos e quando muito birrinha de criança ao levar uma bronca do papai.
Penso, então, que se eles não se sentem fortes e capacitados o suficiente para estancar de alguma forma legal e firme os abusos e inconstitucionalidades que são cometidas por todo o tempo, resta-nos colocar a viola no saco e permanecer esperando o que vai dar toda esta loucura sistêmica que nos assola, sorrateira, silenciosa, mas absolutamente consistente, mesmo sabendo por antecedência que boa coisa não vai ser.
E aí, não sei por que, lembro-me de HITLER e no seu poder de convencimento de quase toda uma nação alemã de que era plausível exterminar-se os Judeus, levando-os a enxergar, nestes, ratos ao invés de seres humanos.
Mais adiante, quem sabe um dia, o proletariado brasileiro, que afinal é a grande maioria, será levado a crer que ELITE só pode existir se for LULISTA, ficando o resto tão somente como lobos a serem abatidos, e pelo andar da carruagem ao menos no tocante a educação, que vai de mal a pior ou simplesmente não existindo, como ocorre por estas e outras bandas, não demorará muito para que o caos se instale, permanecendo de pé a ignorância e o autoritarismo, que, afinal, são primas irmãs, inseparáveis parceiras.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Vão-se os anéis...

imagem: homeopatiaonline.com


Estaciono o carro e corro para escapar da chuva forte, abro a porta da sala e, mesmo esbaforida, logo percebo que algo estranho aconteceu, afinal, onde está o meu notebook que eu havia deixado sobre a mesa?
De repente, percebo que a casa foi invadida, arrombaram a janela da sala de jantar. Vasculho a casa inteirinha de um só fôlego, não desarrumaram absolutamente nada, como se cuidadosos fossem. Penso, então, que estou achando que foi mais de um elemento, todavia, pode ter sido apenas um.
Bem, isto é o que menos importa.
Lá fora, a chuva dá uma trégua e aí me lembro de tentar descobrir por onde ele, ou eles, passaram e descubro que, pelo menos para fugir, a opção foi o muro dos fundos, pois as pegadas estavam ainda profundas no piso coberto de terra.
Respiro fundo e volto para uma nova inspeção e, lamentavelmente, foi-se também a máquina fotográfica e dois celulares.
Penso então que perdi muito mais que o dinheiro possa comprar...
Foi-se a arrogância de me achar invulnerável.
Ei, dona Regina, a m... não acontece só com os outros!
Consolo-me lembrando daquele refrão mais que batido, mas que nos dias atuais se enquadra:
Vão-se os aneís, ficam-se com os dedos.
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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Na companhia dos pássaros...

E no embalo do canto dos pássaros, penso no quanto sou infinitamente dura, mesquinha e extremamente rude em se tratando de cuidar de mim mesma.

Dificilmente possuo a sabedoria necessária para discernir o melhor, o mais sensato, justo porque além de imediatista, sou arrogante o suficiente para não reconhecer os meus limites de sanidade fisica e emocional, e como cordas exageradamente esticadas de um violão, destoo nos tons que devería imprimir às minhas posturas no cotidiano de minha existência.

Todavia, desperto para a realidade de que o dia de hoje demorará ainda muito para se acabar e que posso, e devo, fazer um pouco diferente, nestas horas que se seguirão, talvez quem sabe, alisar-me um pouco mais, lamber-me como fazem os gatos, os tigres e os leões, na sabedoria naturalista de apenas existir, tão sedutoramente em suas aparentes alienações vivenciais.

Neste instante, uma chuva mais leve surge lá fora.

Sinto um leve arrepio, repiro fundo em um quase gozo, espreguiço-me tal qual fazem os felinos e sem desviar o olhar dos pássaros que já chegaram, apesar da chuva, esqueço das mágoas, de todas as dores, pois me sinto absolutamente viva, prestigiada e repleta de amor.

Pergunto-me, então, se será esta a fórmula secreta de se viver em plenitude, ora buscando no simbolismo do alisamento dos felinos, o acarinhamento de tão somente se sentir existindo, ora buscando o canto divino dos pássaros que existe em cada um de nós, através de nossa infinita capacidade de nos deixar flutuar em busca de novos horizontes e de melhor alpiste.

Sei lá!

Tudo que neste instante sei é que me sinto um pouco mais eu mesma do que quando comecei a escrever nesta tarde chuvosa na companhia dos pássaros.

