domingo, 26 de março de 2017

VOCÊ SABIA?


Há exatamente três anos em março de 2014, os manguezais baianos receberam um milhão de caranguejos e que a Ilha dos Frades recebeu 40% deste total e o restante foi para Santo Amaro. Este programa fez parte do Programa Integrado de Manejo e Gerenciamento do caranguejo-Uçá, (Puçá ) realizado pela Bahia Pesca.
Justo porque é reconhecido que os manguezais são ecossistemas complexos e também um dos mais produtivos do planeta, por ser considerado um ecossistema costeiro, característico das regiões tropicais e subtropicais.
 E estas riquezas biológicas são grandes berçários naturais, tanto para suas próprias espécies, como para os peixes e outros animais que migram para as áreas costeiras, nem que seja uma única vez em suas vidas.
No Brasil existem 25.000 km² de manguezais, distribuídos do Amapá até Laguna em Santa Catarina, representando com sua fauna uma importante fonte de alimentos e renda para os moradores de seus entornos.
Portanto, torna-se necessário preservar os peixes, moluscos e crustáceos, pois representam fontes de proteína animal de alto valor nutricional.
Os mangues são os berçários, criadouros e abrigos para várias espécies da fauna aquática e terrestre, representando 95% do alimento que o homem captura no mar, além de que sua vegetação estabiliza as costas, impedindo a erosão, assim como suas raízes são como filtros na retenção de sedimentos.
Cada manguezal é um banco genético natural que serve para a regeneração de áreas degradadas.
Como é possível observar, cada manguezal é um tesouro a céu aberto que precisa ser preservado pelas pessoas que moram ao seu redor, evitando assim impactos ambientais desastrosos com o desmatamento, aterro, lançamento de esgoto, depósito de lixo, queimadas, dragagens, construção de mananciais e pesca predatória.
Todavia, também faz parte da sua preservação a sua devida utilização através do cultivo de ostras, cultivo de plantas ornamentais, como as bromélias e orquídeas, criação de abelhas para a produção de mel, pesca de subsistência, além de ser um cenário belíssimo para o desenvolvimento de atividades turísticas e educacionais.

SEJA PARCEIRO DA VIDA

CADA CIDADÃO PRECISA SER UM CUIDADOR ZELOSO DO MANGUE DO QUAL RETIRA A SUA SUBSISTÊNCIA.

quinta-feira, 23 de março de 2017

SÃO FRANCISCO E EU


Nunca fui uma pessoa religiosa, apesar de compreender a necessidade das pessoas de seguirem normas e dogmas, todavia, por toda a minha vida, fui pinçando grandes figuras humanas que verdadeiramente dedicaram suas vidas à uma melhoria pessoal, através da doação de suas energias em prol dos demais, fazendo deles preciosos modelos de vida para a minha vida.
Nisto, meus pais foram importantíssimos, pois pensavam exatamente assim e cada qual tinha os seus modelos, no entanto, São Francisco de Assis era unanimidade entre eles e, naturalmente, por ele e sua história de vida também me apaixonei.
Tudo se enriqueceu mais ainda quando compreendi a grandeza de Jesus em seu único, simples, concreto e definitivo ensinamento que antes de tudo foi o seu mais precioso aprendizado.
“AMAI A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E A TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO”.
Percebi que cada um dos meus modelos especiais de criaturas humanas trilhara em suas vidas o caminho do Mestre Jesus no seu mais puro entendimento, e aí, se os admirava, passei a abraça-los inserindo-os em minha vida com todo o fervor, transformando-os em minhas margens contentoras.
Penso nisto tudo, porque hoje foi mais um dia muito especial em minha vida, porém também foi o que me apresentou o medo em relação ao meu trabalho na Rádio Tupinambá FM.
Senti um enorme temor do sucesso que o mesmo tem apresentado, principalmente no dia de hoje, onde de repente, mensurei sem panos anuviadores, a minha imensa responsabilidade junto aos que me ouvem que, até então, não havia avaliado serem tantos.
 Busquei meu São Francisco como amparo aos meus temores, rogando a misericórdia de não permitir que eu extrapole em nenhum sentido, principalmente, jamais permitindo que a soberba e a vaidade adentrem nas minhas ações junto à todos que me ouvem, me atendem e que depositam na minha pessoa, através do meio de comunicação que represento, a busca de sanarem suas carências ou partilharem suas alegrias.
Senhor, continue fazendo de mim um instrumento de sua paz.
Buscando sempre a conciliação entre aqueles que me procuram.
O dia de hoje foi realmente especial e eu só posso agradecer, pois ao pedir, sempre recebo, e ao entregar o recebido, sinto que a cada dia aprendo um pouco mais sobre o amor, razão maior da existência humana.
Louvado seja, portanto, cada criatura que com sua bendita doação vai fazendo crescer a grande encomenda que entregaremos aos nossos irmãos itaparicanos na próxima quinta-feira Santa de 2017.
Salve Jesus !!!
Salve São Francisco!!!!
Salve a criatura humana na grandeza de sua generosidade.
Salve a vida!!!!


