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COMUNICADO- Revendo posição

COMUNICADO- Revendo posição
O melhor que o acúmulo de idade me ofereceu foram as experiências, que se seguiram  a cada ano e a cada observância que fui capaz de armazenar, justo para que chegasse nesta altura da vida, sendo capaz de rever posições e de fazer análises críticas de mim mesma e dos meus reais propósitos.
Logo pela manhã, entusiasmada com os recentes acontecimentos nacionais, vi despertar em mim, velhos e estruturados ideais em relação aos benefícios sociais que bem sei serem possíveis de serem implantados em minha tão querida, Itaparica.
Movida pelo velho espírito do que foi outrora uma jovem empenhada em lutar por tais ideais, imediatamente, abracei a ideia, assim como comecei a mobilizar os amigos e simpatizantes das causas sociais. Entretanto, enquanto participava da minguada mobilização na Praça de Mar Grande e fazendo minha mente treinada a pensar e traçar paralelos pude então, compreender que este não seria pelo menos o meu caminho a seguir, já que ficou claro, absolutamente transparente que, em meu discurso em defesa dos mais sofridos, não havia lugar para qualquer pensamento partidário, assim como também ficou esclarecido para mim, o quanto é difícil arregimentar pessoas com este meu perfil, já que em Itaparica, não existe meio termo, pois pela tradição cultural, as pessoas são contra ou a favor, justo por quase não existir a capacidade em ser-se isento de qualquer tipo de partidarismo.
Em meu discurso, não existe interesses ligados à vaidade, ao ganho financeiro ou a defender qualquer candidato por crer que ele “seria” o ideal, pois ideal para mim é sempre justo aquele que o povo escolheu e é com ele, que devo procurar soluções em função do bem comum.
Como uma escudeira, estarei sempre na defesa do atual prefeito, o sr. Raimundo da hora, como estaria com qualquer outro que estivesse no poder, não por que lhes deva algo ou pretenda algo, mas porque ele foi legitimamente eleito pelo povo, independentemente do número de votos que fizeram a diferença no último pleito e porque é dele que devo cobrar, mas acima de tudo, convencê-lo a parceirar para que, juntamente com a compreensão, participação e acima de tudo inteligência de ambos os lados, possamos verdadeiramente fazer a diferença, acabando, aí sim, com o simbiótico vício dos políticos  e servidores públicos, que os cercam que por todo o tempo querem levar vantagens, com o mau hábito da população que faz da prefeitura, solução de vida e com a deseducação de acharmos que nada nos cabe, além de reclamar por todo o tempo, sem verdadeiramente apresentarmos um minuto de nossa interação, nem que seja cuidando do nosso metro quadrado que se expressa por exemplo , no cuidado que deveríamos ter com o armazenamento de nosso próprio lixo, manutenção de nossas calçadas, participação nas audiências da Câmara, pagamento de nossas taxas e impostos, apoio aos professores e trabalhadores da escola de nossa comunidade, formando grupos de discussões que se transformam naturalmente em comissões representativas, enfim, cruzamos os braços, nos acovardamos e deixamos o barco correr, para apenas como expectadores, vermos o tudo que precisamos para termos uma razoável qualidade de vida, ir afundando num mar de fofocas, lamas, ratos, doenças e depredações de todos os níveis.
Não acredito em Salvadores da Pátria, mas viverei acreditando até o meu último suspiro, no quanto, cada pessoa através de seu trabalho, sua postura e seu envolvimento em prol dos demais, pode realizar de grandioso.
Agradeço a todas as manifestações de apoio ao que seria um encontro em prol de uma “Itaparica mais humana”, onde eu participaria e coloco-me a disposição através da rede  social e da Rádio TupinambáFM, 87.9  com a qual, volto ao ar, às 16 horas com o SHOW DA TARDE, onde como de costume, faço com que a sua voz seja não só ouvida, mas acima de tudo considerada pelas autoridades que legitimamente nos representa. Rogando também que meus amigos e simpatizantes das causas sociais, continuem em seus caminhos e verdades pessoais, pois acredito também que somente nos expressando é que nos sentimos verdadeiramente existindo.

Um beijo no coração de todos, especialmente em minhas queridas amigas Rosa Moura e Tereza coelho, assim como do meu amigo Françõis Starita.

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