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VENTO MARINHO

O farfalhar agitado dos coqueiros chamou minha atenção, principalmente, pois com ele, veio também o vento fresco do amanhecer marinho que sem qualquer cerimônia foi adentrando pela casa, chegando-se até a mim que, já sentada e debruçada em minha mesa de reflexões ao pé da janela da sala,vi-me envolta num prazer inigualável que, imediatamente, fez-me agradecer a Deus por estar ouvindo e sentido a mais autêntica de suas manifestações, que na maioria das vezes, nos alerta para o que verdadeiramente importa em nossos universos pessoais.
Seguindo este raciocínio penso nas pessoas e, novamente, preciso agradecer, porque, afinal, tenho aprendido com as manifestações da natureza que de tudo e de todos sempre é possível nos alimentarmos de sabedoria e amor, bastando tão somente enxergarmos o melhor que ela apresenta, extraindo egoisticamente parte de suas riquezas para completar a nossa própria, assim como doarmos um pouco do nosso melhor para o enriquecimento do outro, pois nesta troca de qualidades, aperfeiçoamos os nossos melhores e enfraquecemos o que, infelizmente, trazemos de rançoso e que certamente a muitos não agrada.
Desta vez, o vento que farfalhou os coqueiros, árvores e até mesmo agitou os passarinhos, não veio sozinho, trouxe consigo uma rápida e refrescante chuva, talvez para nos lembrar que não há sol que sempre dure e tão pouco chuva que permaneça, afinal, o intercalar de ambos, nutre a vida e a todos nós.
Que neste domingo, já tão próximo do Natal, esqueçamos um pouco dos presentes comprados e nos encantemos com as nossas próprias realidades, presentes da vida, que o nosso bom Deus interior nos garante a cada instante, se focados no essencial estivermos.
Um beijo repleto do que sinto ser o meu melhor, assim como o meu mais profundo agradecimento pelo melhor de cada amigo online ou presencial que me tem sido oferecido.
E assim, juntinhos e irmanados somos capazes de por mais tempo possível considerar a vida bonita e bonita na sua alternância e aparente instabilidade.

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