quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Que maravilha!!!

E de repente, agorinha, me dei conta de que não posso correlacionar o nome com a fisionomia da maioria das pessoas com as quais tenho dividido a maior parte de meu tempo nos últimos quatorze anos. Nos últimos tempos, tudo que fiz, foi conversar com um sem número de pessoas, através da minha capacidade imaginativa. No início na Rádio, o hábito me fazia tentar mentalmente desenhar o perfil fisionômico de cada ouvinte, mas gradativamente, sem me aperceber, fui perdendo-o, acredito que isto ocorreu justamente pela intimidade que foi se formando, não importando, portanto, de como era a pessoa em questão, pois tudo que era fundamental, me era passado através de sua voz, ao ponto de ser possível captar seu estado de espírito, tão somente, pela forma dela dizer: - Bom dia, Dona Regina. Mas eles, meus ouvintes, sempre souberam como eu sou e esta conscientização me foi possível no dia da eleição, quando pela manhã, saí para votar e depois percorrer as demais zonas eleitorais nas diversas comunidades, recebendo inúmeros abraços, beijinhos carinhosos e acenos alegres de pessoas que jamais havia visto, mas que sabiam o meu nome e algumas, até mesmo, peculiaridades de minha vida. Lá pelas tantas, depois que cheguei em casa, almocei e deitei no meu sofá para descansar, percebi que eu estava em absoluto estado de paz, afinal, ali naquele dia, encerrava-se uma etapa, onde eu tinha a certeza de que havia doado de mim o meu melhor em prol de meus candidatos e, se não bastasse, ainda tinha recebido das pessoas, supostamente “desconhecidas”, o calor humano bendito que alimentou e fez desenvolver em mim o maravilhoso senso de pertencimento que durante toda esta minha permanência em Itaparica, fez de mim uma criatura a cada dia mais em paz consigo mesma. Penso também neste momento que o facebook é responsável em parte por eu, através dos últimos anos, vir a conhecer pessoas de idades e cidades diversas, mas com as quais, troco ideias e ideais, divido sorrisos e ganhos, assim como, partilho dores e perdas de várias naturezas, sentimentos sempre presentes nas realidades cotidianas de todos nós, fazendo-me também constatar que a tecnologia em minha vida veio para reforçar valores, adicionando amplitude a minha mente e ao meu espaço vivencial. E aí, como faço da analogia um também hábito constante, penso que mais que ir votar no domingo, também tive a oportunidade incrível de compreender na prática que eu não estava errada e que o “meu Deus” reside em mim e, através dele, sou capaz de enxergar o “Bendito Deus” que reside dentro de cada pessoa que interage comigo, mesmo que eu, nunca tenha visto suas fisionomias, pois nossas vibrações energéticas formam um cordão interminável de afinidades, onde os carinhos e atenções refletem vida, e esta, alimenta e nutre mais vida, num ciclo bonito, forte e resistente de mais e mais vida, sempre muito amorosa. E aí... que maravilha é viver!!!!!

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