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Pois é, o domingo está chegando ao fim e já estou pensando em subir para estirar-me em minha gostosa cama para o merecido descanso, não sem antes deixar registrado a minha profunda tristeza por ter vivido mais um dia sem conseguir deixar de assistir, seja na TV, seja nas redes sociais, o festival de canalhices emocionais que algumas pessoas( e este número tem crescido assustadoramente), distribuem como troféus do absurdo umas com as outras e que nos atinge sorrateiramente, minando nossos humores, destampando recordações desagradáveis, cutucando em nossas feridas e frustrações e nos induzindo a copiá-las e se não estivermos bem atentos, “pimba”, passamos a ser mais um a engrossar o time dos agressivos sociais, reforçando o coro de que a vida deve ser levada no “olho por olho, dente por dente”. Pense nisto antes de aplaudir o abusado, o entrão que na realidade são os canastrões existenciais que fazem de si, espadas afiadas que vão ao longo de suas vidas, ceifando o belo, o singelo, o apenas real direito de cada um de ser o que é. O canastrão precisa aparecer de qualquer forma e não mede esforços, assim como não poupa ninguém, dependendo tão somente, dos seus interesses momentâneos. Aplaudi-los é o mesmo que os temer, tudo quanto se esforçam em representar. Ignorá-los é o único recurso de sobrevivência, pois deixar-se enredar por eles é decretar submissão continuada com direito também contínuo de se sentir violado. Ah! Envelhecer tem destas coisas... Enxergamos o óbvio com o conhecimento de outras experiências já vividas.

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