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OLHANDO PARA TRÁS...

Jamais me foi dito que as decisões na minha caminhada vivencial seriam fáceis ou difíceis. Na juventude, fui percebendo que a maioria das minhas opções eram muito doloridas, afinal, as descartadas deixavam-me o gosto duvidoso da perda por se apresentarem imprescindíveis. Na medida em que fui amadurecendo, creio que de forma intuitiva, passei a buscar no passado opções descartadas e, para a minha surpresa, sempre existiu uma imensa dificuldade em lembrar-me delas. E então, aos poucos, fui me conscientizando do absurdo da perda de tempo e energias vitais à minha saúde e alegria de viver, achando que sem isto ou aquilo, este ou esta, tudo deixaria de existir ou que eu não poderia viver sem. Que coisa, hein!!!! Passei então a olhar o passado e minhas opções com todo o meu carinho, pensando que o descartado teve o seu tempo certo em minha vida e o que retive verdadeiramente me pertencia, até mesmo, quando me fez sofrer, num aprendizado contínuo, afinal, nada é para sempre, tudo tem um tempo determinado na conjuntura de minhas opções. Cada nó que se desfez, liberou espaço para uma maior liberdade evolutiva, melhorando o meu estágio existencial. Fazer opções não é fácil, mas pode ser terrivelmente difícil, se não for compreendido que tudo passa, que tudo sempre passará, menos a importância do usufruir com plenitude cada instante presente.

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