Não sei você, mas eu, costumo acompanhar minhas mudanças de dentro pra fora, independentemente de minha intenção e disposição, afinal, simplesmente acontecem, como se minha pele emocional se trocasse de tempos em tempos.
Tudo se altera, menos as pessoas e o ritmo dos costumes a minha volta, o que durante muito tempo, alucinou-me, já que adaptar-me era um processo doloroso, confessando reconhecer, jamais ter logrado sucesso, quando muito, uma medíocre representação, já que acreditava que minhas mudanças poderiam não ser favoráveis a aqueles a quem amava, pois, neste quesito, estranhamente ao corriqueiro, jamais mudei, quando muito, me decepcionei, mas não para uma troca de pele. ponto final.
É, mas o tempo passa e com ele as mudanças externas se mostram mais evidentes ou será que as pessoas é que se tornam mais contundentes, não abrindo espaço para sequer um talvez, dúvidas que até então, pareciam razoáveis e desculpáveis. Percebo não haver mais lugar para novas sofridas adaptações, afinal, o tempo a cada dia diminui, apesar de se alargar em entendimentos, assim, como uma certa certeza de que em relação a ele, não se deve nada postergar, já que pode simplesmente não existir o amanhã e até mesmo, o daqui a pouco.
A pele que venho deixando ser substituída nos últimos tempos, cai seca e com ela, as bobices das crenças sociais, os medos irreais e a certeza tola e inconsciente da imortalidade.
O inegável é que como as cobras, mudo de pele, mas continuo sendo a Regininha sonhadora...
Regina Carvalho-12.3.2025 Itaparica
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