Pular para o conteúdo principal

DEPOIS do PSIU, VEM o POIS É...


 Depois de um domingo tranquilo, envolvida em melhorar meu estado físico de profunda exaustão por anos a fio de trabalho e inúmeras atividades ligadas a ele, além de família, estudo, social e etc. e tal, amanheço nesta segunda-feira, como sempre ao som dos meus pássaros que generosos e sistemáticos me brindam com seus sons delicados o que me leva a refletir sobre tudo que vivencio e que me parece relevante.
Longe de ser apenas um hábito, escrevo por que através de minhas expressões de linguagem, trabalho minhas relações cognitivas, abrindo espaço para um aperfeiçoamento postural interno e externo, além de rebobinar os filmes e deles extrair o desnecessário ou pensar à respeito de situações que de tão obvias, passam em sua maioria sem merecerem as suas devidas importâncias.
Desde garota e olha que isto é do tempo do onça, que venho me observando, assim como aos demais, no trato cotidiano da convivência e percebendo lacunas nas sequências comportamentais que deveriam seguir um padrão de lógica que, impedisse os desencontros banais, oriundos de palavras, gestos, silêncios e indiferenças que fazem toda a diferença nos relacionamentos.
Somos distraídos, atribulados, dotados de extrema paixão nas nossas emoções, mas muito frágeis em nossos sentimentos o que nos torna pessoas inseguras, instáveis e muito pouco confiáveis em se tratando de estabilidade pessoal.
Por que estou escrevendo sobre isto?
Talvez porque, isto, faz parte daquilo e juntos em uma somatória de muitos anos e infinitas horas, represente o grande processo destrutivo que sempre arruinou os relacionamentos humanos e que desde cedo, chamou minha atenção e que confesso até os dias atuais, ainda me surpreendem pelas suas formas camuflativas de se recriarem, o que continuam fazendo com que em dados momentos, eu me sinta muito tola.
Penso então no quanto deveríamos ser mais cuidadosos com nossas palavras e posturas, afinal, sempre existe um alguém ou algo muito sensível ao nosso lado, que sequer percebemos, tão ocupados que estamos com nossos projetos pessoais e até mesmo com o nosso sempre tão evidente egocentrismo.
Que neste novo amanhecer para todos nós, sejamos capazes de enxergar apenas um óbvio a nossa volta, sem menosprezar o corriqueiro, oferecendo um abraço à vida que, afinal, parece óbvia, mas não é.
Inspirei-me em uma postagem que dizia:

DEPOIS QUE O LEITE AZEDOU, NÂO ADIANTA FERVÊ-LO.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPRESSÃO CULTURAL

Acreditei estar me especializando na área da observação do comportamento humano e, por toda a minha vida, pensei estar aprendendo tudo quanto poderia, e, no entanto, absorvida com a diversidade infinita que me cercava e totalmente fascinada com o que majestosamente me apresentava a cada instante, me perdi totalmente, e, de repente, assim sem qualquer aviso prévio, vejo-me diante de minha não menos infinita ingenuidade avaliativa e percebo, então, o quanto nada sei em relação a capacidade humana em se adaptar às circunstâncias, ou a buscar posições favoráveis à suas conveniências pessoais de adaptabilidade social.Há alguns anos, venho tentando entender o porque de minha paixão por Itaparica, visto que conheci inúmeros outros locais, não menos bucólicos e acolhedores. E agora, como um raio de luz esclarecedor, posso compreender que em minhas buscas pessoais de aperfeiçoamento, encontrei aqui, neste local encantador, todos os subsídios necessários a um aprendizado mais concreto e expli…

Os professores: Um “novo” objeto da investigação educacional?

Houve um tempo, afinal nem tão distante, em que a função da escola era prioritariamente ensinar disciplinas que contribuíam nos universos de cada criança, despertando-as em suas inclinações naturais, na construção de seu futuro perfil profissional e pessoal.
Também era no ambiente escolar que a criança exercitava a convivência, não só com o contrário, mas principalmente com o diferente, deixando aflorar os ensinamentos oriundos de seu núcleo familiar.
Era comum ouvir-se: “a educação vem do berço”.
E este berço, não necessariamente precisava ser abastado economicamente e muito menos letrado, pois havia os conceitos pré-estabelecidos, onde as posturas respeitavam os limites do alheio, criando-se assim normas socais de conduta, não só externa, mas antes de tudo em meio à própria família.
Nesta época a que me refiro, havia uma distinção entre as atribuições tanto da família como da escola, assim como sob nenhuma circunstância esperava-se do mestre qualquer atributo fosse materno ou paterno, a…

O FALSO BOM SAMARITANO...

Há algumas horas atrás, assistia à uma uma aula de Filsosofia da Educação, onde em determinado momento falávamos em interação com o Professor Wilson sobre justamente a humanização de nós humanos.

Cheguei a argumentar que somos incapazes de atingir esta humanização ideal exatamente por que não somos educados ao entendimento da dimensão de nossa própria existência, nem no conceito individual quanto mais em relação a um todo que sequer conseguimos enxergar e muito menos sentir.

Estamos divididos em três facções vivenciais, ou seja: aqueles que crêem em Deus e são religiosos, aqueles que crêem, mas nao são religiosos, e aqueles que não crêem.

Todos, sem exceção, vagueiam em seus cotidianos sem ter qualquer entendimento real do quanto estão desperdiçando seus minutos presentes e, sem sem se dar conta, permanecem repetindo posturas que em sua maioria no máximo os robotizam, tirando lenta, mas sistematicamente, toda e qualquer potencialidade interior que é capaz de impulsioná-los a se verem com…