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MEIO SORUMBÁTICA

Estou desde a madrugada com a minha pressão arterial agitada, na realidade a culpa é minha, pois esqueço a idade e as limitações inerentes e embarco na comilança e, se não bastasse, nas caipirinhas da vida, e aí, a pororoca se forma e dá-lhe mal-estar. Porém, se estou escrevendo é porque já superei e como uma menina obediente, providenciei uma sopinha de legumes com frango, para driblar os meus maus hábitos. Também, não estou andando na praia e culpo o tempo ruim, mas na realidade é a preguiça dominante que me prega em casa, fofocando no face, pesquisando textos filosóficos, minha irresistível paixão, inventando moda na cozinha e, inevitavelmente, escrevendo, e aí, quando paro, sento no sofá e assisto com o Roberto filmes e mais filmes. Coloquei como título “sorumbática”, mas não condiz com a realidade, pois em momento algum fiquei melancólica ou tristonha, apenas incomodada, visto que a pressão alta traz consigo uma tonteira interminável que me tira do eixo para qualquer atividade. …
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BOM DIA!!!

Que lindeza é poder apreciar a chegada das flores, bela e sensível é a primavera, que traz consigo cores e aromas, mil formas e texturas, só para encantar ainda mais a vida. Copiemos mais esta dádiva da natureza, sorvendo toda esta grandeza e fazendo dela, nossa inspiração cotidiana. Um domingo perfumado e colorido para você que me lê.

OLÁ...

Não importa exatamente o que penso para escrever, apenas vou deixando a mente livre e dela fluir as mensagens que se formam, como jorros de uma nascente que jamais se esgota. Abro os olhos e se a imagem do armário do quarto que vejo diante de mim é a mesma, a cada despertar as imagens mentais jamais se repetem, num interminável filme de lembranças passadas ou um futurismo que sequer posso mensurar se existirá, pelo menos para mim. A mente fala e desenha, numa pressa que nem sempre meu corpo é capaz de acompanhar e todo esse jorro de emoções não possíveis de serem contidas, se transformam em letras e estas em expressões que, aí sim, podem ser tocadas, nem que sejam com o pousar dos olhos daqueles que as lerem. Um lindo e ensolarado dia para todos, com a certeza de que viver sorrindo é preciso, para sorver a alma, que se descortina a cada instante.

QUAL A SURPRESA?

Funcionário defendendo sua gestão é absolutamente previsível e louvável, afinal, de sã consciência quem vai querer perder o seu emprego? Não é mesmo? Então, deixemos de ser hipócritas. Naturalmente que os mesmos e suas opiniões não possuem qualquer credibilidade, mas disso todos nós sabemos, afinal, uma coisa é defender o candidato em campanha, outra é defender quando, nela nos instalamos e estamos auferindo benefícios. O pior disso tudo é que a questão maior que é a cidade e seu povo, ficam esquecidos em meio as bombásticas opiniões, geralmente, destituídas de consistência que as sustentem. E pensar que ainda estamos a um ano das eleições. SOCORRO!!! Eu não posso perder esse emprego!!!!

NEM POR DECRETO

Existem situações que acontecem nos cotidianos da cidade que simplesmente não mudam, deixando de serem problemas, para se tornarem, apenas, incômodos e alguns se incorporam à paisagem, como ítens complementares e que ajudam a definir o perfil de uma cidade maltratada. Vez por outra, surgem ações que até nos levam a acreditar que, finalmente, este ou aquele borrão será restaurado, mas logo nos damos conta que seria preciso muito mais, para que pudesse ser extirpado ou deixado de ser “Problema Histórico”. A Rua do Rio, em Ponta de Areia, é um destes borrões que jamais encontrou num só gestor a disposição para solucionar os problemas que, insistentemente, aborrecem e limitam o ir e vir de seus moradores e adjacências, já que além de ser feia, maltratada, lamacenta e suja, na maior parte do tempo, ainda deixa de ser uma opção para o trânsito nos feriados e principalmente no verão, quando a orla com sua via estreita se torna intransitável. Isso sem falar no foco de doenças, devido a proli…

DUELO

“Não estou nem aí se me invejam, me amam ou me odeiam”.
Nunca ouvi afirmativa mais cinicamente mentirosa. É claro que todos se preocupam com a opinião alheia, por quê, então, nos esforçaríamos tanto em parecer belos, bem vestidos, bem empregados, bem estudados e bem acompanhados?
Que necessidade é esta em afirmar que não precisamos dos outros, se para tudo na vida necessitamos de um outro para nos auxiliar, chegando muitas vezes antes de nós, para criar, construir, preparar todo um esquema vivencial para que nos sintamos mais confortáveis, bonitos e adequados aos padrões estabelecidos?
Firulas que expressamos em doses diferenciadas, mas que pela repetição, induzem o nosso racional, levando-nos a crer ser de absoluta veracidade.
Qual nada, vivemos para mostrar aos outros as nossas vitórias e tanto esta premissa é verdadeira, que desesperadamente tentamos esconder nossas derrotas, falhas e imperfeições.
Queremos ser a cereja do bolo, o último biscoito do pacote, a luz que brilha mais forte.
D…

UM TODO BENDITO

O dia amanheceu e logo as 5.40 hs, meu vizinho começou a me brindar com música, que foi acompanhada pelo ruído constante e suave da chuva, não sem a interferência dos pássaros que me pareceram irritados e escondidos nos recôncavos dos galhos das árvores, cantando mais alto do que o costumeiro, numa marcação de espaço que me fez sorrir. Pareciam dizer. “Neste horário, o espaço é nosso, quem faz barulho somos nós”. Reações espontâneas da natureza que se atento estivermos, nos ensinam muito.