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E aí, de repente...

Será que foi assim tão de repente?
Os sinais vão surgindo a cada dia, um ou talvez alguns e simplesmente vamos desconsiderando, afinal, cremos que necessitamos ir a diante, porque as nossas almas egocêntricas, sufocam a razão impertinente que nos avisa de que é chegada a hora de uma pausa.
Mas aí, assim como de repente, a mente cansada, joga a toalha e deste momento em diante, nada, absolutamente nada, a alma teimosa consegue realizar, arrastando-se, pois não aprendeu a identificar seu próprio limite e tão pouco a escutar sua mente sempre amiga.
A princípio grita, mas depois enfraquecida, mas não menos arrogante, pelos cantos insiste, perguntando chorosa:
Por que deste vazio, estás birrando, sua mente infeliz?
Assim tão de repente, me tiras o chão e ainda covardemente enfraqueces o meu corpo, tirando dela o vigor que sempre me acompanhou.
Que maldade é esta, mente safada e traiçoeira?
Reclamas das tuas compensações?
O silêncio se instala e nenhuma resposta se ouve além é claro do gemido doído desta alma vaidosa de sua própria valentia em acreditar ser mais forte que a razão.
E então, assim como de repente, se vê só e enfraquecida, perdida em um labirinto de muitos caminhos que não lhe trazem sentido, estímulo ou mesmo tesão.
De um certo instante em diante, as luzes se apagam e a exaustão se instala e por mais que a alma teimosa insista em trocar as lâmpadas, nada acontece, porque, afinal, o defeito é na fiação.
E aí, ao romper-se o elo, o curto acontece, trazendo um apagão que desnorteia, induzindo a alma a acreditar surpresa, que tudo aconteceu, assim de repente...
Que nesta sexta-feira de final de novembro em que ainda podemos usufruir da primavera, consigamos ouvir e considerar nossa mente amiga, que insistente nas razões que nos amparam, resiste bravamente às investidas inconsequentes de nossas almas, sempre muito vaidosas.

Um enorme beijo desta alma vaidosa que mesmo enfraquecida, ainda encontra forças para lhe desejar, um dia de paz na companhia de sua sempre amiga, razão.

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