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É BONITA...


Quando a lembrança da finitude me toca, penso logo em tudo quanto vou deixar de enxergar e sentir, penso logo nas pessoas e nas coisas maravilhosas com as quais convivi até o momento, e ao invés de sentir tristeza, sorrio, ainda pensando que por estar viva, só a capacidade de recordar, fazendo de cada lembrança uma oração de agradecimento, também me inspira a buscar novas e entusiasmadas esperanças de que a minha finitude, não tenha pressa.
Penso nela, como uma viagem que um dia não poderei mais adiar e, então, sinto uma estranha pressa interior que estimula todo o meu ser em querer a, cada instante, apenas vivenciar o melhor, fazendo de minhas vontades espertas selecionadoras de qualidade que me sejam afins, não me permitindo, seja conscientemente ou não, abraçar o inadequado, numa bendita compreensão de que a minha permanência nesta expressabilidade de vida, só vai diminuindo e, com certeza, não posso perder tempo algum.
Penso também nos abraços e nos beijos, nos sorrisos e nos acenos que recebo a cada dia, num somatório fantástico, com os quais me viciei a conviver e que, sem dúvidas, são os responsáveis diretos pelas minhas opções diárias, fazendo-me seguir sem titubear pelas veredas da absoluta tranquilidade em só desejar a cada milionésimo de segundo a estar em êxtase com os meus sentimentos, direcionando-os sempre a esplêndidas perspectivas, pois não posso, ainda, abrir mão desta minha permanência que, afinal, é bonita, é bonita e é bonita.
Hoje, por exemplo, vou visitar duas lindas criaturas que fazem parte deste meu universo de permanência existencial e para comemorar a primavera que chega amanhã, sorrindo, levarei para elas, flores, expressão completa de minha alegria por estar viva e poder com elas conviver.

Para você que, pacientemente, leu os meus pensamentos, mando uma rosa imaginária, na cor de sua preferência, desejando um dia de muita luz e que a primavera, amanhã, chegue também para você para lembrá-lo com alegria de que a vida é bonita, é bonita e é bonita.

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