quarta-feira, 25 de julho de 2012

QUE CHEIRINHO BOM...




Ah! Que prazer poder cheirar o aroma do limão e depois estreitá-lo em minhas mãos, alisando-o e novamente cheirando-o, enquanto volto do terreiro à cozinha, onde um belo pedaço de pernil repousa no aguardo do tempero.

Adoro cozinhar e adoro saborear o que cozinho, fazendo deste momento apaixonante, a minha magia pessoal que, egoisticamente, desempenho a cada dia, sem permitir dividir meu território, que tenho como sagrado, no templo de minha casa.

Hum!!!!!! Que cheirinho bom!...

E nesse trajeto entre o limoeiro e a cozinha, lembro-me da minha infância e das delícias que apreciei serem feitas pelas minhas avós e pela minha mãe, sempre dispostas com seus aventais branquinhos e seus cantarolares que me faziam crer que o que produziam era sempre muito especial, mesmo que fosse um suculento bife com batatas fritas, que igual ao delas, jamais voltei a degustar.

Estou neste instante aguando e sorrindo ao mesmo tempo e, é claro, olhando pro céu, como se assim pudesse de repente enxergá-las por entre os raios brilhantes deste sol encantado de Itaparica ou, quem sabe, tão somente plasmar como um quadro perfeito e inestimável, num instantâneo divino de minhas queridas recordações.

Feliz, penso então, que sou e, mais que isso, sempre fui, por ter como neste instante, um cheiro, um sentir mágico de infância para recordar, neste outono de minha vida, que mais parece primavera e que, amorosamente, dou-o a você que pacientemente me lê.


terça-feira, 24 de julho de 2012

Convivendo com Harmonia



Penso na ética e no quanto ela é determinante em se tratando de postura e elegância pessoal que, afinal, por sua vez, determina o grau de harmonia dos relacionamentos interpessoais, independentemente da área humana em que estes aconteçam.

Existe uma enorme confusão de entendimentos entre ambição pessoal e profissional com a predisposição doentia em se atropelar as outras pessoas, com a justificativa pessoal de se estar buscando o sucesso de qualquer natureza, crendo estar em seu pleno direito, sem culpas ou remorsos e, até mesmo, regozijando-se, transformando suas posturas abomináveis, em feitos de vitória.

Impressionantemente danoso e complexo, se bem observado.

A partir desta falta de entendimento dos caminhos saudáveis que se devam seguir no percurso vivencial, as criaturas, envolvidas em suas lidas cotidianas, estimuladas por um consumismo desmedido e calcadas por uma educação doméstica e formal duvidosa, confusa quanto a valores e capenga quanto ao direcionamento ético, pois é destituída, em sua maioria, de limites de indução quanto ao respeito a si e ao outro, sequer percebendo os seus avanços cognitivos de automutilação emocional sem precedentes, na medida em que por profunda insegurança, torna-se incapaz de valorizar-se e consequentemente extrair de suas potencialidades os reais recursos que em grande parte são ilimitados, tanto físicos quanto intelectuais.

Observa-se, portanto, a imperiosidade em se adicionar nos currículos escolares, não uma disciplina a mais a ser ministrada, mas a inserção nas disciplinas de filosofia, sociologia, eficazes pontos que sejam determinantes quanto aos valores relacionados à convivência humana, pondo como pontos básicos o homem e sua socialização nos tempos atuais, focando a influência das tecnologias e novas conceituações sociais e como ser adequadas à manutenção de um senso de respeito humano que por lógica e absoluta necessidade de, acima de tudo, estruturar-se frente a estas mudanças que se mostram sem limites e cada vez mais aceleradas, fazendo visualizar-se uma imperiosa necessidade em encontrar-se assimilações individuais menos estressantes.

O estresse social induz ao aparecimento da ansiedade e esta produz a insegurança, e como uma marola ininterrupta, cria movimentos descompensados de emoções desconexas de valores egoístas e absolutamente cruéis, que se por um lado traz benécias sistêmicas, por outro alimenta na criatura um constante medo, disfarçado de inúmeras vestimentas camuflativas, mas que não consegue deixar de se espelhar na apresentação física, moral e comportamental de quem abraça esta distorção emocional, seja de forma consciente ou não.

Falando assim, parece complicado, mas na realidade do dia a dia, a ética se estrutura através da socialização de pequenas ações, onde o interesse comum seja o determinante quanto à qualidade do bem individual.

