quarta-feira, 30 de julho de 2014

INSANIDADE


Senhor, onde estás que não te encontro em meio às disputas de interesses e poder, onde te escondes embuçado aos céus, que entre nós nem a tua bendita sombra pode ser vista, muito menos sentida?
Escrevo sobre as rosas e as belezas que enxergo como válvula de escape das pressões e agressões que mesmo que não estejam sendo dirigidas a mim, me atingem como golpes desnecessários, que enfraquecem e tiram o brilho das esperanças que cultivo avidamente, por acreditar que podemos como seres humanos racionais, nos tornarmos mais humanos, menos brutais em nossos relacionamentos e proposições pessoais.
Como loucos selvagens, nos prendemos a falsas verdades que nos consomem, flagelando nossas mentes e físicos e nos induzindo a acreditar que lutamos um bom combate, quando na realidade, estamos nos perdendo em uma profusão de sentimentos inadequados, que tiram de nós a lógica da isenta avaliação.
Senhor dos desgraçados, dizei-me se é verdade ou se é mentira, tanto horror, senhor, perante os céus!
O mesmo horror de séculos passados, onde o poeta chorava em versos, a insensatez da ganância e do poder.
Penso então, nas rosas que perfumadas e talentosas, desabrocham abusadas nos seus direitos sagrados de apenas existirem, oferecendo a nós, estúpidos mortais, as chances sempre únicas de nos espelharmos nelas.
Espelho de vida, de luz que se traduz, numa existência plena, num encanto total, fazendo de mim que as observo um ser um pouco mais feliz, neste mundo conturbado, em sua maioria ignorado, no tudo mais que verdadeiramente vale a pena.
Penso também na facilidade com que as pessoas denigrem as demais, como se a elas fosse dado o direito através de sua própria verdade em usar tão somente os espinhos que protegem as rosas, esquecendo-se dos perfumes e das formas, cujos efeitos de envolvimento, domínio e poder, certamente são muito mais eficazes.


domingo, 27 de julho de 2014

MENINAS PRINCESAS


Neste mês de Julho, fui agraciada com inúmeras rosas, hoje mesmo, pude contar nove desabrochadas e mais quatro botões. Seus perfumes invadem a casa, principalmente a sala onde escrevo, bastando abrir a janela, para já sentir o aroma suave e adocicado de minhas meninas princesas, pois é assim que as chamo.
Como não ser feliz com tantos presentes a cada dia, seja verão, outono ou primavera? Imaginem então, no inverno!!!!
Olho para o céu e lá está o sol ainda fraquinho, mas como sempre esplendoroso e penso que, afinal, estou viva e isto me basta, pois com esta prerrogativa posso tudo que me convém, inclusive e principalmente, tentar a cada instante, não esquecer que a vida é passageira e que de um momento para o outro, posso simplesmente desligar, fechando meus olhos e meus sentidos ao tangível, portanto, não perco meu precioso tempo, avistando sem enxergar as maravilhas que a vida generosamente me oferece.
Respiro fundo e sorvo este perfume que minha arrogância crê que só a mim pertence, fecho os olhos e me deixo sonhar que a vida é só beleza e que o tudo mais lá fora, não mais existe e que tudo posso se assim o desejar e neste embalo utópico e quase insensato, me sinto viva, abraçada e acolhida.
Não será viver uma utopia sem fim, um perder de tempo inútil e insensato?
Então, roubo o tempo, contabilizando-o para mim, abusando da sorte em poder sentir a vida, até quando, as luzes finalmente se apagarem.
Que neste domingo de finalzinho de inverno,  o roubar o tempo seja o seu maior passa tempo e o abusar da vida seja o seu encantamento.




quarta-feira, 23 de julho de 2014

PARA MEUS AMIGOS

Falem dos lírios, das rosas e das margaridas
Enquanto, eu as sinto em seus breves momentos
Cante-as em músicas, versos e prosas
Enquanto suas seivas, eu sorvo para mim, pensando em nós.
Boa noite com um beijinho no coração.

