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PIPAS COLORIDAS II

Na ingenuidade de alguém que verdadeiramente ama a cidade e busca sempre o melhor para ela, vi-me enredada no ano de 2009 na Câmara de Vereadores na mais decepcionante experiência, onde o engodo se fez presente. A dor foi profunda, mas a lição foi apreendida e jamais esquecida. Escrevi um texto com o título de PIPAS COLORIDAS e, através dele, deixei escoar a minha tristeza, quanto a constatação do inadequado, do ardiloso e da nenhuma real atenção e respeito ao povo itaparicano. O tempo foi passando, alguns atores foram sendo trocados, mas a cúpula da malversação dos caminhos públicos, se não permaneceu de corpo presente, manteve-se nas sombras, tecendo suas artimanhas, nas entranhas da escuridão dos corredores do poder. Hoje, como numa sessão especial, fui surpreendida com a exibição de um filme antigo, replay das PIPAS de 2009, já não senti dor, tão somente lamentei, como sempre o faço, quando me deparo com os horrores que chamam de política, perante o céu, num primarismo cênico, mas qu…
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UFFA!!!

A gente respira fundo, mentaliza Deus e roga misericórdia. Estas ações, são as únicas racionalmente possíveis para que não cometamos atos que, certamente, nos arrependeríamos, já que, somos pessoas do bem e cultivamos a harmonia em todos os sentidos. Todavia, também sabemos que corda que muito se estica, se esgarça e, em dado momento se rompe. O que é lamentável... “Senhor, faça de mim hoje e sempre, um instrumento de sua paz”

PRECISO RESPIRAR

Hoje foi um dia particularmente pensativo, analítico e, é claro, muito chato, pois minhas conclusões trouxeram-me uma pequena depressão, tipo, pós-traumática,já que não me foi possível evitar enxergar, pois com os olhos desnudos do véu da complacência, presenciei alguns corriqueiros  horrores da realidade cotidiana de nossa cidade que, afinal, são, tão somente, reflexos de um país que perdeu o rumo e, cujo povo, permanece à deriva em um mar aberto sem perspectivas de salvação. Agora a pouco, enquanto lanchava e contava ao meu marido minha desolação, senti uma profunda dor no peito, que ainda não me abandonou, como se meus pulmões estivessem sendo esmagados, trazendo uma sensação de falta de ar. Por quê? Para quê dos tantos absurdos que sistematicamente foram sendo cometidos ao ponto de se tornarem normais nas posturas de nossos políticos e, pior, na postura passiva e cúmplice de cada um de nós, em um local tão pequeno, onde o bom senso, a fraternidade, a união e a humanidade deveriam se…

EU E A BRISA

Sentada na varanda, deliciando-me com o vento fresco da noite que se inicia, podendo ouvir o farfalhar de folhas e galhos, em uma sinfonia que me faz relaxar. O tudo mais está silencioso ao ponto de fazer-me curiosa em relação ao som do latido do cão, tentando adivinhar de que direção vem. O cheiro não é úmido, mas absolutamente envolvente, lembrando-me que se as amoras estão partindo, as mangas, os cajus e as seriguelas em breve adornarão o quintal, só para eu não esquecer das delícias deste pedaço de chão baiano, que chamo de meu. Fecho os olhos entre uma palavra e outra, inebriada por todas estas energias que me rodeiam, fazendo de mim agora e, confesso, sempre a criatura mais feliz do universo. Tudo vai bem, porque eu vou bem. Tudo me parece bem, porque eu assim o vejo e, enquanto, declaro à vida meu estado de espírito, sinto-me tocada por um pendente e ousado galho da amoreira, talvez, quem sabe, apenas me toca para que eu não esqueça jamais que a vida é bonita e é bonita. E neste col…

Meu pedacinho de céu...

Quanto mais tempo vivo em Itaparica, mais me convenço do quanto tudo por aqui é maravilhoso, e se for comparar com outros locais, aí, renovo o meu convencimento de que moro num pedacinho do céu. Tudo é fantasticamente simples e absurdamente completo, pois consegue-se, ao mesmo tempo, ter-se beleza e paz. Quisera poder fazer com que todos ao meu redor percebessem o tudo de bom que possuem, não apenas da boca para fora, mas em forma de constante abraço fraternal. Enxergar as pessoas com um olha carinhoso, mesmo sem nunca as ter encontrado, mas com a convicção de que elas são parte integrante da alma da cidade. Afinal, o que dá vida ás belezas naturais são as energias vibrantes daqueles que vivem em meio a elas. Ontem, sentada junto a preciosas criaturas e tomando meu vinho, como de hábito, fiquei observando e pensando no quanto, eu gosto de ver alegria à minha volta e no quanto, ainda somos um principado onde é possível, simplesmente, relaxar sem medo de ser feliz. Rostos conhecidos na grand…

TEMPOS MODERNOS?

Nem que eu vivesse mil anos, seria capaz de compreender a falta sempre abusiva do respeito ao outro. De repente, de uns tempos para cá, intensificou-se a capacidade de nos colocarmos diante do outro e, com nossas verdades, agredi-lo, sob aplausos dos demais, chamando a isto de direito e cidadania. Somos especialistas em querer cumprimento das infinidades de leis existentes, mas, ao mesmo tempo, as violamos sem qualquer consciência, pois, o que não nos faltam são argumentos que justifiquem tais violações. Afinal, nosso sempre próprio código de interpretação das mesmas, não nos permite punição, já que sempre nos sentimos certos e com direitos. Penso, então, que nossas crianças, apenas estão nos copiando onde quer que se encontrem, até mesmo no próprio seio do lar, onde há muito, as regras de boa e respeitosa convivência se perderam em meio às torrentes caudalosas dos rios de um modernismo avassalador, onde se pode tudo. Assustam-me, pessoas de minha faixa de idade, criadas fosse na família …

SÍNDROME DO ENFADO NATALINO

Novembro a um passo de findar, o que para mim é o disparador sorrateiro de um conjunto de sensações nada agradáveis em relação ao mês de dezembro. Tudo muito surreal, já que jamais sofri qualquer tipo de aflição neste período, muito pelo contrário, afinal, sou de uma época em que o período natalino era de festas fartas em família, onde o lúdico ainda encontrava acolhimento e muito mais afeto às mentes infantis, bem mais que propriamente presentes. Todavia, confesso que jamais gostei, não apenas do Natal e Ano Novo, mas de qualquer data determinante a se comemorar, isto ou aquilo, mesmo reconhecendo serem necessárias para conscientizações sociais e mesmo como aglutinação de propósitos. Bem, se fosse fácil o entendimento, não estaria ano após ano relatando o meu incômodo. Como todo mundo, faço ceia, mas sem qualquer empolgação maior, e isto é frustrante, pois não vejo sentido em ter que se esperar um ano inteiro para, então, reunir, sorrir, beber e comer determinadas iguarias e ainda recebe…