QUAL UMA AMANTE APAIXONADA

A exuberância do verde se faz presente em cada centímetro de minha capacidade periférica de enxergar o meu já tão conhecido jardim.
Adoro a costela de Adão que, plantada ao pé do coqueiro, disputa com o cipó-imbé, que por sua vez junto à mangueira se esforça bravamente no enfrentamento do verão que mais pareceu eterno, quem mais rápido e viçoso tem a capacidade de enroscado chegar primeiro ao topo, se bem que o cipó tem como vantagem ser sua hospedeira mangueira mais baixa, apesar que mais robusta, precisando possuir um maior abraço de caule e folhas para envolver a circunferência.
O pingo-de-ouro, plantado há quase cinco anos junto a dezenas de outros, hoje é o único sobrevivente, permanecendo solitário, um pouco ainda deficiente de energias, como se fosse o tênue, o delicado, o quase incapaz, mas forte o bastante para ser o sobrevivente, que com o seu amarelo dourado parece se esforçar por todo tempo a sugar seivas benditas deste solo enganoso, pois com a aparência frágil serve-nos dia-a-dia de frutos saudáveis através dos pés de amora, cajú, seriguela, limão, pitanga, acerola, pinha, mamão e, em breve, jamelão.
A grama rústica misturada ao mato rasteiro, cresce sem qualquer pudor à minha capacidade em podá-la nestes dias de chuvas constantes, assim como o cheirinho de terra molhada que adentra através da janela, na qual, solitária, espero o retorno da passarinhada que certamente virá me dizer:
- Boa noite!
Posso já neste instante ouvi-los à distancia num fusuê bastante intrigante e, se coloco a imaginação a funcionar, creio poder ouvi-los desejando o mesmo lá no fim da rua, vindo de casa em casa, encantando a todos que souberem ouvi-los.
E então, já com a imaginação a mil, posso até abusada como sou, pensar que hoje eles estão chegando mais cedo, justo porque sabem que estou junto a janela, ansiosa, esperando por eles, qual uma amante apaixonada.
Que seria de mim, meu Deus, se não houvessem os pássaros a cantar pra mim?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

AGRADECIMENTOS

Gostaria de agradecer aos membros participantes do Centro Espírita IRMÃO MENSAGEIRO, pelo carinho de terem vindo em minha casa para executar mais uma tarefa, referente ao evangelho no lar.
Foi lindo e extremamente gratificante.
Espero sinceramente poder sempre retribuir toda a atenção que eu e meus trabalhos psicográficos tem recebido naquela instituição de imensa caridade e estudos mediúnicos. Ao Presidente da casa, Sr. Cavalcante, os meus eternos agradecimentos, esperando que em um futuro breve, possamos estar aplicando e distribuindo todos os ensinamentos benditos que ora recebemos das energias que nos cercam.

Atenciosamente,

REGINA





Tema do Evangelho:



O CRISTO CONSOLADOR -



O JUGO LEVE



CONSOLADOR PROMETIDO



ADVENTO DO ESPÍRITO DA VERDADE

segunda-feira, 5 de abril de 2010

HIPOCRISIA SISTÊMICA

imagem: reservarouensinar.files.wordpress.com

Muitos são os preconceitos criados pela criatura humana, justo porque representam toda a expressabilidade do egocentrismo que reside nos relacionamentos sociais de quaisquer natureza. Esta postura danosa, seja ela de grupo ou individual, seduz e induz em uma atmosfera de absoluta falta de senso, produzindo mazelas até mesmo impossíveis de serem imaginadas, quanto mais praticadas por um ser que se denomina humano, exatamente porque diferentemente dos demais elementos vivos, possue mente racional.

E se atento não se fique, logo surgem novos preconceitos, sorrateiramente embutidos nos novos conceitos globalizados que jorram a cada instante com aparência de politicamente corretos e que leva a criatura a crer de imediato que ela está pensando e sendo preconceituosa se não seguir rigorosamente o que os ditames do sistema social, pra lá de confuso e desequilibrado, assim determina.
Cria-se na mente uma sensação incômoda de inadequação pessoal, levando a criatura que discorda disto ou daquilo a se sentir em dicotonia com o grupo social na qual está inserida, ao mesmo tempo que vai se desenvolvendo na mente uma espécie de revolta que pode vir a se expressar em forma de violência, tal qual se pode observar em atitudes oríundas de criaturas assumidas em seus preconceitos de quaisquer natureza. Portanto, é possível observar-se, então, que nas duas situações não há parâmetros de harmonia de entendimentos e posturas.

Partindo da certeza incontestável de que não há igualdade, apenas semelhanças,ideal seria que houvesse um equilíbrio postural de respeito ao próximo como forma de conduta de convivência, sem que as criaturas adentrassem em seus conceitos absolutamente pessoais, permitindo assim uma maior harmonia, entretanto, no egocentrismo social, fomentado pela postura políco-social, criam-se e alimentam-se ideias e ideais totalmente tiranos, que ao contrário de dissiparem o segregacionismo, o camuflam em forma de uma concordância hipócrita que não beneficia verdadeiramente em sua natureza quem quer que seja, justo porque haverá sempre na mente individual de ambos os lados da questão, objetivamente a certeza da fraude social, que foi determinante ao estágio no qual ela se encontra.

