terça-feira, 7 de julho de 2026


 

OLHA EU AQUI!

Estou aqui pensando e olha que não tem sido nada fácil, afinal, o frio tenta congelar o cérebro, mas aí coloco um aquecedor bem próximo. 

Voltando ao assunto em questão, penso que passei grande parte de minha vida escrevendo no e sobre o amanhecer, justo por considerá-lo a parte mais significativa do dia, já que representa o milagre de acordarmos, o que para mim é um renascimento. 



 

segunda-feira, 6 de julho de 2026

TRISTE, MAS NÃO SURPRESA

Afinal, como na quase totalidade das posturas dos brasileiros, faltou aos jogadores entusiasmo, garra e senso de pertencimento. Observei, na chegada deles ao estádio, uma falta de brilho que seria absolutamente natural possuírem na ocasião já que duzentos e vinte milhões, mais outros tantos milhões de admiradores espalhados mundo afora, torciam pela apresentação de uma seleção no mínimo feliz pelo privilégio de lá estar. 

Observei que os jogadores estavam apagados e alguns até bocejando, levando os comentaristas a disfarçarem, dizendo que eles estavam concentrados. Qual nada! 


sábado, 4 de julho de 2026

NO PELOURINHO DO COTIDIANO

Um esforço incomensurável foi o que precisei fazer para sair da cama neste amanhecer que, cruz credo, parecia gelar a minha alma. Enquanto as pesadas cobertas ainda me aqueciam, minha mente inquieta decidiu que eu precisava deixar registradas o destino que deia as minhas frustrações, a forma como as superei e, ao mesmo tempo, questionava qual importância elas teriam neste mundo tão controverso, repleto de quereres inalcançáveis pelas vias comuns do cotidiano.



 

 “Quando, finalmente deixares de responsabilizar os demais pelo andamento da tua vida, estarás, verdadeiramente livre, porque nada e ninguém terá o poder sobre a tua vontade, sentimentos e emoções”.

Regina Carvalho

👇Trecho de um texto escrito em 4.7.2024 em Itaparica



sexta-feira, 3 de julho de 2026


 

ALÉM DA ATRAÇÃO

Traçamos planos e neles incluímos outras pessoas sem sequer nos atermos ao fato simples, mas absolutamente determinante, de que elas ou estão agindo levianamente como nós ou sequer foram avisadas de nossas intenções. O que é pior: não sabem sobre as extensões das mesmas. 

Este desatino acontece em todos os relacionamentos humanos onde a associação de interesses é falseada pelo frágil impulso dos inebriantes entusiasmos e pela necessidade íntima de só mostrar o que se admite, para si mesmo, ser o ideal a ser revelado. 


quinta-feira, 2 de julho de 2026


 

COM O PIREX NA NÃO E NA ALMA

HERANÇA PERVERSA foi a que nos deixou Portugal, quando aqui desembarcou os desterrados incômodos de sua terra em todos os segmentos da vida humana, já que 526 anos depois, tudo permanece, reciclando-se com o tempo e os naturais avanços industriais, científicos e tecnológicos. 

Penso abusadamente que Deus se antecedeu, já sabendo deste castigo que sofreríamos de forma ininterrupta, e nos acalentou poupando-nos de furacões, tornados e todas as demais tormentas que distribuiu mundo terreno afora. Afinal, bem sabia o povo que por aqui se formaria, mesmo sofrendo as originais e pacíficas influências indígenas e dos sofridos escravizados que logo desembarcaram trazendo consigo a dor do desterro e da submissão como salvaguarda de suas próprias vidas. 


quarta-feira, 1 de julho de 2026


 

FILHO ÚNICO?

Acordei pensando em Jesus. Quem me lê bem sabe que ele sempre foi meu ídolo maior, apesar de eu não professar nenhuma religião, mesmo reconhecendo a importância de tê-la para a maior parte da humanidade. Apaixonei-me por Jesus justamente quando li, reli e ainda leio o Novo Testamento. A cada leitura, mais compreensão vislumbro quanto aos seus ensinamentos.

