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Mostrando postagens de Agosto, 2011

MARAVILHANDO-SE

Quando tudo parece estar dando errado e em meio às frustrações ou aborrecimentos, conseguimos enxergar saídas estratégicas ou simplesmente nos mantemos serenos, este é um sinal evidente de que estamos valorizando mais harmoniosamente os nossos instantes presentes.

Quando nos irritamos ou somos violados e, ainda assim, somos capazes de reconhecer que fomos além do devido em nossas posturas retaliatórias, justificadas pelo fato de que estamos nos sentindo ofendidos, neste momento, que é fabuloso, estamos nos humanizando, pois colocamo-nos no lugar de um ser que possivelmente avalia poder estar errado, na medida de seu próprio espaço ou, no mínimo equivocado quanto à interpretação dos maneirismos do outro.

Portanto, a palavra mágica que induz ao equilíbrio de pessoa racional e sensitiva é “HARMONIA“, e esta, somente se incorpora em toda a sua extensão se for compreendida, lenta e gradativamente, através de exercícios respiratórios que estimulam a pausa necessária entre todas as ações e r…

Deus e o Diabo

É tão estranha a sensação física e mental de se estar sentindo paz que facilmente a confundimos, chegando inclusive a temê-la.Pode ocorrer por alguns instantes, horas e dias, mas fatalmente ela se apresenta, como se quisesse ser percebida e, lógico, que a queiramos.Qual nada!Estamos tão habituados aos constantes “tsunamis interiores” que, de repente, nos observarmos em profunda calmaria, pode ser simplesmente desesperador.Por outro lado, se conseguirmos ser curiosos o bastante para suplantar o pavor de estar sentindo paz que nos domina, tal qual fazemos, frente a tantos outros segredos que ambicionamos desvendar, abrimos espaço talvez para a experiência mais fabulosa que um ser humano pode vivenciar, que é o prazer inenarrável de sentir-se em comunhão com a vida, na sua mais expressiva e gratificante ação.E, então, como num estalar de dedos, nos apercebemos que por instantes que sejam, fomos capazes de fazer o mundo e tudo mais à nossa volta, não parar, mas tão somente circular dentro…

É isso aí...

Os ventos estão soprando de lá pra cá ou de cá pra lá.A turma da política, irrequieta, circula jogando suas iscas mais afoitamente.Enquanto isto, gente como eu, observa, vez por outra, sorrindo, afinal, fazer mais o quê?Volto a um passado, bem próximo, onde também eu estava engajada nesta maratona maluca, mas que confesso absolutamente envolvente e fascinante.Um verdadeiro perigo, afinal, rezamos tanto a Deus, mas não resistimos aos encantos do Diabo.Isto mesmo!Política é como o Diabo, capaz de num estalar de dedos, fazer a gente se esquecer de tudo quanto até aquele momento nos era adverso.Perdemos qualquer resquício de timidez: lança-nos aos olhos e ouvidos alheios expondo-nos de forma até então impensada.Depois do caso passado, em uma retrospectiva, pensamos:“Meu Deus, quanto ridículo, como fui capaz!?!?”Mas há aqueles que pegam gosto e insistem e insistem, e alguns até chegam lá, que pode ser justo ao lado do “Demo” em pessoa, e aí, bem, ai... o bicho pega e tudo vira um “pega pra…

Mamãe perfeita

Se os filhos soubessem o que as mães realmente pensam, o mundo se acabaria!

Daí, eles jamais conhecerem suas mães, pais e infelizmente a si mesmos, porque, afinal, seus sentidos não podem ser enganados, apenas aprendem a se moldar à censura racional, que determina que o melhor, mais cômodo e fundamental para que o politicamente correto siga inalterado é apenas deixar como está, o que banaliza a relação mães e filhos, induzindo as mães a acreditarem que este papel de perfeita é o certo a ser seguida, assim como induzir aos filhos a esperarem dela por todo o tempo, renúncia, abnegação e santidade.

Este é um ciclo arrogante, prepotente e, portanto, sufocador que anula qualquer autêntico e, então, verdadeiro convívio fraternal, permanecendo, de um lado, uma mãe infeliz, insatisfeita, frustrada e, no mínimo, de saco cheio que, em sua maioria, ou se torna permissiva ou cobradora, sem qualquer conotação de equilíbrio entre as duas extremidades educacionais e, assim, jamais se tornando uma or…

DÓCIL, ALEGRE, MUSICAL...

