Pular para o conteúdo principal

Socorrooo!


 Desde que posso me lembrar, condicionei-me ou fui condicionada a ser a moça bonitinha, gostosinha, certinha, boazinha e, nesta mesma linha, quase sempre consegui, não sem de vez em quando dar uma tremenda derrapada ou rodada de baiana, porque, afinal de contas, também sou filha de Deus e engolir sapos sem poder arrotar, nem que seja de vez em quando, simplesmente, não dá.
Ah! Mas não sei o que é pior....
Se engolir sapos e ter indigestão ou soltar os cachorros e desopilar o fígado, pois em ambos os casos, o gosto amargo permanece por um bom tempo, impedindo no mínimo um hálito agradável.
Será que estes questionamentos são feitos também por você que está me lendo neste momento?
Seria maravilhoso encontrar amigos solidários neste aspecto da convivência, pois assim, não me sentiria tão “Etelizada - ET”, porque ultimamente só tenho encontrado gente certinha, boazinha, bonitinha e felizinha, como eu, levando-me a crer que ninguém mais tem problemas e quando os tem, recebe do Divino a temperança celestial.
Facebook das transformações que ainda não chegaram a mim.
E aí, reside o meu mais novo e cruel problema, pois o Divino parece que se cansou de mim, porque já não consigo ser boazinha e ter posturas tão certinhas, pois na realidade quero mais é mandar o malfeitor de meus sentimentos e emoções ir para “aquele” lugar, isto, quando não me mordo de raiva, por ainda ser “elegantizinha” e não baixar o nível, porque vontade mesmo, eu tenho é de dar porrada, no FDP.
AH! Que dilema, cruel...
Temperança ou babaquice, eis a questão.

Que nesta sexta-feira, consigamos nos livrar nem que seja um pouquinho deste dilema que nos acomete, vez por outra, em que ficamos entre o bom senso e a vontade gritante de não aceitarmos as agressões que nos rodeiam.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPRESSÃO CULTURAL

Acreditei estar me especializando na área da observação do comportamento humano e, por toda a minha vida, pensei estar aprendendo tudo quanto poderia, e, no entanto, absorvida com a diversidade infinita que me cercava e totalmente fascinada com o que majestosamente me apresentava a cada instante, me perdi totalmente, e, de repente, assim sem qualquer aviso prévio, vejo-me diante de minha não menos infinita ingenuidade avaliativa e percebo, então, o quanto nada sei em relação a capacidade humana em se adaptar às circunstâncias, ou a buscar posições favoráveis à suas conveniências pessoais de adaptabilidade social.Há alguns anos, venho tentando entender o porque de minha paixão por Itaparica, visto que conheci inúmeros outros locais, não menos bucólicos e acolhedores. E agora, como um raio de luz esclarecedor, posso compreender que em minhas buscas pessoais de aperfeiçoamento, encontrei aqui, neste local encantador, todos os subsídios necessários a um aprendizado mais concreto e expli…

Os professores: Um “novo” objeto da investigação educacional?

Houve um tempo, afinal nem tão distante, em que a função da escola era prioritariamente ensinar disciplinas que contribuíam nos universos de cada criança, despertando-as em suas inclinações naturais, na construção de seu futuro perfil profissional e pessoal.
Também era no ambiente escolar que a criança exercitava a convivência, não só com o contrário, mas principalmente com o diferente, deixando aflorar os ensinamentos oriundos de seu núcleo familiar.
Era comum ouvir-se: “a educação vem do berço”.
E este berço, não necessariamente precisava ser abastado economicamente e muito menos letrado, pois havia os conceitos pré-estabelecidos, onde as posturas respeitavam os limites do alheio, criando-se assim normas socais de conduta, não só externa, mas antes de tudo em meio à própria família.
Nesta época a que me refiro, havia uma distinção entre as atribuições tanto da família como da escola, assim como sob nenhuma circunstância esperava-se do mestre qualquer atributo fosse materno ou paterno, a…

O FALSO BOM SAMARITANO...

Há algumas horas atrás, assistia à uma uma aula de Filsosofia da Educação, onde em determinado momento falávamos em interação com o Professor Wilson sobre justamente a humanização de nós humanos.

Cheguei a argumentar que somos incapazes de atingir esta humanização ideal exatamente por que não somos educados ao entendimento da dimensão de nossa própria existência, nem no conceito individual quanto mais em relação a um todo que sequer conseguimos enxergar e muito menos sentir.

Estamos divididos em três facções vivenciais, ou seja: aqueles que crêem em Deus e são religiosos, aqueles que crêem, mas nao são religiosos, e aqueles que não crêem.

Todos, sem exceção, vagueiam em seus cotidianos sem ter qualquer entendimento real do quanto estão desperdiçando seus minutos presentes e, sem sem se dar conta, permanecem repetindo posturas que em sua maioria no máximo os robotizam, tirando lenta, mas sistematicamente, toda e qualquer potencialidade interior que é capaz de impulsioná-los a se verem com…