ENTRE UMA E OUTRA

Esta visão de que apenas somos visitantes neste mundo tão fantástico me foi repassada ainda criança, assim como o hábito de observar a vida na simplicidade esplêndida de suas formas e maneirismos.
Como visitante deveríamos honrar os donos da casa, cuidando a cada instante de não sermos invasivos, mas sempre o fomos e somos em todos os aspectos que nos seja possível imaginar e, em seguida, criar ou, tão somente, repetindo como papagaios ensaiados os hábitos e costumes que são chamados de progresso ou contemporaneidade ou o que é pior, cultura.
Neste dilúvio ininterrupto, nadamos com todas as nossas forças contra as correntezas de uma natureza que, poderosa, luta tentando desesperadamente sobreviver, e neste ponto ficamos parecidos, pois também mesmo que inconscientemente, a cada instante, na maioria das vezes, nada mais fazemos além de ficarmos com nossas cabeças fora do volume d’água, única e exclusivamente para também sobrevivermos aos não só, contra ataques da dona da casa sofredora, quanto  de uma sobrevivência em sociedades de conceitos que machucam e fazem sofrer.
E em meio a toda esta gama de sofrimentos e alienações, ainda somos compelidos a conviver com nossas perdas e aí, encaramos a morte com a mesma "leviandade" com que convivemos com a vida, deixando com que os vícios comportamentais dos sofrimentos momentâneos, tire de nós a real importância da perda no contexto universal de nossas existências, tal qual fazemos com a nossa natureza, mãe  geradora e mantenedora absoluta do ar que nos mantém vivos. 
Loucura sistêmica que determina nossos sentimentos, moldando-os de forma etérea e nos mantendo prisioneiros de uma ignorância existencial, nos induzindo a desconsiderar os pensamentos relacionados à vida,  classificando-os como utopias reservadas aos poetas e sonhadores, sem maiores importâncias , próprias aos salões, livros e postagens. 
Nós, abestalhados críticos, apenas buscamos referências para tão somente, extrairmos  resquícios com o objetivo de fundamentar a tese de que  ao acreditarmos que somos parte de algo muito maior, deixamos de ser menores  e passamos a ser mais etéreos.



sábado, 19 de julho de 2014

UM SIMPLES "INSPIRAR"

Olho a para o jardim através da janela e lá estão elas, exuberantes e certamente perfumadas, as minhas rosas cor de rosas e, imediatamente, penso que ao surgirem no inverno, mesmo sob uma chuva intermitente, querem nos dizer algo.
Então, permaneço olhando na esperança de também ouvi-las como já fiz tantas e tantas vezes, sendo agraciada com a suavidade de suas vozes que adentravam em mim em forma de inspiração, que absorvi inebriada e transformei em poemas, crônicas ou, tão somente, ensinamentos, que ao longo do tempo foi me servindo de bom mestre, poderoso guia.
E foi seguindo esta linha de pensamento desde ainda apenas uma menina, que fui aprendendo a respeitar a natureza, fazendo dela minha parceira, amiga inseparável por enxergar nela a vida, começando pelo invisível ar que me nutria.
Penso então que de nada valem as propagandas indutivas de busca e proteção ambiental, se às nossas crianças não forem oferecidas a simples compreensão da vida, através de um simples inspirar.
Que neste sábado entre sol e chuva e algumas rosas coloridas, um olhar amoroso, você possa oferecer.


sexta-feira, 18 de julho de 2014

INGRATIDÃO E A BUSCA DO "PODER"