Vejo também a obviedade de cada um mensagem se adicionarmos a lógica do raciocínio ilimitado que possuímos, dom destinado somente a nós, humanos, e que nos eleva independentemente de dispormos disto ou daquilo à bendita Consciência, senhora absoluta de nossas emoções e sentimentos, que lá está como um ser supremo dentro de nós.


terça-feira, 30 de junho de 2026

CHOVIA LÁ FORA

Esse texto era para ter sido escrito na noite de ontem, depois que o Brasil, no último instante do jogo contra o Japão, fez um gol, arrancando de mim mais que gritos e sorrisos de satisfação: benditas lágrimas de uma apenas brasileira que, apesar de não ser seguidora de futebol, enxergou mais que uma vitória futebolística. Talvez o primeiro grande passe para o renascimento da dignidade de um povo que há muito se encontra em baixa, sem o brilho das conquistas pessoais e sem as algemas do absolutismo disfarçado que o vem mantendo refém das migalhas aparentemente salvadoras.


segunda-feira, 29 de junho de 2026

 O Amor Não Conhece Despedidas

Hoje a saudade me lembra o dia do nosso sim,

aquele ano de mil novecentos e sessenta e oito,

quando unimos nossos passos para caminhar lado a lado.

O tempo passou ligeiro na beleza da nossa parceria,

fomos amigos antes de tudo, confidentes e um só coração.

Em agosto a vida nos impôs uma despedida precoce,

o sopro da Covid levou você para longe dos meus olhos,

mas nunca tirou você de perto dos meus dias.

O mundo pode achar estranho que eu ainda celebre,

mas como não festejar a existência de um amor assim?

Continuo casada com a nossa história e com as memórias,

sinto sua presença viva a cada instante, em cada canto,

no silêncio da casa ou no amanhecer que se renova.

Mudou-se o cenário, mas a cumplicidade permanece intacta,

somos e sempre seremos os eternos companheiros de jornada.

Regina Carvalho- 29.6.2026  Pedras Grandes SC

👇Foto tirada em Santa Catarina, onde estávamos passeando quando Deus o escolheu para lhe fazer companhia. Fazer o quê, né?

 A vida não é estática e, muito menos, moldável aos nossos quereres, restando a mim, neste instante, ser apenas grata por tudo.



domingo, 28 de junho de 2026

O QUE É SER LIVRE?

Acordei nesta manhã quase congelada, mas com o coração aquecido pela gratidão. O universo me agraciou novamente com a bendita inspiração. Depois de uma semana escavando a mente em busca de ideias, cá estou. Como diz o ditado: não há bem que sempre dure, tão pouco mal que não se acabe.

A palavra LIBERDADE acordou impressa em letras garrafais no meu inconsciente, pedindo passagem para se expressar. 

Mas precisava de todo esse trololó, Regininha?

Xô, sentimento de culpa ou de inferioridade que insiste em me perseguir! 



 

MAIS UM TEXTO PERDIDO

Desde bem cedinho, quando o céu ainda estava escuro, a chuva fina caía lá fora. Estranhamente, a temperatura amenizou desde que ontem o frio intenso deu uma pausa, o que está sendo maravilhoso.

Tão estranho quanto isso foi o que aconteceu depois de uma semana em que, para conseguir escrever meus textos diários, passei por verdadeiros partos, nos quais alguns levaram um dia inteiro. 

Hoje, ao contrário, acordei animada e imediatamente sentei-me diante do notebook para escrever “NADA É POR ACASO”. Inspirei-me nas minhas superações pessoais e na constatação do quanto cada perrengue ou perda colaborou para eu crescer um pouquinho como pessoa, tornando meu cotidiano paulatinamente mais leve e suave.


O QUE FICA DE NÓS

Cinquenta e quatro anos divididos,

No passo a passo de uma vida inteira.

Hoje o silêncio traz os teus sentidos,

E a saudade é minha companheira.

Não és ausência, és a raiz profunda,

De tudo aquilo que plantamos juntos.

A tua luz em mim ainda inunda,

Meus pensamentos e meus caminhos.