Somos seres absolutamente diferentes, mas totalmente dependentes quanto ao exercício existencial.

domingo, 22 de julho de 2012

VOTO SOLITÁRIO – POR QUE ?



O caminho racional que leva uma criatura a votar, intencionando o melhor para si, sua cidade e conseqüentemente para o outro que é o seu vizinho ou até mesmo aquele, cujo rosto lhe é desconhecido, é o da conscientização de que não há benefício apenas pessoal que seja eficaz e constante.

Ou seja:

Nesse momento seu voto pode lhe beneficiar momentaneamente ou por quatro anos ou até o final de sua vida se o benefício que o candidato lhe auferir for financeiro, através da garantia de um emprego, mas ainda assim, este benefício não o resguardará dos imprevistos que a vida no seu cotidiano, fatalmente apresenta, levando-o a necessitar em um momento de emergência de um atendimento médico por exemplo, de um sistema de segurança eficaz, de um ir e vir menos penoso e tantos outros aspectos que de repente, percebe-se que sem apoio de uma gestão séria e comprometida com o bem estar constante da população, não será possível viver com dignidade.

É exatamente isso que ocorre em Itaparica e em inúmeros outros locais, onde se formou a mentalidade de que é preciso “se dar bem”, aqui e agora, pois depois, o candidato se eleito nada fará por mim em particular.

Neste instante, a pessoa se coloca na posição de um cego que não mais consegue perceber que ele, com essa atitude, retirou de si, toda e qualquer autonomia de comando sobre sua vida, além de colaborar, tornando-se cúmplice de todos os crimes que aquele candidato se eleito, irá praticar.

Qualifico de crime, pois quem desvia ou ajuda a desviar a merenda escolar, na realidade está praticando múltiplas ações criminosas, pois está roubando de forma continuada a única fonte de alimentação da maioria das crianças que freqüentam as escolas municipais.

O mesmo ocorre em relação à saúde que sistematicamente, tem sido solapada em seus recursos financeiros, cerceando o direito de cada cidadão, quando este, necessita encontrar postos de saúde, devidamente equipados com profissionais competentes e presentes.

O que se vê, são postos às vezes com aparência agradável, mas totalmente destituídos de profissionais que tenham a responsabilidade de exercerem suas funções, seja por incompetência e ou falta de comprometimento, por terem sido colocados lá, tão somente por indicação política ou, seja por total falta de recursos, pois é comum não se encontrar estes locais, sequer uma embalagem de soro ou gases para que se proceda um simples curativo.

E aí, de que vale mesmo o seu emprego, se no seu cotidiano, tudo de básico falta a você e ao seu vizinho?

Se de uma hora para a outra, frente a uma necessidade maior que o seu salário ou seja lá qual benefício você tenha recebido, não puder resolver?

Ruas esburacadas, repletas de lama, cavalos, gado e cachorros soltos pondo em riscos a você ou alguém com quem você convive, lixo e esgoto a céu aberto, matos como abrigos de cobras e todas as espécies de animais nocivos a saúde e o pior, a certeza constante da presença da fome, que você disfarça, induzindo à si mesmo que não vê, mas que na realidade, está bem do seu lado, marginalizando as crianças e adolescentes , levando-as até você ou a um filho, neto ou sobrinho seu, em um dia qualquer, em uma esquina qualquer , até mesmo dentro de sua casa, para roubar e até mesmo matar, tudo quanto, lhe foi impedido de ter que foi tão somente a dignidade de crescer e se desenvolver com dignidade.

A violência se apresenta vestida de inúmeras formas e hoje em dia ela faz sucesso maior, com o nome de craque, individualismo, corrupção, mas que na realidade pode ter o nome que você quiser desde que seja sinônimo de abandono ou indiferença SOCIAL..

Pense nisso, antes de levantar sua bandeira de apoio a este ou aquele candidato.

Procure conhecer sua capacidade produtiva.

Olhe para a vida pessoal e profissional desta pessoa.

Analise a forma com que ele até então se mostrou no convívio com os demais a sua volta.

Preocupe-se com sua atual atividade profissional e se de verdade ele deixaria tudo o mais para se dedicar aos trabalhos do município, ou se apenas ele quer somar mais ganhos à sua vida.

Veja o grau de vaidade que envolve este candidato, assim como a sua relação com a cidade, afinal, ele pode ter chegado apenas por agora e se faz aparecer, sem jamais ter verdadeiramente se alimentado no seio da mãe Itaparica.