Sem que se aperceba, a brigatoriedade em concordar-se publicamente, enquanto interiormente reside uma discordância, faz nascer daí uma perigosa postura social, absurdamente aniquilante ao direito sagrado de simplesmente não concordar com isto ou aquilo, dentro do parâmetro consciente de consideração ao direito do outro de ser e de pensar aquilo que lhe é afim.

Polêmicas sempre existirão, e são exatamente elas que não nos deixam esquecer que somos diferentes, não necessariamente contrários, e que através desta situação genética emocional de captação, filtragem e composição mental é que nos determinamos seres individuais, nos postando junto aos demais, sejam humanos ou não.

Fico pensando no quanto me aborrece não poder expressar minha discordância em inúmeros assuntos que hoje, ou melhor, que de algum tempo para cá por ser mais cômodo, interessante ou politicamente correto, como se fosse uma aparente e saudável consciência coletiva, justo por não quererem ou saberem como adequar algumas polêmicas que conturbam a sociedade como um todo.

Um deles, por exemplo, é o sistema de cotas para negros e indios, que deveria ser um problema a ser resolvido pelas sucessivas gestões federais que deveriam prover o ensino brasileiro com a devida decência e recursos necessários à todos, sem distinção étnica, pois recursos é o que jamais faltou, mas é mais cômodo ceder a uma fração da população que notoriamente é sofrida, mas que jamais soube com isenção também de várias atenuantes, lutar e exigir direitos que são constitucionais e humanos, ao invés de criar um novo conceito separatista que afasta mais e mais o respeito que se deva ter entre a espécie, que é tão somente humana.

O exemplo cruel se apresenta nos concursos e vestibulares federais e estaduais, através inclusive de negros abastados que se valem desta prerrogativa em detrimento de brancos verdadeiramente aptos por suas precariedades pessoais à usufruir de tal benefíco, alimentando, assim, silenciosa e extremamente danosa uma raiva, por um lado, e uma sensação de disforra, do outro, que deixa de ser contida e politicamente correta através de um ódio social que se estabeleçe em meio a qualquer concentração social, fazendo com que cada criatura humana deixe cair a fina capa camuflativa que o mantém politicamente correto, e isto se observa em uma simples e corriqueira convivência de qualquer natureza em uma agressão constante, por ser latente.

Venho percebendo assustada e entristecida que cada vez mais preciso escutar calada, não por educação, respeito ou sabedoria, mas tão somente para não me ver isolada, execrada, por não ser politicamente correta.

Hoje acordei muito aborrecida com este modelo de postura comportamental, absolutamente contrária a tudo que acreditei por toda a minha vida ser o princípio básico de respeito ao tudo do todo que represente vida e liberdade.

QUE COISA, HEIM!…

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sábado, 3 de abril de 2010

QUE SAUDADES, MINHA MÃE!

- Tá quente, mãe? Tá frio, mãe?
Perguntas agitadas, feitas entre sorrisos e gritinhos que a minha mente resgata em doces lembranças de um passado assim nem tão distante .
- Achei mãeeee!
Ainda posso ouvir seus gritinhos emocionados e enxergar seu rostinho vermelho e suado da efusiante corrida que ela fazia pelo bosque do sítio, acompanhada de XUXA, BUANA E SAYBE, nossos fiés pastores alemães, também inseparáveis naquelas jornadas divertidas, onde o grande barato era descobrir aonde eu havia escondido seis ovos coloridos, que um a um eram guardados por ela na sacolinha de pano que ela trazia amarrada à cintura.
As saudades são imensas de uma época que se eternizou pela simplicidade do puro prazer de existir em meio a uma natureza esplendorosa e de hábitos prá lá de modestos, mas insubstituíveis pela sua grandeza.
Foi assim que, dos quatro aos onze anos, partilhei o dia da Páscoa com minha filha Anna Paula, que, aliás, ao ganhar hoje um lindo e enorme ovo de Páscoa Talento de seu namorado, novamente gritou, MÃE, como se no bosque estivesse e, com um lindo sorriso que me despertou as lembranças, perguntou:
- Você se lembra dos ovos coloridos que você escondia no bosque e que eu adorava procurar?
Cheirou o ovo e sorrindo, arrematou:
- Que saudades, minha mãe!
E aí, fico pensando se quando netos eu tiver, provavelmente cozinharei seis ovos coloridos para que, em dado futuro, certamente quando eu por aqui já não estiver, ainda assim permaneça viva nas lembranças de páscoas singelas, mas repletas de amor.
A todos um Domingo de Páscoa abençoado.