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SURREAL, na falta de uma palavra mais adequada para definir o espetáculo das diferenças sistêmicas que se apresentou no Paço municipal de Itaparica, nesta manhã de 15 de janeiro de 2018, quando da posse da nova Secretária de saúde, senhora Estela de Souza. Minhas observações são resultadas de um espanto generalizado de uma representação pra lá de inimaginável em uma terra abandonada pelos poderes públicos e que, como resultado, fez nascer e se desenvolver um povo acanhado, sofrido e marginalizado, incapaz de ter voz ativa associado à sensatez da busca do que acredita ser os seus direitos. Enquanto, uma elite frajola, elegante, cheirosa e desconhecida à cidade e ignorante das reais necessidades da mesma, discursava no salão imperial, aplaudindo a si mesmo, meia dúzia de oposicionistas gritavam palavras de ordem em nome de um povo acovardado que se escondia atrás de muros e janelas, incapazes de ter voz ativa, além do anonimato das esquinas, bares e corredores, numa expressividade indubi…
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HGI, INÉRCIA, ATÉ QUANDO?

Entra ano e sai ano e a problemática em relação ao HGI é sempre crescente, na mesma proporção da inércia de cada cidadão que não pensa que um dia pode vir a precisar da emergência daquele hospital, que é único na região.
“Pimenta só arde no olho alheio”, mas até mesmo aquele, cujos olhos foram atingidos, se calará frente às suas dores ou perdas.
Autoridades locais, coniventes com o descaso do governo Estadual, que insiste em trocar de gestão administrativa como paliativo às demandas ou, o que é pior, para atender politicamente a um novo grupo, sem que haja reais alterações no estabelecimento de uma nova visão de atendimento, alterando procedimentos para atender à crescente demanda.
Se o povo não se articular nas suas comunidades, colhendo assinaturas para que se possa dar entrada no MP, assim como fazer uma manifestação em Bom Despacho e depois no pátio do Hospital com a presença da mídia da capital, com certeza, ficaremos de braços cruzados, apreciando mais uma troca de seis por meia dú…

SIMPLES e COMPLICADO

A falta do senso de cidadania, aliado ao hábito arraigado da submissão social, imposta pelo chicote, a espada e a dominação psicológica, fez do povo brasileiro uma massa manobrável, quase que incapaz de compreender que, sem direitos, não há deveres bem cumpridos. Para sobreviver a um contínuo assédio manipulador, cada cidadão foi desenvolvendo com recursos próprios suas defesas e dando a elas o nome de “jeitinho”; esta receita foi se alastrando ao ponto de hoje estarmos vivendo a “era do jeitinho”, onde nada, absolutamente nada, funciona sem que ele esteja presente, beneficiando um lado em detrimento de outro. Enquanto fomos dando os nossos jeitinhos, perdemos sem que nos apercebêssemos a capacidade do aperfeiçoamento, da disputa através dos conhecimentos e talentos, da conquista por méritos, pura e simplesmente para sermos gigolôs de nós mesmos, vendendo nossas ideias e ideais, geralmente por uns trocados que mal pagam a nossa sobrevivência. Fomos doutrinados a acreditar que ao lutarmos…

ASAS QUEBRADAS

O pássaro desgovernou-se, suas asas feridas não foram capazes de sustentar o plainar de seu voo. E assim somos nós, quando feridos, tornamo-nos incapazes de mantermos o rumo e o prumo do nosso caminhar, por mais que o queiramos. A diferença entre nós e o pássaro é que ele, só tem o físico para cuidar, pois seus sentidos aguçados, bem mais poderosos que os nossos, encontram o alimento o pouso e o plainar que mais lhe é apropriado, sem dúvidas, desvios ou variantes que o tire do rumo, além das tempestades, do fogo e das agressões predatórias, geralmente, oriundas dos humanos. Ontem, testemunhei diante da escola Arco Iris, a perversidade humana, através de três adolescentes que, insistentes, tentavam com pedras esmagar os ariscos pássaros que ciscavam ao pé da árvore, evidenciando, a falta de empatia para com a vida, desvio comportamental que afeta o ambiente como um todo, criando arestas e fendas por onde o desequilíbrio se instala, como asas quebradas emocionais que flagelam o físico, o p…

FALA SÉRIO...

O tempo vai passando e a gente vai se enfarando de algumas corriqueiras situações que dantes nos pareciam absolutamente dentro do contexto de nossas formas de tocar as nossas vidinhas. E aí, se em alguns aspectos éramos sistemáticos, aos poucos vamos intensificando esta característica de nossas personalidades e, como se fosse assim, de repente, percebemos que nos tornamos chatos e, diante desta constatação, se somos educados, tentamos disfarçar, mas pelo amor de Deus, fala sério... Penso, então, que não é à toa que existem as aposentadorias, justo para livrar-nos da irritante repetitividade de todos os dias vivenciarmos uma rotina para lá de enfadonha, mesmo que o prazer norteie o que fazemos. Esta mesmice irritante, acontece em algum momento de nossas vidas e atinge inevitavelmente todos os aspectos repetitivos, e não me venham dizer que não é bem assim, porque é exatamente assim, seja num casamento longo, que gostaríamos de tirar férias, seja com as manias insuportáveis de nossos filho…

PÓ DE ARROZ

Que coisa, viu!!! De repente é bem capaz de mais ninguém lembrar deste produto tão utilizado pelas mulheres até meados dos anos setenta. Paguei o mico mais absurdo do mundo, procurando nas farmácias os benditos “pó de arroz” que ganharam outros nomes mais atualizados e, até mesmo, chiques por estar em inglês, mas que na realidade é o mesmo pozinho delicado que colocamos após a base em nossos rostos. Pensando nisso, lembro do tudo mais que permaneceu igual, mas com nova nomenclatura, assim como, penso fazendo uma analogia com a linguagem entre pessoas, que apesar de representarem exatamente suas intenções, ganharam expressões modernas que confundem o desavisado, tipo eu, por exemplo. Sou o que se poderia comparar com uma “porca espanada”, sempre fora destas mudanças sistêmicas, mas pelo menos, sem vergonha de dizer: - O que é isso mesmo? Claro que para os descolados, antenados e ligadões em tudo e em todos, sou uma toupeira, mas e daí, quem disse que quero concorrer ao título de esperta? - A…

NÃO ME PERTENCE MAIS...

Amanheci depois de uma noite abreviada, afinal, como não ficar acordada para ouvir os fogos da passagem para um novo ano?
Sair, nem pensar, afinal, jamais gostei de aglomerações, preferindo a tranquilidade em poder assistir a grandiosidade dos fogos na Praia de Copacabana e ouvir a minha vizinhança que este ano, assim como eu, optou em permanecer em casa, comendo seus churrasquinhos, bebendo suas cervejas e ouvindo, desta vez, graças a Deus, boas músicas e numa altura suportável.
Minha casa também bombou, tem gente pra todo lado, mas a casa é grande e a nossa felicidade em tê-los, maior ainda.
Ontem, depois das 11 horas, quando todos saíram para ir assistir ao show, eu e meu Roberto, sentamos na varanda e, como de costume, fizemos nossa resenha de um tudo, um pouco, inclusive, agradecendo a Deus por estarmos vivos e ainda produtivos, além de felizes.
Reconhecemos que já não podemos nos dar ao desfrute dos exageros que dantes nos pareciam normais, como comer e beber qualquer coisa, pois o …