Se ele já está no poder seja na Câmara ou na Prefeitura e pretende se reeleger, analise sua atuação até então. Seu grau de comprometimento com a sociedade da qual jurou lutar e defender quando do ato de sua posse.

Observe se ele se calou diante das injustiças que seus pares cometiam contra você e sua cidade, protegendo a si mesmo e os seus interesses unicamente pessoais.



Observe o grupo que o apóia, não esquecendo jamais que serão eles que estarão ao lado dele para governar ou no mínimo como no caso de vereadores, que serão beneficiados por eles, através do sistema de empreguismo inconseqüente.

Reclamar depois, como tem acontecido ao longo da história da cidade, não resolve. O que solucionará ao longo do tempo, daqui para frente, será a capacidade pessoal em votar conscientemente, com a propriedade de quem se respeita e respeita o próximo.

A nossa função seja na rádio Tupinambá, ou seja, através do Jornal Variedades, é a de tão somente levar até cada um de vocês os meios corretos e dignos de conhecimentos para que cada um possa fazer escolhas em qualquer aspecto de suas vidas de forma mais próximas de suas necessidades de criatura humana, que, afinal, merece o melhor.

Não vote solitariamente, vote buscando o bem comum a todos com os quais convive. E descubra através da sua paz interior que, afinal, você foi capaz de ser verdadeiramente um cidadão.







sexta-feira, 13 de julho de 2012

Refletindo...



Nesses tantos anos de escritas, já discorri sobre todas as emoções que fui capaz de detectar primeiro em mim, depois nas outras pessoas, e preciso reconhecer que por mais que eu pesquise, mergulhe em mim  mesma ou me debruce diante das evidências comportamentais que se apresentam  diante das minhas sempre atentas observações, pouco ainda posso dizer que sei deste universo tão diversificado e rico em disfarces e camuflagens que é o ser humano com suas emoções na convivência com o tudo mais que o cerca.

Nós criaturas humanas em relação a nós mesmos somos ainda mais confusos, pois transformamos a relação razão e emoção em uma relação sempre   impiedosa, camuflada  através de posturas auto indutivas e justificáveis quanto à necessidade de sobrevivência, seja emocional ou racional, fechando assim um ciclo de pseudo  proteção, que na realidade somente promove um constante duelo  intimo que ao ultrapassar nossos limites de tolerância, deixamos extrapolar aos demais, na realidade, buscando inconscientemente alívio para o nosso inferno pessoal.

Falando assim, até parece que sou catastrófica em minhas conclusões e desiludida quanto aos entendimentos alcançados neste passo a passo de buscas dos conhecimentos que matreiros se escondem , provocando dúvidas, confusão e até medo nas posturas possíveis de serem reconhecidas no trato diário com os demais e comigo mesma, nesta caminhada de vida.

Nada disso, apenas humildemente reconheço que nada sei, pois a cada instante sou surpreendida com um novo aspecto que se apresenta principalmente em mim e, é claro, naqueles com os quais tenho o privilégio de conviver por um período maior.

Naturalmente a bagagem de subsídios captados e arduamente dissecados é fabulosa e me confere certo entendimento, entretanto, este mesmo manancial é que me faz consciente de meu pífio ainda conhecimento a respeito desta infindável capacidade neurônica e sensitiva.

Esta tarefa, na qual me propus ainda muito jovem, garantiu-me ao longo da vida, buscar e encontrar minhas próprias portas internas e obrigou-me a abri-las uma a uma, rasgando muitas vezes minhas fictícias, mas rígidas, membranas emocionais que endurecidas pela rigidez do medo de se verem expostas, reagiam, causando muita dor, muita ansiedade, imensos momentos de profunda solidão, onde só a minha tenacidade em conhecer um pouco mais de mim, permitia-me tamanha determinação.

Penso, então, que apesar de tantos mergulhos e de tantas imersões, ainda pouco creio saber, restando-me apenas a certeza que tudo quanto pude extirpar até o momento deste conflito do qual eu e você fugimos por todo o tempo com nossas camuflagens constantes, estas ,foram jogadas para fora de meu armário de pessoa humana e que nos espaços, então vagos, houve mais parcimônia na permissão à qualquer outra ocupação.