Geralmente, escrevo nas madrugadas entre o silêncio inspirador e a profusão de pensamentos que me oferecem subsídios, mas hoje, contrariando o meu cansaço por já ser quinta-feira, depois de um dia estafante como o de ontem em Salvador, sinto-me impulsionada a escrever sobre os homens e as mulheres com os quais convivi antes e depois de alcançarem o poder, fosse público ou privado. 
Também conheci os que pelo simples fato de nascerem em determinadas famílias, já se encontravam a meio passo do poder, assim como também convivi com alguns que perderam o poder, poucos na realidade, pois esse osso, depois de conseguido, ninguém quer largar e tem gente que faz de tudo para não perdê-lo, assim com tem gente que, de tão despreparado, sequer percebe que o tem.
Coisa de louco!!!!!
Penso então, que já vivi situações que eu diria serem mais que interessantes, afinal, se com todos aprendi um pouco, certamente com alguns recebi diploma, pelo intensivo aprendizado que com certeza foi me ajudando ao longo da vida a segurar as minhas próprias perdas e a traçar com mais cuidado meus novos caminhos, minhas novas metas, porque de que adiantariam meus olhos, meus ouvidos e minha sensibilidade se nada valessem ao meu aprendizado.
Não é mesmo?
E aí, assusto-me com a capacidade que alguns seres humanos, dotados da generosidade da vida em receberem amparo afetivo e tantos outros atributos necessários para que cheguem a algum tipo de poder em suas existências e, ainda assim, não conseguem identificar e cultivar antes e muito menos depois da conquista, o mais bendito dos sentimentos que é justo a gratidão por aqueles que de alguma forma lhes serviram de trampolim em sua trajetória rumo ao poder.
Não se iluda achando que com você vai ser diferente.
Eles se “acham” e alguns eu vi chegarem bem perto, poucos eu presenciei conseguindo, mas a maioria se perdeu em meio a sua própria ignorância em achar que os demais jamais iriam perceber seu ignóbil caráter.
O ambicioso sem gratidão transforma-se em uma cópia do personagem completo do “bonzinho popular, do príncipe das soluções”, incrivelmente capaz de resolver todos os problemas, pois se mantém vestido e repleto de tudo que é bom, e o que é melhor, com soluções imediatas, instantâneas, soluções sempre fáceis que nos inebria, porque convenhamos, somos imediatistas, criaturinhas humanas cansadas de esperar, estamos carentes, na maioria das vezes, tão absurdamente machucados que sequer enxergamos que o que queremos já está sendo feito ou já está pronto.
Que loucura, a nossa mente esgotada e que maldade fazem conosco, estes escaladores do poder...
Desatentos pela carência, pelo cansaço dos seguidos enganos, tornamo-nos presas fáceis e não perguntamos como se dará tamanho milagre e, quando acordamos desta utopia, nos deparamos com a mágoa e a dor de termos sido traídos sem qualquer dó ou piedade, porque afinal, pouco ou quase nada nos será oferecido.
Viver muito tempo tem dessas coisas, acabamos por identificar muito rapidamente as aves de rapinas que, esfomeadas pelo poder, farejam as carniças envoltas de si mesmas sem sequer, pela arrogância de suas cegueiras prepotentes, terem a observância de que também estão sendo observadas, talvez não por muitos, mas certamente por alguns que podem fazer enorme diferença nos planos do escalador de poder.
Por que estou escrevendo sobre isto?
Não sei bem...
Talvez porque as eleições estejam chegando, muitos aspirantes ao poder e outros que não querem dele sair, certamente adentrarão em nossas vidas, com suas promessas de que tudo farão por nós. 
Ah! É tão cansativo...
Como cansativas são essas eleições a cada dois anos que quebram os ritmos administrativos, interrompendo a continuidade de infinitos projetos que, em sua maioria, jamais seguirão seus fluxos programados e com isso quem perde são as cidades e seus habitantes.
Portanto, espero que essas eleições que se aproximam se transformem em um bom motivo para exercitarmos o nosso olhar crítico, a fim de que nas eleições para prefeito e vereadores, estejamos mais conscientes quanto as nossas escolhas, pois seus efeitos nos atingirão mais rapidamente.
Bem, escrevi o que o meu coração determinou, na esperança de que outras pessoas também apurem seus sensos avaliativos e não comam gato por lebre, como eu já comi algumas vezes, pois é preciso que não seja esquecido jamais que, quem fere a mão que o amparou, certamente ferirá a minha, a sua, a de qualquer um a quem julga nada dever.
Mas será que não deve?
O nosso apoio e finalmente o nosso voto foram os meios pelos quais, a pessoa em questão, conseguiu o poder. 
Então há uma dívida, que só pode ser paga com gratidão e este bendito sentimento, raramente, me foi possível constatar.
Esse é um velho filme que precisamos deixar de assistir.
Você também não acha?

domingo, 13 de julho de 2014

TRIBUTO A UMA DEUSA


Era Natal e findava o ano de 1962, e eu completara 12 anos. Naquela época, meninas desta idade, ainda brincavam de boneca e obedeciam aos pais, pediam a benção aos tios e avós e respeitavam os professores. Hábitos antigos que a modernidade apagou, matando a ingenuidade da infância e destruindo de forma cruel toda uma adolescência que, a partir daí, passou a extremar seus conflitos, atropelando uma etapa de buscas interiores, tão necessária para o fortalecimento da trajetória que vem à seguir.
E foi nesta época, do rabo de cavalo e das meias soquetes que dela, a “Deusa”, ganhei um lindo e fofo bebê de borracha da “ESTRELA” que me era possível alimentar por um orifício na boquinha e a trocar fraldas, pois havia um caninho interno. Novidade fantástica que me seduziu e que durou 50 anos, pois somente aos doze anos, minha filha Anna Paula, ofereceu a uma criança, que pelo bebê se encantou.
A “Deusa” chamava-se Hilda Roxo, era minha tia, irmã de meu pai e eu a amava, pela sua beleza deslumbrante, seu sorriso calmo, seu olhar sereno e pelo carinho que me dispensava.
Com ela aprendi a amar a natureza, prestando atenção no seu poder de restauração através de suas cores, aromas e sabores.
E foi com ela que aprendi a identificar e a me familiarizar com Deus em meu cotidiano, fazendo dele meu parceiro constante, enxergando-o e sentindo-o num pingo de chuva, no calor do sol, no arrepio de uma brisa, no sabor de um alimento, no frescor de um banho até mesmo de chuveiro, num bater de asas de um pássaro, num sorriso de alguém e, principalmente, aprendi o valor em tê-lo num simples respirar.
E para facilitar o meu entendimento e assimilação do valor da vida, ela agia plagiando os sábios e antigos gregos, levando-me in loco e designando cada grandiosidade com o título de um Deus ou uma Deusa, sempre acompanhado de poemas que dela brotavam e, a partir daqueles instantes mágicos, fui aprendendo a reverenciar o aparente simples e comum como joias raras da vida, autênticos Deuses e Deusas da natureza.
Poeta, psicóloga, professora, espiritualista, mas acima de tudo um ser muito especial para mim e para milhares de outras criaturas que dela, nossa eterna “Deusa da Lua”, extraíram o gosto de sentir o gosto doce da vida.
Ainda hoje, 42 anos depois de seu passamento, seus fieis aprendizes e seguidores mantém vivas as suas lembranças através da aplicabilidade diária de seus ensinamentos, levando aos demais o respeito à vida e a tudo que nela reside.
Que seu espírito iluminado continue servindo de guia, aos filhos de teus filhos e aos filhos destes que seriam teus bisnetos e assim por diante, mantendo o ciclo de amor que iniciaste ainda muito jovem, com apenas 17 anos e que fortalecestes ao longo de 46 anos a frente de uma instituição que foi mais do que qualquer coisa, um reduto de amor e solidariedade, cujas portas estavam sempre abertas ao acolhimento e à fraternidade, pois teus ensinamentos eram como cascatas de amor, onde o senso amoroso do coletivo abraçava o individual sem qualquer questionamento, pois prevalecia o acolhimento.
Fecho meus olhos e posso te ver, linda, sempre vestindo as cores da tua natureza vibrante e sempre externando a capacidade regeneradora de teu precioso interior de reverendíssima senhora da proteção da vida e do belo.
27/09/1910 a 08/07/1972, período de vida e liberdade, onde foi possível a muitos desfrutarem de tua preciosa existência terrena.
Obrigado pela boneca, pelo teu sorriso amoroso e pela tua delicadeza em me apresentar a vida, ensinando-me a buscar sempre o melhor e o mais bonito de cada expressabilidade que ela apresenta, a cada instante, sem medo de ser feliz.