Em todas as vezes que subi em palanques para fazer discurso político, foquei minhas intenções e palavras no intuito de fazer com que uma centelha, por menor que fosse, fizesse com que as pessoas que me viam também me ouvissem, não apenas para votar neste ou naquele candidato com o qual eu estava ligada, mas à realidade cruel com a qual todos, inclusive eu, vivenciam sem que haja qualquer consciência cidadã.
O processo de falência institucional vem acontecendo desde sempre, entretanto, nos últimos quase dez anos tornou-se expressivamente ofensivo, esmagando qualquer resquício de soberania democrática, travestido de um populismo envolvente e devastador.
Como um povo dócil, alegre e musical fomos permitindo os excessos e com eles passamos a conviver, instituindo uma nova versão de posturas administrativas corruptas, enxergando-as como práticas absolutamente normais, afinal justificávamos à nós mesmos:
- Sempre foi assim, pelo menos, agora, posso ver e saber quem é, pois nada mais fica es…

SOMOS BEM MAIS

Até a alguns anos atrás, apesar de todas as informações sensitivas que me foram repassadas na infância e adolescência, confesso que, envolta nos apelos sistêmicos, deixei as circunstâncias cotidianas direcionarem meus passos, sonhos e desejos, e com esta alienação existencial, verdadeiramente, acreditava que estava oferecendo à vida, às outras pessoas e a mim mesma tudo quanto havia de melhor.
Ah! Como eu estava enganada...
Ah! Como eu não sabia de nada...
E então, pensando agora nisto tudo, que pode parecer pouco, mas que devorou anos preciosos de vida em que eu deveria estar sentindo a vida sem tantos compromissos e emoções absolutamente dispensáveis, sinto que sou um alguém muito agraciado pelas energias deste universo fantástico, porque, afinal, suplantei os obstáculos para tão somente constatar que viver é muito mais que apenas querer ser isto ou aquilo, pois de nós ela só espera bom senso para usufruir, bem devagar, todos os sabores, aromas e toques que fazem de nós pequenas e desl…

Deus na Humanidade

Em dado momento, deixei de professar a religião na qual me eduquei, isto já faz muito tempo.
Vez por outra, busquei reencontrar a fé, fosse nessa ou naquela outra e nada...

Incomodada, por nada sentir, além de constantes interrogações, pus-me, então, a acreditar que professar uma religião é estar sempre esbarrando nos mistérios, no não explicado e, consequentemente, jamais entendido.
Minha natureza curiosa queria mais, não me bastando acreditar, pensei, então, que eu não cria, nem nisto e tão pouco naquilo, permanecendo meio solta, culpando-me pela arrogância de crer que não cria.

Passei a olhar para as pessoas querendo e buscando um Deus cuja semelhança lhes convinha e novamente o nada surgia e culpava.

Percebi, assim, que eu cria, justo no não crer da fantasia, recusando-me a enxergar Deus tal qual ele se exprimia, fosse através do sol, da chuva ou da melancolia que me invadia o ser ao constatar doída, que ele só existia na alma de todo aquele que, em busca dele, persistia.

E no desejo de…

Palheta e Caneta

Em 1998, ao reduzir a velocidade do carro em determinado quebra molas, um garoto com a mão estendida e nela contendo um saquinho, perguntou-me:- E ai, minha avó, vai hoje umas jabuticabas fresquinhas?Chocada, parei mais adiante no acostamento e imediatamente olhei-me no espelhinho do quebra sol e acredito ter ficado ali, estática, me observando por um longo tempo.Deus! Pensei. Envelheci e nem percebi!Hoje, passados 13 anos, constato que vêz por outra me lembro deste episódio e que em todas as vezes, busco um espelho que esteja mais próximo, pois preciso constatar o quanto, apesar de ter envelhecido ainda mais, estou me sentindo ótima.Consolo? Talvez um pouco, mas com certeza uma forma que encontrei de não ser mais surpreendida e, atenta, ir acompanhando mais carinhosamente o meu envelhecimento e, assim, cuidar para que seja saudável e que retrate, mais que rugas, mas acima de tudo, o meu interior, ainda repleto de vida, sem idade definida, sem estereótipo que o mascare.Lembro-me que a…