Transformo a dor de não te ter agora

Em mansas frases de carinho e afeto.

Para lembrar quem me lê mundo afora,

O que nos cabe neste plano incerto.

Pois tudo passa, o tempo a tudo consome,

As vaidades perdem o valor.

E o que nos pertence e não some,

É a riqueza do amor.

Cultivo em mim a tua eterna história,

Sabedora que a vida é breve, a matéria é ilusória,

E que o amor sentido é o ínico preciso.

Regina Carvalho- 21.6.2026 Pedras Grandes SC

👇Comemorando os quatro dos dezesseis anos do Jornal Variedade na Pizzaria Água na Boca da sempre querida Maria Ozélia Davies na orla de Ponta de Areia em Itaparica.



sexta-feira, 26 de junho de 2026

DO PALEOLÍTICO AO ANTROPOCENO

A mente humana é um labirinto fascinante e, às vezes, exaustivo. Quando ela resolve girar a mil por hora, o corpo padece na tentativa de acompanhar o ritmo. Não adianta pedir trégua por vontade própria. O universo, sábio e implacável, simplesmente decide nos parar na marra. 

É nessa inoperabilidade forçada, longe da correria da minha rotina matinal de sempre, que me pego mergulhada em documentários de canais fechados. Ali, longe dos caminhos já trilhados e direcionados da grande mídia tradicional, descubro conexões que muitos julgariam inúteis para a nossa pressa cotidiana. Ledo engano. Na verdadeira vivência e convivência humana, absolutamente tudo se relaciona.



 

quinta-feira, 25 de junho de 2026

SEJA LÁ DO QUE FOR...

Quem lembra dos carros antigos que precisavam esquentar o motor para que dessem um bom desempenho? Pois é... Minha mente está se comportando igualzinha, pois há dois dias se recusa a funcionar pela manhã. Que coisa, viu!!! 

Há dois dias tento e somente ontem à noite, e assim mesmo, engasgando, comecei a escrever este texto e logo desisti, afinal, é impossível ficar sem as luvas. Hoje, exatamente agora, o frio é tanto que estou com um pequeno aquecedor direcionado às mãos e, ainda assim, está muito difícil.


quarta-feira, 24 de junho de 2026

O UNIVERSO EM MIM

Quando olho para o céu ou sinto o perfume de uma flor, 

trago o universo pra mim.

Quando ouço o canto de um pássaro ou acompanho o leve voo de uma borboleta, 

trago o universo pra mim.

Quando abraço e digo a alguém que o amo, 

sinto o universo em mim.

Compreendo, então, a ordem secreta do mundo,

onde tudo que chega é parte do meu destino,

não controlo o vento, o tempo ou o segundo,

mas governa em meu peito este amor divino.

Amo o que é me dado, acolho o que se desfaz,

pois o que vem de fora não me pode ferir

na quietude da mente encontro a minha paz,

e no bem do outro escolho me doar e agir.

O laço que nos une é a mesma razão, 

que move as estrelas e faz o rio correr,

amar sem posse, com livre coração,

é o jeito mais nobre e estoico de viver.

Somos fagulhas de um mesmo e imenso altar,

onde a vida flui em perfeita harmonia,

basta aceitar, agradecer e amar,

para ver o infinito pulsar.

Regina Carvalho-23.6.2026 Pedras Grandes SC

Ilustração- IA



segunda-feira, 22 de junho de 2026


 

BOLSONARO-O BURRO CHUCRO QUE DESPERTOU MENTES

Minha mente esteve sempre ligada ao amor e este se estendeu, inevitavelmente, para o bem comum. Não que ela seja especial, mas porque entendeu, desde sempre, que o seu bem-estar nascia e se desenvolvia a partir da sua relação com o todo, a partir de si mesma.