  

sábado, 12 de julho de 2014

A FORÇA DO CONTRADITÓRIO


São quase cinco horas da manhã e já estou sentadinha diante de meu computador pensando e escrevendo, justo sobre as mulheres, estas criaturas maravilhosas que já encontraram os seus espaços sistêmicos, mas ainda precisam lutar a cada instante, para ocupá-los.
Como mulher me sinto absolutamente à vontade, afinal, sofro na pele todas as dificuldades de trânsito físico e emocional neste sistema ainda sobre o domínio e custódia do homem que até se mostra generoso, abrindo espaço aqui e acolá, mas que preocupado com a proteção de seus territórios, mantém controle ferrenho, limitando de uma forma ou de outra, tudo quanto possa lhe parecer perigoso ao seu próprio domínio.
AFF!!!! Como é cansativo e desgastante para nós mulheres vivenciarmos este duelo camuflado de mil maneiras, onde nos fazemos de tolas, compreensivas e magnânimas, pois compreendemos serem os únicos caminhos por onde podemos ir avançando lenta, mas seguras, em prol de um direito que nos garanta direitos.
Que coisa, hein!!!!
Somos e seremos sempre o contraditório dos homens, somos aquelas que lhes doam a sensibilidade e que geralmente tem o domínio argumentativo que pode inclusive se expressar somente através das atitudes aparentemente corriqueiras.
Somos os corpos que aquecem, temos os peitos que alimentam, possuímos os olhos que enxergam os detalhes que a eles, muitas vezes,  passam despercebidos.
Somos suas bases, seus esteios, seus consolos.
Somos seus prazeres, suas preocupações e até podemos chegar a sermos suas ruinas, mas apesar de representarmos tanto em suas vidas e de nós precisarem de forma indiscutível, nem que seja em um único aspecto fundamental que é o de simplesmente existir, ainda precisamos lutar a cada instante de nossas existências para sermos enxergadas pela grande maioria, além da cama e do fogão.
Penso então, que não tem sido fácil esta nossa jornada de vida em busca de liberdade.
E penso também que ao longo das batalhas, muitas de nós se perderam ou se confundiram, deixando lastros de dor, perdas e sofrimentos, trocando os alhos sadios de suas existências por confusos bugalhos que uma nova realidade, prometia.
Batalhas constantes desgastam, enfraquecem e nos induzem a desistir, e nesta jornada entre a consciência dos direitos, a ânsia do querer e a força do contrário, muitas vezes, recuamos, não por estratégia de um bom plano, mas tão somente, por cansaço.
Pense nisto, você mulher que me lê. Olhe ao redor e busque outras mulheres nos representando, expressando nossas vozes.
Tente fazer um pequeno exame de consciência, levando em conta a realidade de que tão acostumada que fomos ao cabresto, mesmo tendo a liberdade, nos sentimos presas.
E quando finalmente, ganhamos espaço e seguramos as rédeas, optamos em prestigiar os homens em detrimento de toda e qualquer mulher, pois o preconceito está primeiro em nós em não nos reconhecermos, em não nos valorizarmos.
Penso muito nisto, hoje, amanhã e sempre, por que não? Afinal, pensando muito, passo a enxergar um pouco e nesta guerra de valores, um pouco é sempre um pouco a mais.
E vivam os homens, nossos encantadores contraditórios ferrenhos e astutos na arte tenaz de querer, e quase sempre conseguir, nos enjaular.
E antes que me contradigam, pensem em suas próprias vidas, suas vitórias e perdas, pensem nos homens de suas vidas, nos silêncios e nos gritos e principalmente na solidão dos anseios e das conquistas.
Assim como pensem na força motora do contraditório masculino  que nos impulsiona  por todo o tempo na busca de nossos ideais femininos.



