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Mostrando postagens de Setembro, 2012

E AÍ?

Quemvive um amor como um todo, recheado de emoções, esquece essa coisa do tempo, fazendo dele uma marca, um registro permanente na mente e na alma, resgatando os momentos de fascínio, rotina gostosa das grandes e estonteantes, paixões..

Pois nos delírios queacompanham os ais, são sentidos o sabor, o cheiro e o bendito toque, impossíveis de serem esquecidos... E entre uma lembrança e outra, o amor permanece, sem jamais deixar de ser .
Sem perder o viço, o agito, que envolve e que dá prazer..
E neste bailado de lembranças, sua imagem surge doce, desponta leve e me faz voar.
Como uma borboleta dourada, um pássaro encantado, uma brisa e tudo o mais.
Como esquecer lembranças, que me fazem tão bem?
Como esquecer o seu sabor, se provei e quero mais?
Como esquecer o seu cheiro, com o qual me deliciei?
Como esquecer o seu abusado toque, que estremecida, ah! Meu Deus...
Eu adorei?
Como então, não ser feliz?
Como esquecer esse atrevido, arredio e perigoso, mas tentador e imenso, amor?
Eaí...é só lembrar, po…

QUE DEMOCRACIA É ESTA?

Pois é... Setembro está chegando ao fim e logo ali, beirando as portas do tempo, outubro se aproxima com ares de seriedade de um mês de responsa, afinal é sempre ele que banca as eleições.

Enquanto outubro não chega por todo este vasto e complexo Brasil, a movimentação política se intensifica, levando as infinitas coligações à incalculáveis loucuras entre gastos financeiros e emocionais, e de um comício a outro, a moçada arrepiada, gasta sola de sapato, gasolina e coisa e tal, na obstinação última de convencer mais alguém.
Esta deveria ser a mais expressiva movimentação democrática se, aliada a ela, houvesse mais idealismo do que partidarismo, mais devoção à causa que interesses pessoais, mais dignidade de propósitos direcionados às necessidades comuns do que conluios e acertos entre pessoas e grupos.
Lembro-me da República de Platão e do que deveria ser e o que realmente é...
Lembro-me de uma vida inteira e só encontro o que realmente nunca foi e o que nunca esteve atrelado a ela, porque…

CÁ COM OS MEUS BOTÕES...

São cinco horas da manhã de mais um domingo que, pelo cantar dos pássaros que já povoam o meu jardim, será de um luminoso sol.

De repente, os cachorros se movimentam frente a um barulho de folhagens nada comum, levanto o corpo para ver se consigo identificar através da janela e nada vejo e, pelo visto, nem eles, pois já estão de volta à porta na espera paciente de eu deixá-los entrar.
- Ainda não, deixe amanhecer primeiro.
Penso cá com os meus botões, contrariando minha natureza amorosa, que gosta de tê-los ao pé da mesa, silenciosos como fiéis guardiões.
Enquanto travo esta luta boba e desnecessária entre o prazer de ter os meus cães bem pertinho de mim e a imensa preguiça de levantar desta cadeira para abrir a porta, ouço fogos à distância e tento descobrir de onde eles vêm.
- Será docandomblé, ainda da política ou hoje é dia de algum santo, e eu não estou sabendo?
Enquanto ainda penso no desnecessário, percebo que de um instante para o outro, o dia amanheceu. Só que todo este processo le…

MARAVILHA, A PRIMAVERA CHEGOU...

