Pular para o conteúdo principal

SUCESSO – SEMPRE MUITO RELATIVO

A tarde está dando passagem à noite desta sexta-feira pós carnaval e do finalzinho do verão que foi extremamente gratificante, repleto de comemorações religiosas e profanas que coloriram a nossa querida Ilha de Itaparica e, é claro, cá estou quietinha no meu canto, pensando e pensando em tudo que venho vivendo ao longo de minha vida e, no quanto esta tem sido surpreendente, dando a mim um profundo sentido interior de permanente sucesso, apesar de no percurso muito eu ter perdido em bens materiais e, em alguns momentos, sequer acreditar que seria possível atravessar as nuvens pesadas e escuras que insistiam em nublar os esforços empreendidos. Pensava comigo mesma: tudo há de passar, não posso esmorecer e nesta constante estimulação que, confesso, jamais soube exatamente de onde vinha, fui tocando a vida e recebendo inúmeras graças que chegavam através de portas e janelas que se abriam, levando-me a armazenar com muito carinho infinitas vitórias existenciais, numa sucessão de altos e baixos, que foram deixando pelo caminho perfumes e aromas de uma vivência extremamente rica e abastecida de sucessos. Há quem meça seus próprios sucessos através do patrimônio expressivo ou de toda e qualquer forma de luxo e riqueza, poder e glórias, outros por conseguirem manter suas vidas dentro de padrões de equilíbrio financeiro, outros ainda, buscam a vida junto a natureza, despojados de quase tudo sistêmico, afinal, “cada cabeça uma sentença”. Todavia, em regra geral, somos induzidos a apreciar, desejando o brilho que reluz. Penso então, que como todo mundo, contabilizo meu sucesso e aí, que bom, são tantos que eu precisaria de muitas laudas para descrevê-los, portanto, vou resumir, mostrando o meu último sucesso, que veio através da generosidade de uma pessoa que ao ouvir um apelo que fiz, em prol de outra pessoa, através da Rádio Tupinambá, atendeu imediatamente. Afinal, sucesso é também ser intermediária entre quem precisa e o que tem para oferecer. Deixo aqui o meu mais sincero agradecimento a amiga Celma Santos, que também é nossa amiga no face, pelo carinho e generosidade em ofertar uma “Cadeira de Rodas” para uma linda pessoa que, no momento, dela muito necessita, rogando a Deus todas as bênçãos para ambas. A noite chegou de mansinho e encontrou meu coração em estado de graça.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPRESSÃO CULTURAL

Acreditei estar me especializando na área da observação do comportamento humano e, por toda a minha vida, pensei estar aprendendo tudo quanto poderia, e, no entanto, absorvida com a diversidade infinita que me cercava e totalmente fascinada com o que majestosamente me apresentava a cada instante, me perdi totalmente, e, de repente, assim sem qualquer aviso prévio, vejo-me diante de minha não menos infinita ingenuidade avaliativa e percebo, então, o quanto nada sei em relação a capacidade humana em se adaptar às circunstâncias, ou a buscar posições favoráveis à suas conveniências pessoais de adaptabilidade social.Há alguns anos, venho tentando entender o porque de minha paixão por Itaparica, visto que conheci inúmeros outros locais, não menos bucólicos e acolhedores. E agora, como um raio de luz esclarecedor, posso compreender que em minhas buscas pessoais de aperfeiçoamento, encontrei aqui, neste local encantador, todos os subsídios necessários a um aprendizado mais concreto e expli…

Os professores: Um “novo” objeto da investigação educacional?

Houve um tempo, afinal nem tão distante, em que a função da escola era prioritariamente ensinar disciplinas que contribuíam nos universos de cada criança, despertando-as em suas inclinações naturais, na construção de seu futuro perfil profissional e pessoal.
Também era no ambiente escolar que a criança exercitava a convivência, não só com o contrário, mas principalmente com o diferente, deixando aflorar os ensinamentos oriundos de seu núcleo familiar.
Era comum ouvir-se: “a educação vem do berço”.
E este berço, não necessariamente precisava ser abastado economicamente e muito menos letrado, pois havia os conceitos pré-estabelecidos, onde as posturas respeitavam os limites do alheio, criando-se assim normas socais de conduta, não só externa, mas antes de tudo em meio à própria família.
Nesta época a que me refiro, havia uma distinção entre as atribuições tanto da família como da escola, assim como sob nenhuma circunstância esperava-se do mestre qualquer atributo fosse materno ou paterno, a…

O FALSO BOM SAMARITANO...

Há algumas horas atrás, assistia à uma uma aula de Filsosofia da Educação, onde em determinado momento falávamos em interação com o Professor Wilson sobre justamente a humanização de nós humanos.

Cheguei a argumentar que somos incapazes de atingir esta humanização ideal exatamente por que não somos educados ao entendimento da dimensão de nossa própria existência, nem no conceito individual quanto mais em relação a um todo que sequer conseguimos enxergar e muito menos sentir.

Estamos divididos em três facções vivenciais, ou seja: aqueles que crêem em Deus e são religiosos, aqueles que crêem, mas nao são religiosos, e aqueles que não crêem.

Todos, sem exceção, vagueiam em seus cotidianos sem ter qualquer entendimento real do quanto estão desperdiçando seus minutos presentes e, sem sem se dar conta, permanecem repetindo posturas que em sua maioria no máximo os robotizam, tirando lenta, mas sistematicamente, toda e qualquer potencialidade interior que é capaz de impulsioná-los a se verem com…