quarta-feira, 22 de março de 2017

SEM LÁGRIMAS


Não choro neste dia que seria o seu aniversário e nem em dia nenhum quando lembro de minha mãe, afinal, lembranças de Dona Hilda só me fazem sorrir, só me remetem a momentos muito especiais que nem sempre tiveram, a meu ver, a conotação de vantagens a meu favor, mas com certeza o foram, pois moldaram a criatura que sou, repleta de dúvidas, de falhas, mas também com muita garra na busca de soluções e tenacidade na correção das falhas.
Dona Hilda, sempre linda, perfumada e elegante, repleta de desejos e sonhos reprimidos em uma época em que as mulheres em sua maioria se restringiam ao lar.
Se viva estivesse, teria sido uma desbravadora dos direitos femininos, como ensaiou ainda no final dos anos trinta, quando destemida e contrariando a vontade da família, mudou-se de casa, levando consigo um filho de meses e deixando um lindo recado para meu pai.
“Se quiseres me seguir, aqui segue o endereço, estarei com um prato de sopa quentinho, esperando por você”;
E assim, dali em diante, durante 32 anos, meu pai compreendeu que havia casado com uma mulher determinada e extremamente apaixonada, mas que não abria mão de sua liberdade e do direito de ter sua própria casa.
E foi assim que eu e meu irmão fomos instruídos e amados por aquela criatura sorridente de largas gargalhadas, íntegra nas suas posturas, generosa com todos e muito exigente com os filhos, já que compreendia a importância da disciplina no estabelecimento e continuidade de qualquer ação.
Dona Hilda nos deixou fisicamente com apenas 48 anos de idade, deixando-me com apenas 18 anos, mas foram tão sólidos os seus ensinamentos e tão embasada a sua autenticidade, que mesmo passados tantos anos ainda a ouço e a sinto, como se o tempo não houvesse passado e seu cheiro gostoso não houvesse cessado.

Então, chorar porquê?

O PODER DAS PALAVRAS


Enquanto ensaiava escrever as minhas impressões sobre a vida, as pessoas e o tudo mais que representava vida, ainda muito jovem, não mensurava o valor, o peso das formações das palavras e, confesso, durante muito tempo continuei sem esse tipo de avaliação, pois entre tantos escritos diários, relativo ao meu trabalho, ainda hoje, cometo esse grave engano, na maioria das vezes, empolgada com a ideia central que me motivou, esquecendo-me do sempre perigo de não ser bem compreendida.
Claro que este é um risco que todo escrevinhador corre desde o início da capacidade do homem em deixar registrados os fatos e as versões sobre seu próprio prisma, mas também é notório que é preciso cuidados especiais, já que o escrito não se apaga e tão pouco se evapora como os discursos falados.
No entanto, as redes sociais, blogs e sites, foram aos poucos marginalizando a escrita, liberando e incentivando a todos a terem opiniões sobre qualquer coisa e, ao mesmo tempo, fazendo do ato de escrever do escrevinhador, digamos profissional, um perigo constante, já que todos que o leem, sem exceção, podem se expressar, dando opiniões favoráveis ou não e, ao mesmo tempo, sentindo-se entendedores de tudo como jamais antes testemunhei.
Isso é maravilhoso, pois retira o estigma de “solitário” do escritor, mas ao mesmo tempo, mantém uma forte corda em seu pescoço, assim como um alçapão preparado a seus pés, sempre pronto a abrir para enforca-lo ou enrijecer-se para glorifica-lo, tirando do escrevinhador o que ele tinha de mais original que era a sua naturalidade em descrever tão somente o visto ou o desejado.
Esta talvez, seja a razão dos políticos evitarem qualquer escrita, preferindo os discursos acalorados e sedutores, mas mesmo estes, nos tempos atuais, acarretam rejeições midiáticas tanto quanto, adesões apaixonadas.

Está difícil, mas ainda assim, “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”, plagiando o sempre atual poeta, Fernando Pessoa.