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CAÇA AOS PIOLHOS

Enquanto, parte do povo se empenha em caçar os piolhos das bruxas, os carrapatos das mesmas fazem a festa e, como sempre, nada acontece de relevante que mude o perfil comportamental, não só dos políticos como de cada cidadão que opta pelo sensacionalismo em detrimento da busca consciente de fatos, cujo valor possa agregar reais transformações.
CORRUPTO QUE SE PREZA, NÃO ASSINA RECIBO, pega-los, exige trabalho de pesquisa, dedicação e, acima de tudo, conhecimento em relação aos trâmites públicos e legais.
Mimi mi e blá blá blá têm dado relativo trabalho aos mesmos, mas no final, geralmente depois de dois mandatos, os ilustres saem de seus postos abastecidos em suas contas bancárias, enquanto o povo babaca de plantão fica com a garganta seca, seja por ter gritado em protestos ou em defesa dos ilustres.
Enquanto isso, o lixo se amontoa, os cavalos pastam livremente, a lama atola, a educação falha, a COELBA e a EMBASA testam as paciências e e equipamentos elétricos e eletrônicos, a merenda e…
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AS MULETAS DO SÉCULO

A crueldade sempre esteve presente nos relacionamentos humanos, numa necessidade quase visceral de se estar torturando o outro, mesmo em pequenas escalas não tão explicitamente apresentadas, mas em doses homeopáticas, como é possível de se observar em qualquer instância do relacionamento humano. Precisamos evoluir...
Precisamos urgentemente dar uma parada existencial e refletir sobre tudo que vivemos, pensamos e sentimos e, principalmente, fazer um reflexão em tudo que achamos que deixamos de viver, pensar e sentir, não como um balanço de perdas e ganhos, mas como um gesto de carinho conosco, numa busca amiga de novos recursos que possam aliviar as dores do mundo que arrebanhamos e que nos flagelam, adoecendo e descaracterizando o que de melhor certamente ainda nos resta, que é a nossa genuinidade.
Afirmamos que não há tempo a se perder, e aí, por infinitos caminhos, o acaso de nossa insanidade nos faz parar, geralmente, tarde demais para qualquer retoque que se pensou em dar numa vida …

CHOVE LÁ FORA

O sol abriu bonito colorindo as copas das árvores com o seu dourado brilhante, mas durou pouco nesta sexta-feira, pois a chuva, insistente, voltou com tudo, jogando por terra meus planos de sair e dar uma voltinha de reconhecimento e marcação de terreno por minha Itaparica. Não canso de admirar o mesmo cenário que a cada dia se altera, graças as adições divinas e das pessoas que, com suas presenças, oferecem o diferencial diversificado que muito me encanta, nublando as velhas mazelas que infelizmente existem, mas que meus olhos amorosos não permitem obscurecer as grandezas.

INVASÃO DO ALHEIO

Depois do sensacionalismo jornalístico, não há nada que me incomode mais que deixar passar batido qualquer tipo de invasão, pois existe sempre alguém levando vantagem, nem que seja apenas o invasor que, geralmente, chega como mendigo sofredor e, logo mais adiante, começa a mostrar quem realmente é e o que já possui. Esse é um mercado negro que beneficia políticos de um modo geral em anos eleitorais, sem falar nos meliantes que fazem deste um negócio lucrativo. Itaparica começou a ter seus lotes e casas invadidas há alguns anos atrás, sendo esse processo intensificado com a especulação da construção da Ponte. Fui, e você provavelmente também, testemunha da apropriação indébita destes imóveis por toda a cidade sem que houvesse qualquer atitude mais contundente por parte do legislativo e muito menos do executivo, além da omissão permanente das polícias civil e militar. Em algumas ocasiões, como ocorreu no ano passado, aventurei-me em denunciar uma escandalosa invasão entre tantas outras já e…

QUANDO OS SINOS DOBRAM

Não sei se é comum acontecer com as pessoas de um modo geral, mas comigo tem sido um constante duplicar de sentimentos que assustam, libertando conceitos antigos oriundos de uma formação sócio cultural que com o passar do tempo foi se esfacelando e dando lugar a uma conscientização do claro e translúcido sentido de quase tudo. Penso que seja bom este amadurecimento libertador, que rompe amarras que sempre incomodaram, pelo menos a mim, mas que por uma certa espécie de conveniência ou simplesmente hábito, faziam parte do que eu achava que era eu, e assim, segui camuflando, numa hipocrisia de palavras e atitudes não conscientes, mas real nas consequências. Venho descobrindo assustada que apesar de ter em minhas origens de avó paterna a tenebrosa senzala de uma fazenda no então distrito de Valença, circunvizinha do Rio de Janeiro, e de pregar discursos sobre os horrores do preconceito racial, eu vivi décadas como uma preconceituosa disfarçada, ostentando uma brancura de pele e renegando, s…

Noite de sexta

Os grilos cantam num coro harmônico, despertando os sapos e mariposas, fazendo calar os pássaros. O ventinho suave vem chegando devagar, tocando as folhas com delicadeza, sugando lentamente os aromas e como se soubesse exatamente onde me encontro, sopra, fazendo-me arrepiar e ao mesmo tempo, agradecer através de um sorriso espontâneo que brotou de mim. Adoro as chuvas rápidas do outono que abrem generosas, espaço para o já suave sol, numa troca gentil do espaço celestial, fazendo brotar da terra até então ressequida do longo verão, o verde das matas que me fazem viver. E a cigarra, meio perdida, certamente afoita, cantando alto, abafando o tudo mais, numa despedida sofrida de um tempo que não lhe pertence, num adeus, num talvez, até logo. Os grilos cantam, mas um em particular, copia a cigarra, abafando o tudo mais. Adoro o outono com seus sons e seus aromas, adoro viver mais que o tudo mais.

FIRULAS E NADA MAIS...

Creio que todo candidato a político, seja do legislativo ou executivo, para ter sucesso, precisa antes de tudo desenvolver a capacidade do uso das palavras, isto é, com a finalidade de atingir os seus objetivos pessoais. Quando faço críticas a esta gestão, em absoluto nego o fato de sua equipe estar instalando os projetos estaduais e federais no devido tempo e, muito menos, afirmando que nada fazem em relação a pedir mais obras e recursos para a cidade através de apelos junto ao Governador e deputados. Refiro-me à aplicação dos recursos de repasse do Fundo de Participação dos Municípios, arrecadação de impostos e royalties que, diga-se de passagem, jamais foram tão expressivos; e tão pouco, sou leviana ao ponto de desconsiderar os custos existentes e o sequestro de parte do FPM, durante alguns meses, por absoluta falta de competência gerencial do atual departamento financeiro que deveria priorizar o pagamento do parcelamento do INSS. Refiro-me como cidadã e profissional da Mídia, a não…