sexta-feira, 11 de julho de 2014

A LUA E EU


            A lua estava fantástica e tentar descrevê-la seria uma violação à sua perfeição, e pensando nisso, sentei-me na varanda em uma cadeira de balanço e me permiti apreciá-la com os olhos fascinados com tanta expressiva beleza.
            Sua luz era tão intensa que eu podia enxergar todo o jardim, que sem se fazer de rogado recebia toda aquela luz e se exibia para mim, principalmente a mangueira que parcialmente florida, se fazia majestosa.
            Descrevê-la nunca, mas senti-la foi inevitável, assim como pensar no quanto eu estava me sentindo privilegiada, afinal, viva eu estava para contemplar toda aquela maravilha e ainda poder sentir os perfumes que o orvalho extraia de cada planta ou flor, fazendo a terra se perfumar e, é claro, exalar só para mim o seu extrato de vida.
            Por alguns segundos, fecho os olhos e sinto Deus tão próximo que creio poder tocá-lo com toda a sensibilidade com a qual me sinto abastecida.
            E ao pensar em Deus, toco na vida através da folha úmida e rija de meu cipó-imbé que arisco, além de belo, bem próximo serpenteia o coqueiro como se procurasse, como eu, também um melhor ângulo para apreciar esta lua espetacular, que abusada, quase que despudorada, insiste em se exibir para nós.

            Descrevê-la pra quê, se a estou sentindo adentrando em meu jardim e em mim também?

quarta-feira, 9 de julho de 2014

REFLEXÃO


OBS: O texto abaixo foi recebido através whatsap
" Isso representa mais que um simples jogo! Representa a vitória da competência sobre a malandragem! Serve de exemplo para gerações de crianças que saberão que pra vencer na vida tem-se que ralar, treinar, estudar! Acabar com essa história de jeitinho malandro do brasileiro, que ganha jogo com seu gingado, ganha dinheiro sem ser suado, vira presidente sem ter estudado! O grande legado desta copa é o exemplo para gerações do futuro! Que um país é feito por uma população honesta, trabalhadora, e não por uma população transformada em parasita por um governo que nos ensina a receber o alimento na boca e não a lutar para obtê-lo! A Alemanha ganha com maestria e merecimento! Que nos sirva de lição! Pátria amada Brasil tem que ser amada todos os dias, no nosso trabalho, no nosso estudo, na nossa honestidade! Amar a pátria em um jogo de futebol e no outro dia roubar o país num ato de corrupção, seja ele qual for, furando uma fila, sonegando impostos, matando, roubando! Que amor à pátria é este! Já chega!!! O Brasil cansou de ser traído por seu próprio povo! Que sirva de lição para que nos agigantemos para construirmos um país melhor! Educar nossos filhos pra uma geração de vergonha! Uma verdadeira nação que se orgulha de seu povo, e não só de seu futebol!!

CONVERSA ENTRE AMIGAS

Joanna Passos
Há 42 anos essa Deusa se despedia de nós...A dor que sentimos foi tanta, tanta, que a dor de hoje faz parecer alegria em relação a sua perda. Chico Xavier morreu em plena festa de campeonato e fomos avisados.... Tivemos nossos 30 minutos de felicidade. Sobe Hilda, Perder um ente querido, é muito ruim..... Nada mais faz sentido em nossa vida! Nós que ficamos aqui, tentamos levar o barco como der
r.... Hilda Roxo.. em 1970, assistimos a vitoria do TRI em camboinhas, e sabíamos que seria o TRI..... hoje, 42 anos depois, não temos mais nada!!! Nem um aviso, nenhum consolo, nenhuma esperança de comunicação... só destruição.... morte prematura de nossas ilusões, invencionismos.... e nenhum agradecimento à Ti...Hilda Roxo amada. Mesmo que Tua Casa seja derrubada, mesmo que tua memoria seja maculada , mesmo que nosso Templo amado seja vendido, roubado, abandonado , destruido, Tu continuarás em nosso pensamento, grudada nas arterias , escondida no meio de nossos musculos, onde ninguém conseguirá penetrar e acha-la!!!!. Bjs de seus filhos que foram amados, muito amados. Nos lembramos de Vós........


