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O CONTRADITÓRIO



Penso, neste instante, em um novo sábado que amanhece e no quanto tenho aprendido ao longo da minha vida com todo aquele que de mim discordou em algum momento, pois me deu a oportunidade de refletir sobre novos ângulos de visão, possibilitando-me um enorme crescimento pessoal e intelectual.

Quem não sabe ouvir outra versão de um mesmo fato, quem não consegue enxergar um traçado novo para o mesmo caminho, quem não se permite sentir novos e surpreendentes arrepios, mesmo que contraditórios ao seu, jamais saberá valorizar a diversidade que o cerca, perdendo assim o privilégio de saber o quanto o diferente pode ofertar de subsídios para que a vida seja mais completa e rica de conhecimentos.

E aí, em meio a esta reflexão, oriunda das muitas emoções novas com as quais convivi nesta semana de agosto, onde dizem que as bruxas ficam soltas, penso na fragilidade dos relacionamentos que venho observando entre pessoas que deveriam ter como única e maior preocupação manterem-se unida aos seus demais, mesmo discordando, para que juntas pudessem somar em prol de outras tantas mais.

Entretanto, como fazer deste ideal uma prática cotidiana se somos induzidos pelo sistema, que cada vez está mais cruel e impiedoso, a por todo tempo  competir, enxergando, no outro, não apenas mais um concorrente que nos estimula e com o qual podemos aprender a superar nossos aparentes limites, mas, sim, um inimigo a ser vencido e, se possível, destruído?

Do outro lado de nossas convicções, sejam elas de que naturezas forem sempre existirá um argumento novo que, se soubermos observar com a devida atenção, no mínimo nos dará recursos argumentativos para que mantenhamos a rigidez das nossas, abrindo assim um leque enorme, inclusive e principalmente de tolerância que nos garantirá a possibilidade constante de não incorrer no erro de nos tornarmos os donos das verdades nas quais nos ancoramos como porto de segurança pessoal.

O melhor para mim, com certeza, não pode ser o pior para você.

Pense nisto, neste sábado em que ambos estamos VIVOS!


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