 Isso só seria possível se estivesse amparada pelo seu núcleo familiar, tendo o amparo de uma energia que fosse maior que tudo e que, ainda assim, estivesse permanentemente estruturada pelo amor, respeito e fraternidade, que, mesmo invisíveis, eram absolutamente sentidos.


domingo, 21 de junho de 2026

O MAL CONFUNDE E DESCONHECE LIMITES

Quando passei a ouvir as argumentações do ilustríssimo Juiz do STF, Dr. André Mendonça, ponderando em relação às suas parciais conclusões no processo do Banco Master do qual é relator, confesso que, até então, não havia prestado atenção nele e no seu desempenho. 

Havia outros que se sobressaíam, atraindo para si os holofotes da mídia, acirrando as dúvidas de quem os ouvia, alimentando disputas partidárias e falsas verdades. Todavia, eis que surge o Dr. André, despertando em seus pares sentimentos controversos em seus pareceres jurídicos e que pude alcançar com minha atenção, mesmo desprovida de qualquer maior conhecimento relativo aos trâmites constitucionais nos quais os mesmos se apoiavam.


sábado, 20 de junho de 2026

A OCASIÃO FAZ O LADRÃO

Em seu romance Esaú e Jacó, Machado de Assis oferece a sua visão sobre o ditado popular que afirma que "A ocasião faz o ladrão". Eu concordo com ele, afinal, a ocasião apenas cria o furto, pois o ladrão já nasce feito, já que o caráter e a essência independem da oportunidade.

Acordei pensando que já faz décadas que li essa obra e que ela fez absoluto sentido, até porque meu pai, que foi o homem mais ético que conheci, na época também concordava com o autor. Penso, então, no quanto foi importante o exemplo de meu pai na minha formação como pessoa. 


sexta-feira, 19 de junho de 2026


 


 

POR UM INSTANTE QUE SEJA...

Há muito cheguei à conclusão de que não poderia admitir assistir a produções que pudessem afrontar os meus sentidos mais do que já eram diariamente, através dos noticiários. Afinal, o tudo de ruim já era uma realidade cotidiana aqui e em qualquer outro lugar do mundo. Portanto, qual o sentido de, ainda em meu lazer, buscar esse tipo de conteúdo?

Na minha concepção de saudáveis valores pessoais não coube jamais o feio, o rude e o maléfico, mesmo que travestido da realidade possível de ser constatada ao meu lado. Sempre acreditei que assisti-los era o mesmo que fazer deles uma espécie de elixir de emoções. 


quinta-feira, 18 de junho de 2026

FARDO LEVE...

Neste amanhecer, fui influenciada pelo livro que reescrevi sobre uma mulher extraordinária, que abriu o mundo espiritual para mim. Ontem, graças à amiga Cida Paglarin, recebi a obra em mãos. Pude cheirá-la e senti-la viva. Imediatamente, lembrei-me de outras duas mulheres fundamentais em minha vida. Sou uma privilegiada pela mãe, tia e sogra, cada qual em seu tempo na minha formação de pessoa.

 Além de tê-las comigo, fui capaz de identificar a grandeza de cada uma. Agarrei-me a elas em abraços poderosos, cujos efeitos sinto a cada instante da minha vida, valendo-me deles para suprir toda e qualquer necessidade.


quarta-feira, 17 de junho de 2026

Minha Vida Mediúnica

 Acabei de receber da editora mais este trabalho que escrevi com muito amor, cujos direitos autorais doei para a Irmandade Espiritual Estrela D'Dalva núcleo de São Paulo. Agradeço a amiga e sacerdotisa Cida Paglarin por viabilizar mais este trabalho.

🌹






QUE COISA, VIU!

Voltei a dormir extremamente cedo e a acordar da mesma forma. A consequência é ficar em total falta de sintonia com todo o resto, o que me é desagradável, já que gosto de interagir. 

Este é um problema a ser resolvido. Outra alteração que vem se acentuando é a vontade irresistível de fazer tudo o que antes tinha o cuidado de evitar, com uma desculpa cognitiva de teor mais que convincente: será que estarei viva amanhã? 


terça-feira, 16 de junho de 2026

MIOLOS CONGELADOS

Estou na última meia hora, tomando um pingado diante do aquecedor, enquanto através das mãos tento esquentar minha mente que parece rígida de frio, recusando-se a pensar. 

