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FULEIRO, SIM SENHOR...

Sem valor, ordinário, reles. Segundo Aurélio, estes são os sinônimos referentes a fuleiro, palavra que as vezes uso em meus escritos e, até mesmo, quando me olho no espelho e percebo que estou mal vestida ou quando vejo mulheres batendo boca em público como se fossem briguentas de beira de rio ou de algum cortiço de qualquer cidade populosa. Hoje em dia, acrescentei o fuleiro ao meu país, e isto é uma falácia horrorosa que confesso vez por outro expresso, quando na realidade, o povo brasileiro é que é fuleiro na medida em que foi aceitando e se associando a um sistema de governar falido, provocando o flagelamento das instituições e de suas próprias vidas. Trocou o direito em ter qualidade de vida, na sua mais básica expressão, por meia dúzia de coisas que fazem parte de um consumo doméstico, esquecendo-se que o verdadeiro ganho de conquistas advém do acesso a uma educação de qualidade, amparada numa saúde plena e num habitat decente, onde todos de uma família possam crescer através de i…
Postagens recentes

E aí,

E aí, digo para mim mesma que não vou torcer pelo Brasil em porcaria de nenhuma copa e mesmo fazendo companhia a meu Roberto na sala, insisto em só olhar para o celular respondendo e mandando mensagens, se bem que por enquanto, a bola não está rolando e apenas o chato do Galvão e os robôs, Casa Grande e Ronaldinho, preenchem a tela da TV. Esta é a minha forma de protesto pelo meu Brasil que amo e que está todo arrebentado, com seu povo ora passando fome, ora se matando ora tentando sobreviver em meio a todo um caos de improbidades que se instalou, mas aí, o juiz apita, dou uma olhadinha e imediatamente me vejo sorrindo e deixando o celular no lado da poltrona, porque afinal, sou brasileira sem vergonha, apaixonada e vibrante, rogando a Deus por minha terra, pois sou gente com vontade de chorar, gritar e sorrir ao mesmo tempo, pelo imenso orgulho que sinto e que, filha da puta de político ladrão nenhum, há de sufocar. Ganhando ou perdendo, serei sempre fiel torcedora do meu Brasil.

COMUNICADO

Comunico aos amigos do faceboock que não autorizo a nenhum canal de rede social a colocar qualquer alteração nos meus escritos, inclusive ilustrações, quando os compartilham, sem prévia autorização, pois podem oferecer conotações particularizadas que, infelizmente, não condiz com o meu perfil de comentarista, além de distorcer minhas intenções. Faço perguntas intrigantes com o objetivo de avaliar o grau de entendimento das pessoas sobre o assunto em questão e, ao mesmo tempo, abro espaço para outras pessoas, cujo grau de esclarecimentos se destacam, a fim de trocarmos entendimentos, o que é altamente benéfico, gratificante e se presta a um serviço de esclarecimento e informação à população. Não sou partidária e para quem me acompanha desde minha inserção nas redes sociais em 2009, conhece bem minha linha de observações que visa, tão somente, relevar as boas iniciativas e cobrar, respeitosamente, tudo quanto é esquecido pelo poder público. Quando digo que amo Itaparica sou enfática em re…

Para lugar algum...

Andando pela estrada poeirenta, olho o horizonte, sem fitar o céu. Vou começar a contar minhas passadas para saber o quanto ando para chegar a lugar algum. Não estou triste, apenas realista em relação ao meu horizonte, sempre tão distante, incapaz sou eu de alcança-lo. Enquanto isso, também olho ao redor e encontro frutos esperando ser colhidos, vez por outra avisto uma flor perdida e solitária e lá a deixo para encantar a outros. Sigo o meu caminho para lugar algum, além do meu velho conhecido, aonde reconheço a vida que se dispõe a mim, na sua singeleza que acolhe e me seduz. Lugar algum no fundo, lá distante, onde minhas passadas jamais chegarão, enquanto isso vou aproveitando o trajeto, muito rico e nem tão difícil para alcançar Em parceria com a energia Romero Sacozeth

QUE SE DANE O SISTEMA

Então, neste amanhecer de sábado junino e com a copa rolando na Rússia, na véspera do primeiro jogo do Brasil, euzinha, aqui na nossa querida Itaparica, escrevo sobre o que penso ser relevante, já que para torcer pelo Brasil, já existe muita gente. Penso no quanto nos deixamos seduzir pelos ouros de tolos que nos encantam por momentos específicos e nos flagelam na maior parte do tempo, transformando-nos no povo mais alegre e dançante do planeta, mas também, num país cujo povo é o maior inimigo de si mesmo. Também penso que não é nada fácil escapulir desta constante armadilha de um sistema malvado que nos domina, mas é possível, afinal, muitos como eu conseguiram separar os joios dos trigos, e os joios, são as alucinantes induções que tiram do cidadão brasileiro o senso primário de bem comum, levando-o a acreditar que dançar ao som de um trio elétrico, torcer por uma seleção ou qualquer coisa que o valha faz dele um cidadão participativo. Tudo isso é bom, não restam dúvidas, mas viver ape…

POIS É,

Pois é, estamos no século vinte e um, o homem já foi à lua há exatos cinquenta anos, o muro de Berlim foi derrubado, a Aids foi controlada, o mundo se globalizou através da internet, mas a criatura humana continua dura no entendimento de si mesma e do tudo mais, mesmo ostentando uma mente brilhante para as artes, ciências e tecnologia. Se observarmos o nosso país, aí é que o bicho pega, pois estamos anos luz de atraso se comparado a outros países, bem mais pobres de riquezas naturais, bem menores em seus territórios, bem mais complicados nos seus sistemas climáticos. A grosso modo, possuímos tudo que os demais ambicionam possuir, até mesmo os belos contornos das mulheres brasileiras, isso sem falar de nossa rica Amazônia, das nossas praias que mais lindas não há, das infinitas riquezas minerais, da fartura do petróleo e de tantos outros produtos disponíveis, que no frigir dos ovos, pouco tem servido para melhorar as condições reais de vida da maioria dos cidadãos, principalmente em se …

E AÍ

E AÍ, no recolhimento deliberado em que me encontro no meu paraíso particular de Ponta de Areia, penso nos meus atuais sentimentos que rejeitam sistematicamente meu retorno às atividades na Rádio Tupinambá, casa que por alguns anos sonhei e lutei para chegar e ficar, mesmo sem saber exatamente para quê, já que não havia em meu currículo, qualquer experiência na área. Era a mesma força estranha que por toda a minha vida havia me incentivado a novos desafios, sem muitos questionamentos, apenas um querer quase que irresponsável, uma vontade alucinante de, tão somente, lá estar. E como o tudo mais que me prestei na vida a exercer, tudo deu certo, nada se perdeu, mesmo quando nada mais havia aparentemente sobrado, lá estava eu, de volta aos meus quereres, achando simplesmente perfeito a chance de apenas ter vivido tamanha experiência. E como em outras tantas benditas experiências que deixo ou sou deixada, lanço em meu rosto lágrimas de antecipada saudade que, mais que rolarem e se perderem, e…