Ela chegou ensolarada, brilhante, sensual, repleta de barangandãs prateados salpicando o meu mar de Ponta de Areia, fazendo com que o amor aflore abusadamente, rompendo as fronteiras do lógico, penetrando sem pedir licença nos labirintos dos sentidos.
O farfalhar das folhagens fartas dos coqueiros, lembram-me os sussurros apaixonados, e o vento quente vindo do mar que ora me toca de mansinho, arranca-me arrepios, despertando emoções parceiras, velhas e fiéis companheiras desta comportada senhora.
Entre um e outro pensamento quase que lascivos , percebo que sorrio sozinha enquanto escrevo, devendo estar rubra, sem, no entanto, sentir-me envergonhada e muito menos culpada por ainda, nesta altura de minha vida, constatar que sinto certas emoções que colorem o meu ser de mulher apaixonada, fervilhantemente encantada pelos frenesis de uma primavera que o meu outono cronológico, não consegue frear.
Será, então, esta sensação uma amostra da bendita felicidade que vem de forma invasora, mas que …

FALÁCIAS, EUFEMISMOS e FIRULAS...

Exaustão ao ponto do corpo doer a cada centímetro e a mente se recusar a pensar com um mínimo de lógica, depois de assistir com total atenção analítica à sessão da Câmara de Vereadores de Itaparica por cerca de duas horas e meia consecutivas, ao som de gritos, palmas e vaias de uma plateia dividida entre partidários de Pastor Raimundo e da Profª Marlylda.

Falácias, eufemismos e firulas, sem que quase nada de concreto fosse apresentado ao público que, por sua vez, estava mais preocupado em ora aplaudir, ora vaiar, em uma demonstração triste de total falta de noção de cidadania e consciência da importância em conseguir-se dados esclarecedores que os guiasse a uma real compreensão do que significa um desvio em uma única secretaria da importância de R$ 500 mil reais com o agravante de isso ter ocorrido há cerca de cinco anos atrás sem que a referida câmara tenha se atido e denunciado tamanho absurdo cometido aos cofres públicos em uma cidade de proporções minguadas como Itaparica.
Meus olho…

O TRITE E O MEDÍOCRE...

Hoje, tudo indica que novamente teremos um dia não só ensolarado, mas abastecido de um calor intenso, o que afinal, não é nenhuma novidade por estas bandas, onde certamente Deus escolheu para curtir seus momentos de lazer.
E se Deus assim procedeu, tinha lá suas razões que não me cabe discutir, mas que me leva a pensar, ponderando aqui e acolá tamanha decisão, crendo eu, na minha contumaz bisbilhotice que se Deus em sua onipresença, criou a onipotência de um lugar tão lindo, dando-se ao direito absoluto de só colocar belezas, cores e aromas de sua preferência, era porque queria expressar o paraíso, não deixando tão somente, nas páginas frias de um livro ou nas mentes prósperas das criaturas.
E assim, pensando no melhor, no mais sublime das suas simplicidades, Deus criou ITAPARICA, riscando com seu indicador bendito, uma geografia dos céus, pintando e sentindo com seu manancial amoroso, tudo quanto lhe foi possível imaginar.
Penso então que ele, o Deus, não deva estar lá muito satisfeito …

UM LINK... e nada mais.

Ouvindo La Barca, na voz de Luiz Miguel, voei para o passado, para a minha juventude de ainda quase criança, em um link fantástico que a mente livre é capaz de realizar ao comando de apenas um som, uma imagem, um pensamento.

Eram os anos sessenta..
O fervilhar dos hormônios, turvavaqualquer pensamento que não tivesse relação com a paixão, com o amor que eu começava a sentir, sem sequer entender bem, nem como e nem o porque de estar sendo invadidae envolvida, sem sequer achar ruim.
A mocinha recatada de sonhos primaveris, certo dia, dormiu como uma criança e se viu acordando como uma mulher sem sequer se importar com a metamorfose, preferindo tão somente se deixar navegar nas aguas indescritíveis dos sentidos e das emoções, que beijavam como as marolas a beira mar, as areias ainda virgens, moldando cuidadosamente um cenário, um histórico de amor, para toda uma vida.
Ao eterno navegador deste barco, o meu muito obrigado, pelos caminhos marítimos que me levou a conhecer, onde não faltou emo…

UMA PAUSA E NADA MAIS...

