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Mostrando postagens de Março, 2015

PENSANDO

Neste final de segunda-feira santa, sentadinha em minha sala, tendo como cenário diante de mim o entardecer, penso no meu Brasil, em minha Itaparica, penso principalmente, na imensa incapacidade de comunicação, mesmo em uma época em que não faltam os meios para que ela seja, rápida, precisa e extremamente rica de conteúdo e, no entanto, a cada dia, estamos abreviando as relações, tal qual, fazemos com nossas escritas online. Venho percebendo e confesso um pouco assustada com os futuros resultados que se delineiam tenebrosos, que a cada instante, menos somos capazes de interpretar as falas e intenções do outro e naturalmente, menos nos fazemos entender, como se nossa língua fosse se alterando e se tornando estrangeira ou coisa parecida. Concomitantemente, também venho percebendo um distanciamento, como se houvesse uma linha fina, invisível, mas resistente e que não permite um maior aconchego de emoções, permanecendo todos meio que isolados em seus mundinhos fragilizados, num medo silenci…

REFLEXÃO

Senhor, fazei de mim um instrumento de sua paz A cada instante, ouço, leio e convivo com pessoas que esperam mudanças em todas as áreas sistêmicas humanas e, para tanto, contam com a ajuda extra do divino, porque, afinal, sem a transcendência com os recursos de Deus, fica difícil pensar-se em maiores alterações de intenções e muito menos de ações que, também a cada instante, vem moldando uma nova imagem humana e um sem número de posturas, totalmente contrárias a todos os conceitos  que se pensou até então, como meios norteadores de convivência social em quaisquer de seus níveis. Refletindo nesta complexidade existencial, mergulho um pouquinho a cada dia, no interior de mim mesma, tentando entender minhas próprias ações e reações frente a convivência com a vida no tudo que ela se encontra representada, acreditando que somente no meu reconhecimento pessoal, serei capaz de encontrar entendimento, quanto as ligações capazes de fundamentarem a correlação em espaço adequado ou não que minhas …

JANE ADDAMS

Na busca dos precursores e pioneiros do Serviço Social, destaco Jane Addams pela obra que desenvolveu em prol dos mais necessitados e pela relevante obra que deixou para o fortalecimento da profissão.
Natural do Estado de Illinois, no seio de uma família de classe média, desde cedo demonstrou vontade em contribuir com os mais carentes. Estudou até o secundário e por problemas de saúde de seu pai, precisou abortar o seu desejo de estudar medicina.
Ao viajar para a Europa em 1882, a industrialização se incrementava devido a política econômica praticada, pois não se cobravam impostos, o mercado abria suas portas para uma diversidade de produtos, as vias terrestre boas de comunicação e uma prolífera mão de obra, oriunda de outros países. Tudo parecia muito promissor, todavia, milhares de imigrantes, vindos da Europa, fugindo da miséria, estavam em situação similar da qual haviam fugido, aglomerando-se em bairros populosos, sem a necessária infraestrutura, não tendo disponibilização de es…

PENSANDO

Atravessamos a vida sistêmica, reivindicando isto ou aquilo nas posturas das outras pessoas, na maioria das vezes criticando-as e enxergando nelas defeitos e comportamentos que julgamos errados, sem conseguirmos relacionar as nossas atitudes às delas. Queremos que as pessoas cuidem com responsabilidade de seus lixos domésticos, que economizem a bendita água, que não poluam os mananciais, praias e avenidas, que não destruam a natureza de um modo geral, inclusive, respeitando o próximo e citando como exemplo, um tal de “Jesus” que tornou-se figurinha fácil nas bocas de todos nós, sem qualquer correlação com o cotidiano de nossas atitudes pessoais. Pensando nisto e em mais algumas coisas, como por exemplo, no maldito preconceito, assim como a intolerância que exercemos cotidianamente sem sequer nos darmos conta é que, rogo a este universo poderoso, que me atinja no dia de hoje, com apenas uma fagulha de suas correntes energéticas de poderes regeneradores, transformando-me em um serzinho me…

SEM PALAVRAS

Como de hábito, estou ao pé da mangueira, conversando com o universo e sentindo toda a força energética que ela possui e que generosamente me oferece e, inevitavelmente, aliso uma das folhas do cipó-Imbé que, não menos poderoso, serpenteia pelo seu grosso caule se perdendo entre os muitos galhos ao ponto de não mais vê-lo, embuçado à copa gigantescamente espessa. Neste encontro sem hora marcada, mas pelo menos semanal, peço socorro quando preciso, explano minhas mais recentes ideias, relembro velhos episódios, ora desejando repeti-los, ora tentando esquecê-los, num exercício contínuo desta sólida parceria que, aos olhos desconhecedores, pode até parecer loucura, mas para nós, já tão integradas, são conversas amenas de apenas grandes amigas. Neste momento, como em tantos outros, tento abraçar minha velha mangueira, num impulso alegre por me sentir feliz, percebo sorrindo que me é impossível e, então, fecho os meus olhos e te sinto em meus braços robusta e faceira. Sem palavras que possam …

DESABAFANDO

Vendo apenas um filme do Projeto Cinema Verdade, sobre a luta armada contra a ditadura, ajoelho e peço a Deus que me cale, afinal, estive no Araguaia em 1974, fui proprietária de fazenda em Conceição do Araguaia, próximo de Redenção no Pará e sinceramente, só calando em respeito a ignorância dos fatos de alguns e a convicção de que não mudarei as posturas alheias. Todavia é preciso lembrar que toda história tem dois lados de interesses, geralmente contrários ou no mínimo diferentes e com certeza, uma verdade que pode ser manipulada aos interesses pontuais.

O MEU DEUS...

Comecei o meu dia exatamente como começo os anteriores, ou seja, acordando pela madrugada, abrindo as portas e janelas, e deixando a vida e os ruídos do silêncio quase que absoluto adentrarem, despertando em mim a gratidão continuada por estar viva, então, agradeço escrevendo, rezando e conversando com Deus. E foi neste hábito disciplinar que, ao longo de minha vida, fui também percebendo, primeiro com imenso medo e aos poucos em um relacionamento íntimo que, este Deus, em mim residia e que ao contrário do que me ensinaram, ele era amigo, conciliador, estimulador e, acima de tudo, um professor incansável  que aplicava uma única matéria de forma simples, mas objetiva, abrindo para mim um poderoso espaço onde, então, eu poderia criar, desenhando e colorindo meu vivenciar, podendo inclusive corrigir meus erros, discutir minhas dúvidas, articular e projetar meus ideais. Aos poucos fui relaxando e aprendendo a conviver com este mestre que, eu também descobri, não saia de perto, oferecendo a …