Como sou teimosa, insisto. Afinal, acordei pensando que nem todo mundo tem a alma adocicada; alguns, inclusive, podem ser bastante amargos. 


segunda-feira, 15 de junho de 2026

EXTRAORDINÁRIA

Acordei nesta segunda-feira friorenta pensando na palavra extraordinária. Então, como sempre faço, busquei inteirar-me de forma mais ampla sobre o seu significado. Até porque, de uns bons tempos para cá, a influência maciça do apenas ordinário travestido de fantástico tem confundido as avaliações críticas dos pouco atentos.

Aliás, esse é um fator altamente preocupante a ser observado. As universidades, que deveriam ser redutos dos exercícios críticos, passaram a ser tão somente mecanismos de indução à nulidade avaliativa. Tornaram-se condutoras dos fluxos existentes a cada momento, além, é claro, dos rasteiros ensinamentos básicos dos conhecimentos gerais. Isso afeta de forma negativa e desastrosa todas as áreas da aplicação de seus parcos conhecimentos.


NA EXATA MEDIDA

Depois que a minha trupe, após uma torcida vibrante em prol da nossa seleção que se apresentou meia boca (fazer o que, né?), rumou para as suas casas, estiquei-me, como de hábito, no sofá. Dormi como uma pata parida. Quando meio que acordei, a novela, o jornal e tudo mais na televisão havia acabado. 

Como uma sonâmbula programada, cheguei até o meu quarto e voltei a dormir. É lógico que, seis horas depois, meu sempre pontual relógio biológico acionou o despertador. Então, cá estou às três desta manhã de domingo, a mil por hora, enquanto, lá fora, tudo se apresenta silenciosamente lento, como se todos dormissem. Mas sei que não é bem assim.


NEM AS RAPIDINHAS SE SALVAM

Estou aqui pensando que acho esta Copa sem tesão. Será? Ou sou eu que espero demais, já que vivi outras tantas em que as vibrações eufóricas continuavam em lembranças inesquecíveis, mesmo depois dos jogos?Como sou uma tremenda irreverente, comparo o entusiasmo do jogo de ontem com aquela rapidinha que todo mundo já deu em algum momento da vida, num intervalo qualquer. Uma situação que entusiasma só de pensar, mas que depois não deixa nada como rescaldo do fogo ardente da paixão.Nossa, dona Regina, essa é uma comparação que se faça?Verdade...


sábado, 13 de junho de 2026

INSTANTE INEGOCIÁVEL...

Pois é, acordei pensando em mim e nos instantes que sempre valorizei. Não porque sou esquisita, mas porque compreendi ainda muito cedo o valor da existência através de cada um deles. Aí, naturalmente ao longo da vida, observando a mim e aos demais, a certeza da importância de cada um deles foi se consolidando.

Neste instante, percebo que meus dedos estão gelados de frio. Então, paro e, no instante seguinte, ligo o aquecedor esperando que nos instantes posteriores eles possam se aquecer.


sexta-feira, 12 de junho de 2026

PÉROLAS DE VIDA

Pois é, depois de escrever um poema para o meu amigo Starita, que está lá pelas bandas da Macedônia, onde Jesus esqueceu as sandálias, em resposta a um seu delicado comentário que expressava a nossa fortíssima ligação de almas, imediatamente pensei nas pérolas. Elas são, sem qualquer dúvida, uma demonstração da existência de Deus e da semelhança que ele imprimiu em suas criações. 

Afinal, se formos atentos, logo perceberemos que somos pérolas que a vida cultiva cuidadosamente, sem que nos deixe faltar insumos absolutamente naturais, como os benditos sentidos que regem nossas ações e reações em conformidade com nosso cérebro, senhor absoluto de um raciocínio pleno.


quinta-feira, 11 de junho de 2026

EU QUERIA SER...

Eu queria ser o vento,

para soprar suavemente no teu rosto,

e sussurrar os segredos

que o meu coração não ousa dizer.

Eu queria ser a chuva,

para tocar a tua pele sem pedir licença,

e lavar qualquer rastro de tristeza

que porventura queira em ti habitar.