Hoje, está completando dois dias que eu não escrevo uma linha sequer, não que eu não queira, apenas não consigo, pois a cabeça está meio oca, meu olhar meio perdido, meu ânimo meio que sem graça.

Então, teimosa como sempre, cá estou em um esforço supremo, buscando explicações, quando pode ser tão somente, cansaço. Querendo entendimento, talvez dentro de minha lógica pessoal, por ainda crer ser inadmissível, passarem-se tantas horas sem que eu em minha solidão induzida, busque mil coloridos ou alguns poucos instantâneos para então, registrá-los como de costume para não deixar passar em branco, tantos instantes que, afinal, cansada ou não, certamente foram vividos.
Descubro quase que aterrorizada que o meu problema todo é gente, gente falando, gente brigando, gente disputando isto ou aquilo e, gente como eu, querendo deixar de ser gente por instantes para tão somente ser, uma rosa, um jasmim, um pássaro, um beija-flor, talvez uma gota de chuva, uma aragem de brisa marinha ou um minúsculo …

SORRIR, CALAR e RELEVAR

A grosseria sempre fica feia naquele que a pratica, portanto, é preciso que tenhamos cuidado com o excesso de vaidade, pois ela leva à arrogância e esta à prepotência em fazer de nós, criaturinhas menores ao pensarmos que podemos tudo, inclusive agredir com a nossa imprudência seja lá quem for.
Sorrir, calar e relevar, será sempre o modo mais adequado de se lidar com o mal educado.
Que Deus abençõe a todo aquele, cuja vaidade o impede de enxergar o seu próprio lugar.
Um final de tarde abençoada.
MEU BOM DIA DE TODOS OS DIAS
O sabiá barulhento, tudo faz para chamar a minha atenção, paro então de ler e volto-me para a janela, e lá está ele, pulando de um galho a outro da amoreira, sozinho e afoito se exibindo para mim em um ritual de bom dia que, agradecida, retribuo com um sorrido e toda a minha atenção.
De repente... o silêncio se apresenta e a razão é que o bendito sabiá foi cantar em outro terreiro, ficando comigo, somente assim, as costumeiras andorinhas e os espertos assanhaços que, invejosos do sabiá, puseram-se a cantar suavemente, permitindo-me voltar aos meus escritos para, então, registrar toda esta maravilha que são os meus amanheceres.
Olho para o relógio e vejo que são seis horas da manhã e o sol que neste horário geralmente se chega, ainda não deu seu ar da graça, assim como as brisas do chamamento da primavera ainda não apareceram, permanecendo os galhos das árvores em movimento tão somente pela insistência dos pássaros em fazer deles trampolins nesta manhã nublada…

GOLPE BAIXO

Quanto mais o tempo vai se aproximando do dia da votação, mais ouriçados os candidatos vão ficando e infelizmente acompanhando esta ansiedade que até é natural, na falta de postura política, mas que, então, lhes dá o falso direito de transformá-los em algozes de seus concorrentes, o que para os mais atentos e, portanto, observadores, não passa de mais uma manobra política, a fim de confundir o eleitor, levando-o a afogar-se em um mar de injúrias e grosserias verbais que, mais que aturdir, leva do ouvinte a capacidade de formular perguntas simples a si mesmo para que então pudesse proceder a uma análise mais conclusiva sobre cada candidato envolvido no processo eleitoreiro.

