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O OBVIO NECESSÁRIO

Hoje, no café da manhã, conversando com o Roberto sobre o meu prazer quanto ao hábito que jamais abandonei de tomar um farto dejejum, lembrei-me com satisfação que devia isto à minha mãe, sempre zelosa com a alimentação da família e que jamais deixou que este carinho esmaecesse, até mesmo, quando, já debilitada e refém de uma cama hospitalar, ainda assim insistia em querer saber se estávamos nos alimentando devidamente. Em seguida, lembrei-me do carinho com que preparava a merenda para que eu levasse para a escola, mesmo já mocinha, com 14, 15, 16 anos, já cursando o NORMAL (quem se lembra deste curso?) em uma escola que ficava do outro lado da cidade, e que consumia duas horas do meu tempo, diariamente.  Em meio a estas lembranças amorosas, as minhas idas diárias de Ipanema à Tijuca, no ônibus 415 (Estrada de Ferro/ Leblon), trouxeram também de volta antigas lembranças, hábitos adquiridos na educação doméstica para um maior e melhor convívio com os demais, que, infelizmente, feneceram …
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DESAFIO CONSTANTE

Fazer jornalismo em cidade do interior, onde as pessoas, sejam públicas ou não, se esbarram por todo o tempo, onde os olhos se cruzam e é impossível separar-se a pessoa do profissional, certamente é bem mais difícil que nas cidades grandes, onde o anonimato oferece sempre um distanciamento mais confortável. Daí, creio ser necessário um cuidado especial no trato dos assuntos, já que a possibilidade de um confronto é sempre infinitamente maior, como também a responsabilidade quanto aos propósitos de por todo o tempo pensar em pautas que privilegiem o maior número de pessoas, já que o bem comum sempre está bem mais próximo e, portanto, mais real, por ser mais facilmente mensurável. Selecionar os discursos para não incorrer nas falácias que se tornam bordões e que, de tão repetidas, acabam por se tornar verdades, induzindo aos erros avaliativos, é sempre um desafio ao profissional que tem como objetivo executar o seu trabalho respeitando o público que dele se utiliza para encontrar informaç…

TCM - CONTAS REJEITADAS

Ex-prefeito de Itaparica tem contas rejeitadas
9 de novembro de 2017
Na sessão desta quinta-feira (09/11), o Tribunal de Contas dos Municípios votou pela rejeição das contas da Prefeitura de Itaparica, da responsabilidade de Raimundo Nonato da Hora Filho, relativas ao exercício de 2016, em razão do descumprimento do artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que trata da ausência de recursos em caixa para pagamento de despesas que foram realizadas em 2016, mas que só seriam pagas no exercício seguinte. Diante da irregularidade, o relator do parecer, conselheiro José Alfredo Rocha Dias, determinou a formulação de representação ao Ministério Público da Bahia contra o gestor. O ex-prefeito foi multado em R$5 mil pelas falhas e irregularidades contidas no relatório técnico e em R$18.720,00, que equivale a 12% dos seus subsídios anuais, por não ter reduzido as despesas com pessoal ao limite de 54% previsto na LRF, que no 3º quadrimestre representou 59,69% da receita corrente líquida. Os c…

NA MEDIDA CERTA

Difícil, quase impossível manter-se equilibrado nos dias atuais em meio a infinitas distorções de todas as naturezas. Sinceramente, seria hipocrisia dizer que a harmonia existencial não requer um constante exercício de depuração, pois o acúmulo de fatores inadequados à natureza de cada um, extrapola ao considerado normal, adentrando nas entranhas do determinismo, onde o vigiar a si próprio nas reações, torna-se critério absoluto na condução dos relacionamentos humanos, ficando as ações como efeitos resultantes do propósito básico de não se contaminar. Este critério aparentemente simples, ganha um gigantismo de intercessões externas que enfraquece, esmorecendo por todo o tempo o determinismo. Daí, a necessidade da compreensão de que por mais dedicado que seja a busca do aperfeiçoamento, ainda assim, a criatura humana estará sujeita há em determinados momentos, sentir-se fisgada, vendo escorrer ladeira abaixo, propósitos que considerava como consolidados em suas posturas emocionais. Todavia…

INFINITAS PRIMAVERAS

Canta passarinho canta, pois o teu canto preciso ouvir. Se com tuas asas faço os meus voos, Com o teu canto, faz-me feliz.
Canta passarinho canta, surpreenda-me a cada amanhecer Transformando com teus belos cantos, Os longos voos que faço, através de ti.
Canta passarinho canta, Teu canto é para quem quer te ouvir Assim como só compartilhas as asas, Com quem se predispõe a voar.
Canta passarinho, canta No amanhecer deste ensolarado dia Transforme meu bendito outono em primavera De delirantes voos, nas planícies do universo.
Canta passarinho, canta Porque enquanto cantas e eu posso ouvir A minha vida se enternece e se encanta Em infinitos voos de vida, amor e liberdade.
Canta passarinho, canta Pois acredito que cantas, unicamente para mim. E que tuas asas a mim pertencem Num egoísmo infantil Do apenas, ser feliz.
Canta passarinho, canta Estou sempre pronta para te ouvir cantar Pois através de ti, bato minhas asas Em voos solos de vida, amor e liberdade.
Canta passarinho, canta...

DORES DO MUNDO

De repente, enquanto preparava o café, lembrei da menina Mariana, baleada na escola, que com apenas 14 anos, perdeu os movimentos da cintura para baixo e ao mesmo tempo, parei e cobri meus olhos num pranto repentino. E então, lembrei-me da sessão da Câmara que na realidade, mais se parece com um circo de horrores, onde o riso e o medo são pares constantes a qualquer mente razoavelmente pensante e num comparativo das dores do mundo, ambos me fazem chorar. Um pela insensatez que caracteriza o humano nos seus infinitos graus de inadequação e o outro, pela manipulação consciente da estupidez humana. Chorar é a forma mais rápida de desabafar o sufocamento que parece esmagar o peito contra as costas, criando a dor que chamo do mundo, onde minhas conscientizações nada podem modificar. Esta impotência, faz doer o corpo e a alma, induzindo-me à depois do choro, escrever, caminho por onde escoo os meus lamentos.

QUE COISA, VIU!!!!

Quando penso que já ouvi todas as besteiras possíveis, oriundas de políticos ou de pessoas ligadas aos mesmos, lá vem alguém e PIMBA, solta outra que de tão absurda, nos torna incapazes de qualquer reação. Gostaria de poder analisar frase por frase que foi dita na Câmara de Vereadores juntamente com mestres e doutores em Filosofia Política, única e exclusivamente para catalogarmos incoerências, a fim de ministrarmos em algum momento para classes de discentes, o que, verdadeiramente, significa demagogia sem conteúdo, forma direta e objetiva para que entendam do porquê do país se encontrar nesta situação caótica. Hoje, definitivamente, o circo dos horrores foi armado e, por incrível que possa parecer, não foram os prezados edis que protagonizaram o pouporri de incongruências. Rapaz, que coisa, viu!!!! O discurso batido e esfarrapado continua em alta sem qualquer respeito a quem ouve, como se todos fossem abestalhados incapazes de algum raciocínio mais lógico. Só posso agradecer ao universo,…