Eu queria ser o tempo,

não aquele que afasta ou que destrói,

mas o tempo que eterniza o momento

em que os teus olhos cruzam com os meus.

Mas sou apenas eu,

com esse querer que transborda,

esperando o dia em que você descubra

que tudo o que eu queria ser...

era o teu mundo.

Regina Carvalho- 11.6.2026 Pedras Grandes SC



OBS: Poesia escrita em algum momento de minha ainda juventude, onde a dor do abandono tentou me derrubar, mas que a poeta existente em mim desabrochou, lembrando-me que o amor existente em mim, não necessariamente existia no outro e que eu deveria me bastar com o meu imenso potencial amoroso. Deus não esqueceu de absolutamente nada em sua infinita criação, principalmente em relação a autorregeneração, somente possível a quem busca ao se reconhecer mais um milagre e este, não se desperdiça.

EQUILIBRANDO...

Pois é, desde ontem venho pensando no quanto precisei conter a Regininha impaciente diante de uma jovem atendente. Com um sorriso falso de final de dia de trabalho, em vez de ser delicadamente instrutiva diante da minha visível ignorância médica, ela optou por ficar repetindo, como um papagaio e vez por outra no diminutivo, o discurso decorado de balcão.

Deus, pensei: dai-me tolerância...Afinal, é preciso tê-la 24 horas por dia e isso é exaustivo. Ainda mais para alguém como eu, que me formei através de bases sólidas, onde o respeito era o princípio básico de qualquer movimento humano, inclusive comigo mesma. Antecipávamos a moral e até mesmo o que os outros vão pensar, uma hipocrisia que, na época, era determinante nos ambientes sociais de qualquer natureza.


quarta-feira, 10 de junho de 2026


 

SALVARAM-SE TODOS...

Nesse amanhecer, pensei em escrever sobre a minha forma de escrever, onde a protagonista sempre sou eu. Isso pode parecer uma extrema vaidade, mas aí dei uma pausa e comecei a visualizar algumas postagens. Imediatamente encontrei uma que foi determinante. Afinal, através dela pude compreender que, se apenas me conheço, é natural que (tentando manter a lógica e a ética) eu permaneça focada em mim em relação a tudo mais. Assim, ao me lerem, pode existir um encontro de semelhanças, já que, de uma forma ou de outra, somos todos muito parecidos quando os assuntos são sentimentos e emoções.


terça-feira, 9 de junho de 2026


 

PIEGAS...

Dormi e acordei com a palavra Piegas em minha mente, aliás, para ser mais exata, sentindo-me exatamente assim, piegas em um tempo onde ser descolada é o mínimo que se espera, ainda mais de uma pessoa que atua diariamente nas redes sociais.

Pois é, fazer o quê, se conto nos dedos quem me curte e comenta. No entanto, cá pra nós, não é bem assim, afinal, o número de seguidores só aumenta. Aí, fico pensando que de repente o que escrevo tem adeptos fiéis, mas colar suas imagens à minha faria de cada um deles também um piegas. Pode ser!


segunda-feira, 8 de junho de 2026


 

FATO & REALIDADE

Decididamente, depois de ser bombardeada dias seguidos com os pareceres jurídicos e achismos desta ou daquela pessoa através dos órgãos de comunicação, cá estou, sendo mais uma que desconhece os meandros do processo. 

Busco entender qual detalhe relevante pode ter existido para que uma juíza, em sã consciência humana e jurídica, tenha concedido o perdão a esta senhora. 


domingo, 7 de junho de 2026

PERUA, por que não?

Pois é, pensando bem a culpa é de minha mãe que se esmerava na confecção dos vestidos de cambraia de linho com aplicações de delicadas rendas e pontos de fino bordado que eu detestava, afinal, impedia-me de correr e ser apenas uma criança naturalmente levada e repleta de energias.

Esse travamento moldou a minha forma de ser e de me apresentar, já que incluía no figurino a postura da menina discreta e obediente, sufocando a afoita que morava em mim, que tudo o que gostaria era de poder bater as asas e rodopiar pelos quintais da vida.