  • Regina Carvalho Tia Hilda ao construir sua obra quando ainda era apenas uma ainda menina de 17 anos, com certeza não tinha a noção exata do que esta viria a representar na vida de milhares de pessoas. No entanto, mais adiante com a sabedoria que lhe era peculiar, foi compreendendo que sua obra maior residiria justo, nas almas que ela tão doce, mas firmemente lapidava desde a mais tenra idade. Ela formou pessoas que souberam extrair dela a paixão pela vida e o respeito por tudo que nela existe. Assim se eternizou ao mesmo tempo que abriu portas infinitas para a compreensão que devemos ter com os ímpios, os fracos e os tolos. Evoluir, buscando novos caminhos é saudável, mas fechar ou destruir suas próprias raízes é no mínimo tolo. Através de seus ensinamentos, minha vida foi e tem sido maravilhosa e através deles levo aos demais o tudo de bom que ela e sua amada Guapimirim(RJ), foram capazes de me embalar.Por isso, não fiquemos tristes, apenas lamentemos pelos incapazes, pois enquanto se preocupam com as coisas que ela construiu, nós cuidamos devotadamente dos ensinamentos que ela generosamente nos ofertou, distribuindo através de nossas posturas amorosas frente a vida, à todo aquele que se permitir receber.Beijos e fique com Deus.

domingo, 6 de julho de 2014

RÁDIO TUPINAMBÁ FM _MUITOS AGRADECIMENTOS


            A RÁDIO TUPINAMBÁ FM, nestes dois anos e nove meses de retorno das suas atividades comunitárias em Itaparica, veio conquistando milhares de ouvintes ao adentrar respeitosamente através das suas ondas sonoras nos afazeres e lazeres itaparicanos.
            Hoje, somos uma realidade que se esforça a cada dia no sentido de intensificar uma integração participativa, induzindo através da nossa programação uma convivência  mais respeitosa, um despertamento educacional de posturas e intenções que resultem em uma parceria saudável entre o público e o privado para que o interesse da busca e do aperfeiçoamento do bem comum deixe de ser apenas retórica e passe a fazer parte do cotidiano de cada criatura que aqui na cidade nasceu ou escolheu viver.
            Jamais o fundador, seus associados, diretores e funcionários tiveram como objetivo outro senão abraçar causas que beneficiassem a coletividade e, portanto, buscou-se a cada instante voluntários amigos e apaixonados por esta terra, justo para doarem à população o melhor de seus conhecimentos e sentimentos em relação à Itaparica e seu povo.
            Procuramos manter acesa a bendita liberdade de expressão, mesmo compreendendo o quanto é difícil à remoção do vício humano em não aceitar de pronto qualquer referência a argumentos que representem crítica a qualquer de suas formas de se apresentar.
            Nossos microfones, jamais nos pertenceram, e sim se tornaram propriedade de cada cidadão ou instituição que esteja inserida no contexto de fazer crescer a saudável liberdade em ser e em querer uma terra melhor para se viver.
            Apenas em alguns momentos os limitamos na justa experiência profissional em não querer deixar render assuntos e interesses que nada acrescentariam ao crescimento intelectual de quem quer que seja, pois reconhecemos que não estamos preparados para a  convivência com qualquer emoção que não esteja atrelada à harmonia que imprimimos aos nossos desempenhos enquanto pessoas e profissionais.
            Tem sido possível por todo o tempo constatarmos o imenso carinho que despertamos nas ruas, nas redes sociais e nas respostas às promoções, o que nos envaidece e nos faz ainda mais comprometidos com  o nível  absolutamente respeitoso com o qual devemos conduzir nossas posturas para com as pessoas desta cidade as quais a todo momento, apoiam nossas iniciativas sociais, fazendo acontecer de forma inédita o surgimento de um sentido maior de pertencimento que alicerça a cidadania que, mais que uma palavra, precisa ser um sentimento para desabrochar o desejo em cada criatura de ser ainda melhor em suas atitudes no amparo ao seu universo pessoal.
            E este tem sido o objetivo maior da Rádio Tupinambá FM, portanto, seguimos em frente amparados na certeza única de que estamos exercitando em um contínuo aprendizado o bem querer entre as criaturas, que são a alma e o sangue desta acolhedora e adorável cidade, que, afinal, merece crescer com a devida sustentabilidade que a mantenha resistente às causas naturais e atemporais que porventura ou pela própria ação da interação com outros municípios e criaturas venha a ocorrer.
            A parceria Rádio/povo, Rádio/instituições públicas, religiosas e privadas, locais e estaduais, vêm se transformando ao longo desse tempo de atividades radiofônicas em um instrumento de defesa, orientação, divertimento, mas acima de tudo de troca de conhecimentos, onde o querer oferecer e o ser capaz no receber consolide o sonho  de Cláudio da Silva Neves, que enxergou neste precioso meio de comunicação a porta de entrada para um crescimento integrado e participativo e atraiu outros apaixonados pela comunicação comunitária como Paulo Catharino Gordilho, Paulo Blanco, Adriano Tavares, Eugênio Barreto e Antonio Ricardo Albam.
            Particularmente, Roberto e eu, não poderíamos deixar de abraçar esta causa  que viria completar os nossos currículos dedicados ao amor à nossa profissão e nos sentimos honrados em dividir o espaço desta imensa responsabilidade com o público ouvinte e ao seleto e rico quadro de voluntários, criaturas que se doam a cada dia, em um belíssimo trabalho, cujos nomes seguimos expressando.
            Jorge Brasil, Neto da Misericórdia, Fernando Cruz, José Santana, Prof.  Aroldo Jorge, Francois Starita, Profa. Eny, Josuel, as queridas do Programa Biblioteca no Ar (Beth, Tina, Rita, Dalva Tavares, e outros), e a todos os demais que em épocas passadas emprestaram seus talentos e doaram sua parte de seu carinho por nossa Itaparica.
            Lutamos a cada dia para manter o necessário contraditório como mola propulsora de crescimento em respeito ao diferente, fazendo através da liberdade de ser e de querer um estímulo à criatividade em um passo a passo com respeito e segurança em um ir e vir mais saudável para todos.
            Portanto, após este  período de enorme sucesso, só podemos agradecer, esperando sempre a sua crítica construtiva para que possamos a cada instante ir aperfeiçoando a nossa capacidade em enxergar o não percebido, fazendo dele parceiro para o aperfeiçoamento de nossas atividades junto a cada ouvinte de Itaparica.
            Particularmente, agradecemos às pessoas do Presidente desta emissora, Cláudio Neves, a confiança e a liberdade que reafirma a cada dia, nos deixando livres pra decidirmos os rumos que norteiam nossa filosofia profissional e humana desta que se tornou, sem dúvidas, a voz do povo de Itaparica,
            Que Deus continue nos dando vida e saúde, serenidade e conhecimento, assim como grandes e poderosos parceiros, para que possamos com estes recursos, continuar a nossa trajetória de vida e liberdade honrando esta bendita terra e seus habitantes.
            Porque, enquanto houver um só ser humano que não compreenda o valor da interatividade e da grandeza enriquecedora do contraditório, haverá sempre a necessidade de se lembrar que educação é  amor, e este, a mola mestra da vida.
                                                           Obrigado.
Funcionários                                                              Regina e Roberto.
Eduardo Santana                                                                diretores

