Pular para o conteúdo principal

QUE SURRA, MAMÃE...

Contrariando a lógica eleitoral brasileira que, definitivamente, fechou o ciclo do PT, certamente por um bom tempo em nosso país, o povo de Itaparica, sem qualquer cerimônia, leva-a ao pódio da Prefeitura também sem nenhum preconceito, o que me leva a constatar que, sempre soberano, o povo voltou as costas para a realidade e optou por escolher a sua imagem e semelhança, jogando por terra qualquer receio de ser feliz, a exemplo de Lula em 2002. Penso, então, que vence o que constrói a melhor imagem e, certamente, a Professorinha Marlylda desenhou para si ao longo dos últimos oito anos e com suas memoráveis derrotas um bom aprendizado, o perfil perfeito, onde o amor supera qualquer dificuldade, principalmente rejeição em se tratando de apoios financeiros e sombras misteriosas que a partir de 1º de janeiro se apresentarão aos poucos, disfarçadamente, como sempre foi feito, tanto cá como acolá, através da coleta de lixo, do calçamento, passeios e de qualquer outra entrada financeira donde poderá manter a chave invisível ao povo de suas sempre bem sucedidas manobras. Rapaz... que surra, e pensar que finalmente Itaparica terá a chance de ser salva e seu povo de se sentir recompensado com ruas calçadas e iluminadas, atracadouros, praças e uma infinidade de recompensas há décadas esperadas. As crianças e idosos, assim como os especiais, terão certamente amplo amparo com criação de nova rede de acolhimento e proteção social e, mesmo com a perda de recursos federais, o bom Deus não os abandonará, provendo a cada instante, porque afinal Deus é fiel. Aleluia Senhor, meu lombo arde pelas 8.800 chibatadas recebidas no dia de ontem. Valeu o bom combate em favor do meu direito de escolha.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPRESSÃO CULTURAL

Acreditei estar me especializando na área da observação do comportamento humano e, por toda a minha vida, pensei estar aprendendo tudo quanto poderia, e, no entanto, absorvida com a diversidade infinita que me cercava e totalmente fascinada com o que majestosamente me apresentava a cada instante, me perdi totalmente, e, de repente, assim sem qualquer aviso prévio, vejo-me diante de minha não menos infinita ingenuidade avaliativa e percebo, então, o quanto nada sei em relação a capacidade humana em se adaptar às circunstâncias, ou a buscar posições favoráveis à suas conveniências pessoais de adaptabilidade social.Há alguns anos, venho tentando entender o porque de minha paixão por Itaparica, visto que conheci inúmeros outros locais, não menos bucólicos e acolhedores. E agora, como um raio de luz esclarecedor, posso compreender que em minhas buscas pessoais de aperfeiçoamento, encontrei aqui, neste local encantador, todos os subsídios necessários a um aprendizado mais concreto e expli…

Os professores: Um “novo” objeto da investigação educacional?

Houve um tempo, afinal nem tão distante, em que a função da escola era prioritariamente ensinar disciplinas que contribuíam nos universos de cada criança, despertando-as em suas inclinações naturais, na construção de seu futuro perfil profissional e pessoal.
Também era no ambiente escolar que a criança exercitava a convivência, não só com o contrário, mas principalmente com o diferente, deixando aflorar os ensinamentos oriundos de seu núcleo familiar.
Era comum ouvir-se: “a educação vem do berço”.
E este berço, não necessariamente precisava ser abastado economicamente e muito menos letrado, pois havia os conceitos pré-estabelecidos, onde as posturas respeitavam os limites do alheio, criando-se assim normas socais de conduta, não só externa, mas antes de tudo em meio à própria família.
Nesta época a que me refiro, havia uma distinção entre as atribuições tanto da família como da escola, assim como sob nenhuma circunstância esperava-se do mestre qualquer atributo fosse materno ou paterno, a…
SURREAL, na falta de uma palavra mais adequada para definir o espetáculo das diferenças sistêmicas que se apresentou no Paço municipal de Itaparica, nesta manhã de 15 de janeiro de 2018, quando da posse da nova Secretária de saúde, senhora Estela de Souza. Minhas observações são resultadas de um espanto generalizado de uma representação pra lá de inimaginável em uma terra abandonada pelos poderes públicos e que, como resultado, fez nascer e se desenvolver um povo acanhado, sofrido e marginalizado, incapaz de ter voz ativa associado à sensatez da busca do que acredita ser os seus direitos. Enquanto, uma elite frajola, elegante, cheirosa e desconhecida à cidade e ignorante das reais necessidades da mesma, discursava no salão imperial, aplaudindo a si mesmo, meia dúzia de oposicionistas gritavam palavras de ordem em nome de um povo acovardado que se escondia atrás de muros e janelas, incapazes de ter voz ativa, além do anonimato das esquinas, bares e corredores, numa expressividade indubi…