quarta-feira, 8 de agosto de 2012

REFLETINDO

Sozinha neste meu cantinho de criação, penso na minha imensa responsabilidade em falar diariamente por duas horas consecutivas para um sem número de pessoas que, mesmo inconscientemente, esperam de mim parâmetros comportamentais, e aí, tremo só em imaginar que preciso a cada instante reciclar-me, arestando vícios de posturas que, hoje, nesta nova realidade de minha vida profissional, já não tem espaço.

Penso então que na medida em que nos tornamos pessoas públicas, a ética profissional deve vir acompanhada por todo o tempo de uma estética pessoal que seja coerente com as expectativas daqueles a quem nos dirigimos seja em que área esteja de visibilidade pública.

Olho ao redor e sinceramente me assusta tantas distorções de todas as naturezas nas posturas políticas e me pergunto se tudo é real e normal ou se eu é que estou fora de uma sintonia contemporânea, apegada a valores retrógados, fora de moda, sem qualquer utilidade ou reconhecimento nos dias atuais.

Percebo uma arruaça vinda do canteiro e então, ao voltar-me, lá estão eles, lindos, leves, absolutamente livres, plainando diante de meus olhos em um bailado encantado, como que querendo consolar-me através do brilho de suas existências gratificantes de esplendorosos beija-flores.

Bendita, portanto, a consciência que não me escapa, o desejo de fazer o melhor que me acompanha e a certeza absoluta de que nada sei e que preciso sempre estar aprendendo, inspirando e induzindo a mim e aos demais a não desistirmos em crer que o belo, o respeitoso e o sério na convivência são imprescindíveis e que quando nos tornamos públicos, transformamo-nos em espelhos nos quais os demais se visualizam.





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