Josy Lopes

sábado, 5 de julho de 2014

POR QUE ME SINTO TÃO CANSADA?

Reconheço que não é nada fácil, ser original e verdadeiro, principalmente nos dias atuais em que expressar com transparência modos de pensar pode dar cadeia, processo e até morte, afinal, ser politicamente correto é a tônica maior, assim como ser individualista, deixou de ser uma inerência da sobrevivência humana para se tornar o foco alimentador de sentimentos e emoções a nortear todo o estereótipo existencial das pessoas.
Cruz credo, às vezes fico tão desanimada, mas logo reajo, pois creio que até o desânimo é estimulador contra a inércia da acomodação que camufla as intenções de nossas mentes fugidias da responsabilidade constante à nos cobrar que somos os únicos responsáveis por nós mesmos e, portanto, não nos é dado o direito de cometer erros, e expressar nossos sentimentos é um ato de risco pelo qual não estamos devidamente preparados, já que nele estão embutidos os “cojónes” para o enfrentamento das naturais consequências. Então, vamos camuflar, não é mesmo?
Camufla-se desde o bom dia, que deixou de existir como uma saudação de autêntica satisfação consigo, no encontro com o outro, até no eu te amo, que para sobreviver depende de tantas circunstâncias que acaba se perdendo na essência das intenções.
Enquanto isso, vamos nós, os poetas e pensadores, tolos escrevinhadores deste universo sem fim, seguindo nossos caminhos entre encantos e desencantos desta humanidade criativa, mas quase sempre muito emburrecida de seu próprio valor.
ALELUIA SENHOR!!!
São 7 horas da manhã e eu, já aqui , neste sábado de solzinho ainda tímido, desejando a você um dia lindo, repleto de vida e abastecido de muito amor.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

PRA DEUS E RAIMUNDINHO


Neste instantes, o Hino Nacional acabou de ser cantado nos arrancando lágrimas de emoção e a bola começou a rolar no Castelão e eu, só penso nos pedidos que preciso formular, primeiro a “Deus” e depois ao “Professor Raimundinho”, nosso secretário e candidato a “Papa da educação” da educação de nossa querida Itaparica .
A “Deus” para que dê uma mãozinha nesta decisiva partida, pelo menos 2x1, para que nossos adversários também sintam o gostinho de fazerem um gol contra o nosso Brasil varonil, amado por todos nós.
Depois ao Raimundinho para que ele instaure no cotidiano de nossas unidades escolares, a formação da fila de acesso às salas de aula e aí...
 GOOLLLLLL de Thiago Silva ... Isto é demais minha gente.!!!!!!
Bem depois da formação da fila, o cantar do Hino Nacional, que, afinal, é a forma mais simples, direta e profundamente formadora do sentido de civismo e amor a terra em que se nasceu, assim como induz à disciplina, mola mestra de qualquer sucesso futuro de nossas crianças.
Que a empolgação pelo respeito ao nosso Brasil, renasça através de nossas crianças nos seus dia a dia, assim como o desabrochar do orgulho em ser professora, destas dedicadas profissionais que  orientam nossos filhos, netos e sobrinhos em seus iniciares acadêmicos e de convívio sistêmico.
29 minutos de jogo e o coração está a miiiiiillllllll

Que o som do simbolismo do amor à pátria Brasileira seja inserido amorosamente, na mente e na alma de nossas crianças.
ATENÇÃO...