Fiz e faço desta labuta de todos os momentos, um tirar de pesos desnecessários que, afinal, turvam o brilho de meus instantes de vida.

Neste empenho pessoal, fui aprendendo a me respeitar e, assim, desafogando a minha morada existencial que é tão somente a somatória de um corpo, uma mente e de um todo sensitivo, mas por todo tempo, muito observadora, pois por reconhecer que ainda nada sei, sei que sou capaz de me permitir retroceder, caso não permaneça atenta, pois as armadilhas sempre serão produzidas, por este mesmo potencial que a vida me confere, podendo, certamente, vir a me ferir, confundindo-me, enganando-me e, aí sim, tirando-me o prazer de viver com lucidez a vida com tudo que com ela respira, impedindo-me de senti-la tal como ela é, absolutamente linda.




domingo, 8 de julho de 2012

MEU PAI

Senhor Hiltom Carvalho,
meu pai, meu amor, hoje completa 100 anos.Durante 86 anos, esteve nesta expressabilidade de vida e depois passou a ser uma energia vibrante deste univerno fantástico. Com ele convivi 53 anos, sentindo seu cheiro, ouvindo sua voz e tendo o direito de tê-lo bem juntinho em um convívio alegre e farto de tudo.. Ainda hoje, 12 anos depois de ter-lhe dito "até logo", ainda posso senti-lo, ouvir suas histórias, assim como lembra-me do profissional  e homem digno e respeitoso que deixou para mim parâmetros inestimáveis.
A lealdade e a generosidade a família e aos amigos, foi a herança maior deixada aos filhos

domingo, 1 de julho de 2012

DE QUE SERVE MESMO?




Dentre os horrores possíveis de serem enxergados por qualquer olhar desavisado ou curioso, as imagens bonitas são as capazes de estruturar, amparar, protegendo a mente de invasões desnecessárias, porque, afinal, de que servem mesmo o feio, o pegajoso e o absurdo?

De que servem mesmo, o mesquinho, o arrogante e o pernicioso?

De que servem mesmo a decadência, a miserabilidade e o absolutamente destrutivo?

Desnecessário é quando se oferece ao racional, o ilógico do comportamento humano, mazelando-se sem propósito algum, o processo evolutivo de absorção formatador que ocorre naturalmente, apto a receber por todo o tempo subsídios externos que determinam a elaboração cognitiva de parâmetros comportamentais.

A genética é determinante quanto às características físicas e neurológicas, mas   totalmente alheia aos rumos que são oferecidos no percorrer do exercício vivencial, ficando como abastecedor emocional o ambiente do universo, no qual, a criatura humana se encontra inserida.

Então, selecionar tais nutrientes adequados a um desenvolvimento do todo pessoal mais equilibrado e, portanto, harmonioso consigo e com seu universo, torna-se a questão mais prioritária a ser considerada neste ministério de vida e liberdade.

Pense a respeito.

Considere o fato de que há uma vida pulsando a cada milionésimo de segundo neste corpo e nesta mente, possível de ser reconhecida e compreendida, assim como  automaticamente protegida por cada criatura humana na disposição que dê ao racional lógico em não flagelar o mantenedor básico, fundamental e insubstituível deste manancial fantástico.

De que servem então tantas perdas energéticas com o feio, o irracional e o incompreensível?

 Que destino inútil, oferecer-se aos sentidos a neutralização em suas naturais atribuições de permanecerem como filtros reguladores de um racional e um emocional saudáveis, sob o comando de neurônios que ativos e sintonizados, promovem como  sábios maestros, as infinitas absorções que os sentidos em ritmo contínuo e ininterrupto, estabelecendo, assim, um fluxo harmonioso, onde, então, a qualidade se apresenta expandindo-se além do corpo e da mente, como ondas vibracionais que contagiam e se inserem no tudo o mais, tal qual, quando o contrário se apresenta promovendo o seguinte questionamento:

- Para que estabelecer-se na vida o contrário da grandeza que a vida representa por si só?

De que servem, então, tantos recursos biológicos, se no trato íntimo, não há promoção da consciência da vida que por todo o tempo sinaliza sua existência com suas reais necessidades que em sua maioria são simples, generosas e saudáveis, tal qual ela mesma?

De que serve, então, tanto desperdício?

De que serve uma vida expressada em um corpo e em uma mente, onde só se habita, usando e abusando, sem reconhecê-la e, muito menos, compreendê-la ?

Pense nisso...