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LAMENTÁVEL

Quanto mais estudo a mente humana no seu relacionamento social, mais convenço-me que nada sei, mesmo reconhecendo que os comportamentos se repetem sem muitas novidades, tendo sempre como padrão básico, a incapacidade humana de se enxergar no outro sem que, haja a adição da inveja ou da rejeição, tudo naturalmente, estimulado pela ganância, insegurança ou total alienação.
Pense nisto e bom dia!!!
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NADA PESSOAL

Caráter de político é como programa de quenga, varia conforme a taxa estabelecida com o cliente. E que me perdoem os políticos amigos, que são muitos, mas todos bem sabem que falo a verdade e, talvez, não devesse por ser politicamente errado, mas cá entre nós, tirando um aqui e outro acolá, geralmente sem futuro longo, a concorrência do mal caratismo só cresce e se aperfeiçoa.
Idealismo político e religioso é coisa rara de se ver, pois onde há dinheiro e poder, rapaz... 
O bicho pega.
E cuidado com quem se intitula “liderança política”, pois são aprendizes de feiticeiro, mais um aluno aplicado no curso intensivo da malandragem legalizada.
E aí, tem uma vaguinha para mim?
Quem não quer essa boquinha? 
Isto, também não é verdade?
Salve, salve ser humano! ...

SEM SAIR DA CAMA...

Adormeci em Itaparica e acordei em Brasília. Pode uma coisa destas sem sequer sair de casa ou mesmo da cama? A mente pode tudo e como num filme longo de muitas histórias, vez por outra, se revela, trazendo ao consciente o relevante de algum momento, Digo que são os “flashes de memória” que tiram das gavetas da mente os grandes momentos de início, meio ou fim de uma determinada história que, afinal, foi capítulo importante de nossas vidas. A cena escolhida nesta madrugada aconteceu em 1971, quando após um longo dia de trabalho, meu Roberto deitou-se no sofá e, com os olhos fechados, passou a ditar para mim que, sentada na beiradinha dele, tudo anotava num caderninho, assim como registrava em minha mente. Esta cena se repetiu por vários dias daquela semana, até que finalmente, em uma certa noite, comemoramos a criação de todo o sistema de circulação do que viria a ser o jornal Diário de Brasília. E pensar que éramos apenas dois jovens, ainda na casa dos vinte, e que o assunto em pauta era d…
E aí, entre as lembranças das luzes da ribalta e a visão das ruas desertas e sombrias, após dias de profunda inquietação, a rotina do cotidiano vai despertando, deixando para trás os devaneios, os sonhos e as ilusões.

Afinal, o que se quer?

Percebo que de uns anos para cá, cada notícia possível de se tomar conhecimento através dos meios de comunicação, suscitam nas pessoas reações fabulosas, já que cada uma, de repente, tem opinião formada e se torna incrivelmente especialista no assunto, que pode variar absurdamente entre a qualidade dos sons atuais de músicas e cantores, ao desempenho de Procuradores e Juízes, isto sem falar da economia, previdência, futebol, guerras internacionais, direitos humanos, assim como discursam sobre ética e política como se fossem PHD, tudo a depender da manchete do dia. Isso se por um lado é maravilhoso, pois de alguma forma aprende-se e ensina-se, por outro, tornou-se um espelho sem retoques da realidade do que nos tornamos como cidadãos de um país perdido em meio ao seu próprio caos. Pensa-se Brasil, propõe-se soluções, acreditando-se conhecer as raízes profundas da origem de cada problema e até sabemos a solução, de preferência apaixonadamente partidária, mas não nos sentimos capacitados p…

VONTADE DE CHORAR

Até mesmo gente como eu, que desde muito cedo optou em ser durona, em dado momento, tudo que deseja é encontrar um ombro amigo para simplesmente chorar e aí, passa um filme acelerado sem som, apenas imagens de amigos, conhecidos e parentes, sem que haja, uma pausa sequer para escolher, um só ombro para chorar. As lágrimas desaguam sem pedir licença e muito menos abre espaço para lamentações, talvez há muito represadas, rompem o dique e tão somente, me inundam. Lembro então de uma observação feita por meu pai, no auge de seus 86 anos, quando o surpreendi, chorando, solitário na poltrona da sala. -“Choro pelo mundo, pelo muito já vivido e pelo pouco que consegui alterar. Choro de tristeza e alegria, choro pela vida que sinto me abandonar. ” E assim estou chorando... Pelo mundo que curiosa quis um dia compreender. Chorando pelo pouco que também, consegui alterar. Chorando pelo meu tempo que safado, insiste em terminar.   E pensar que como sonhadora, quero ainda muito nesta vida realizar. Ah! C…

DISCURSOS E NADA MAIS

Nada como uma segunda-feira gorda de carnaval, depois de um saudável e seguro banho nas águas mornas de Itaparica, para deixar a mente já descansada, voltar ao raciocínio das coisas práticas da vida e, não há nada mais empírico do que a nossa alienação, enquanto cidadão. Habituamos a nossa mente e chamamos isto de cultura, tão somente, acolhermos o que na verdade nos empolga, nos impressiona com cores, brilhos e sons, que mais do que entorpecer nossos sofrimentos sistêmicos, ainda nos estimula a acreditar no intangível, já que verdadeiramente, lá no fundo da mente, muito disfarçado, se encontra a negação ao certo e ao ponderável. Duro ter que admitir que somos um povo com forte tendência ao mau-caráter, repletos de artifícios que se desdobra em camuflagens, só para disfarçar nossa necessidade sempre presente de escolhermos o pior que existe, como reflexos de nós mesmos. Única e consistente razão que encontro para justificar a não escolha de políticos que apresentem ao invés de promessas …