Se Deus estiver ocupado e o Raimundinho também, que o recado, lhes seja dado, antes do segundo GOOOOL do nosso Brasil.

SEM PRESSA


São cinco e sete desta manhã de sexta- feira de julho e o céu ainda está escurinho, pois o dia com a preguiça que o inverno provoca, assim como nós, sente um friozinho gostoso e não tem a menor pressa em começar a sua labuta diária.
Olho através da janela e nada posso enxergar, apenas ouço a certa distância, os latidos de alguns cães, assim como alguns grilos que insistentes, cantam e esticam a noite envolta de si mesmos.
O som do canto de um galo se faz presente e é claro, lembro-me imediatamente das roças por onde andei e sorrio, afinal, que vida rica meu Deus!!!!
Meus cachorrinhos impacientes arranham a porta, pedindo para entrar e penso então, que o dia está de verdade amanhecendo, mesmo que meus olhos não enxerguem, mesmo que a pressa em vê-lo surgir seja maior que a minha  paciência em saber esperar.
Volto o meu olhar para o meu interior, buscando filmes de dias e anos já vividos, tentando recordar das pressas, das ansiedades e das enormes perdas de tempo.
Por não saber esperar, não aprendemos a saborear as frutas saborosas que a vida oferece e por consequência, não sabemos guardar os doces sabores que elas nos dão, porque temos pressa, porque sempre queremos mais.
O mais e mais que chega e vai embora, muitas vezes sem sequer dizer adeus, deixando-nos solitários entre um querer e um poder, deixando-nos aflitos em relação há um tempo que jamais nos pertenceu.
O dia ainda não clareou, mas já amanheceu...
Os pássaros já se aproximam e os sons já bem próximos são como de uma grande festa.
É a vida pedindo passagem.
É o dia sorridente, dizendo:
_ Regina, Cheguei!!!!
-“Mulher, para que tanta pressa”...
Hoje o nosso Brasil vai jogar contra a Colômbia, ganhando ou perdendo ele sempre amanhecerá.

Vamos esperar por ele?

quarta-feira, 2 de julho de 2014

MENSAGEM DE AMOR


 Às luzes seguiram-se os sons e tu, cá estavas esperando e nada te passou despercebido.
Cheguei à velocidade do vento, na agitação do mar, e na intensidade da vida.
Fizeste de mim uma inspiração, colheste de mim todas as ilusões e plantaste em mim, a tua sempre sedução.
Segui sons e luzes e tu, cá estavas surpreendentemente, lúcida e acordada como a me esperar.
Tornei-me mar, fazendo de mim, vibrações e me transformando em sons, tão somente para te encontrar num único embalo de amor e paz.
E neste colóquio de bendita harmonia, nos tornamos únicos, mais fortes, bem mais resistentes.
Hoje é quarta-feira, 02 de julho, a Bahia está em festa e o nosso coração também.

Para você que me lê, um dia de mares e ventos de luz e sorrisos. Beijos, Regina Carvalho.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Será de ti?


Socorro, que dor que destrói as forças, limita a respiração, apaga a mente, levando-me aos mais absurdos gemidos interiores.
Por quê? Por que não consegui encontrar a paz?
Será que não soube busca-la? Será que optei pelos trajetos errôneos?
Será que fui fraco e decidi sempre pela segurança da omissão pessoal?
Será, será? Por que foi? Por que até neste instante em que o universo já me abriga e abraça de forma real, porque nele já não posso afirmar não estar inserido, ainda sinto as dores do mundo que há muito deixe i para trás?
Será tão forte, parte de mim que por onde eu for, seja quando for, carregarei comigo as marcas de uma experiência ou de mil experiências que não consegui delas extrair aprendizado?
Será que através de ti, serei capaz de livrar-me desta dor, copiando-te nesta caminhada de absoluta doação de amor e compreensão pelas lacunas que muitas vezes te foi oferecida ao invés de amparo e carinho?
Será através de ti que encontrarei o alívio pelas minhas dores d’alma que já não enfraquecem o físico, pois não o tenho, mas que com certeza me mantém solitário em meio a tanta luz deste universo infinito.
Será de ti que colherei aromas e sabores, cores e luzes? Será de ti?
Gosny Rubbert Ramywer