Portanto, de todas as criatividades marqueteiras em prol de suas candidaturas, a mais danosa, certamente, é a da desqualificação do concorrente, onde as falácias dão lugar às evidências comprováveis de que no mínimo em outros momentos, ambos por interesses pessoais, calaram-se, omitindo denúncias que, em tempo hábil,…

7 DE SETEMBRO EM ITAPARICA ... BONITO DE LINDO!

Entre as tosses, os espirros e os comprimidos para baixar a teimosa febre, cá estou eu de volta aos meus pensamentos que, também teimosos, insistem em ponderar sobre a minha surpresa de não ver no Campo Formoso a candidata da renovação Marlylda Barbuda, justo por ter sido ela em épocas passadas Secretária de Educação com a consciência plena da importância deste tipo de evento e também da necessidade premente de se prestigiar como exemplo ao povo que está tão carente de referências que estimulem a cidadania, assim como o civismo, acreditando eu, que Marlylda, certamente foi impedida por um motivo relevante a sua vontade de educadora prestimosa.
Penso então que se o povo perdeu ao não vê-la junto aos demais candidatos, como ZEZINHO, MAMAK e PROF. EMÍLIO, e autoridades em demonstração de altruísmo civilizado, ganhou em qualidade de programação, roupagem e organização desta juventude bonita de linda que desfilou, expondo a grandeza de nossa riqueza maior.
Ganharam esses jovens que tiveram a…

MARAVILHAS DA NATUREZA

E lá estavam elas, aparentemente estáticas em um acasalamento esplêndido diante de nossos olhos que estarrecidos fixavam aquele espetáculo da reprodução.
De pé, permanecíamos bem próximo em um deleite inigualável, analisando aquela obra de perfeição de detalhes e cores cuja leveza contagiava e nos fazia então crer que, se nos era permitida a sensibilidade em poder dividir com as borboletas seus instantes de intimidade de vida, onde não havia barreiras separatistas, apenas o bom senso em não tocá-las, seríamos, então, parte de um todo muito maior que a nossa infinita mediocridade em não nos reconhecermos também como mais uma maravilha da natureza.
E como bons mortais que somos, passado o primeiro espanto, corremos a fotografar na desnecessariedade própria de nossa ignorância em não percebermos os instantâneos de nossos olhares que foram revelados nos semblantes de cada um de nós, como registros divinos de nossa capacidade de ainda nos encantarmos com o simples, com o belo, com o tão some…

UM FATO E NADA MAIS...

Silêncio ora bendito por não haver absolutamente nada que eu possa dizer que faça lógica ao ilógico de certas atitudes que, antes de serem insensatas, são a expressão desnecessária de todo o desequilíbrio que o ser humano pode se permitir absorver e, pior, doar inconsequentemente aos demais ao seu redor.

Louvado, portanto, o silêncio que bem vindo neste momento, mais que calar a estupidez, faz silenciar o espanto, abrindo portas à lucidez do entendimento imediato, fechando portas por onde poder-se-ia chorar mais adiante.
E entre o silêncio de agora e a possível lágrima do depois, prefiro o silêncio amigo, consolador imaginável que se me evita as lágrimas, não me recusa o sorriso.
Nesta quarta- feira que sinto já ser primavera, em silêncio vai ao jardim e, sorrindo, então te ofereço uma rosa que a natureza generosa, ofereceu a mim.
Um dia de paz para todos.

PODERIA SER, MAS NÃO É.

Estou abaladíssima, imaginem vocês minha profunda decepção ao constatar mais uma vez que Casimiro de Abreu, um dos maiores escritores da língua portuguesa, morreu na pobreza extrema, e aí, fui buscar mais históricos e detive-me em Mário Quintana, e novamente sou surpreendida com a pobreza que o fez depender da caridade de um amigo e admirador, que era um famoso jogador de futebol, para manter o aluguel até o fim de sua vida. Agora, depois que morreram, as editoras passaram a produzir e a faturar muito. Ou seja: No Brasil, escritor só faz sucesso depois de morto.

Todavia, será que conseguiriam se manter só com a venda de livros e publicações em jornais e revistas? Bem, nem todos, pois como tudo na vida, também nesta área existem exceções. Que o diga, Paulo Coelho e outros poucos mais. Lembro-me então de Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, que apesar de serem populares, precisavam trabalhar em outras áreas para garantirem os seus sustentos. Se vivos fossem, estariam re…