Pular para o conteúdo principal

O BLÁ, BLÁ, BLÁ de todos os dias.

Impressionante, o quanto somos pessoas difíceis de conviver umas com as outras, e diante deste quadro, como esperar que viessemos a ser melhores na convivência com o todo restante, penso então, que no mínimo por todo o tempo estamos diante de perspectivas pra lá de remotas, daí os constantes fracassos, seguido das mutilações ao nosso próprio meio ambiente, diminuindo desta forma toda e qualquer sobrevivência a prazos reduzidíssimos.
Lamentamos pelos conflitos de qualquer natureza nos quais tomamos conhecimento e somos capazes de, como mestres doutores, sabermos exatamente como poderiam ser evitados, todavia, nada jamais fazemos, apenas comentamos como se o quadro que se apresenta, fosse tão somente surreal desconectado de uma realidade próxima, como uma ficção.
Bloqueamos a constatação da realidade, num nítido processo de proteção mental, fazendo prosperar simulações convincentes e, em sua maioria, repletas de embasamento lógico, mas que nada produzem em termos de ações subsequentes, mas deixando em nós uma sensação de conforto, amparo psicológico, onde nos sentimos como que protegidos, justo porque nos convencemos de que, se o fato estivesse ocorrendo conosco, certamente saberíamos como agir.
Esta premissa é falsa, pois na realidade, como se trata de uma ficção em nosso processo assimilativo, não cremos verdadeiramente que o mesmo possa conosco ocorrer, daí a surpresa muito assustadora, quando acontece.
Esta é a mais constante simbiose social, possível de ser observada e se enquadra em qualquer nível da convivência humana.
E ainda tem quem afirme ser capaz de assegurar um caminhar equilibrado e lúcido, prevendo isto ou aquilo, tendo autoridade pessoal para resolver ou enfrentar qualquer situação que lhe pareça conflitante ou ameaçadora.
Será mesmo?
Pense nisto, antes de tão facilmente colocar a sua imaginação em prol da solução de problemas que afligem os demais.
Antes de ser capaz de ter respostas ponderadas às dúvidas alheias.

Antes de considerar que o raio só cai no terreno alheio, por que se fosse no seu, blá, blá, blá, blá.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPRESSÃO CULTURAL

Acreditei estar me especializando na área da observação do comportamento humano e, por toda a minha vida, pensei estar aprendendo tudo quanto poderia, e, no entanto, absorvida com a diversidade infinita que me cercava e totalmente fascinada com o que majestosamente me apresentava a cada instante, me perdi totalmente, e, de repente, assim sem qualquer aviso prévio, vejo-me diante de minha não menos infinita ingenuidade avaliativa e percebo, então, o quanto nada sei em relação a capacidade humana em se adaptar às circunstâncias, ou a buscar posições favoráveis à suas conveniências pessoais de adaptabilidade social.Há alguns anos, venho tentando entender o porque de minha paixão por Itaparica, visto que conheci inúmeros outros locais, não menos bucólicos e acolhedores. E agora, como um raio de luz esclarecedor, posso compreender que em minhas buscas pessoais de aperfeiçoamento, encontrei aqui, neste local encantador, todos os subsídios necessários a um aprendizado mais concreto e expli…

Os professores: Um “novo” objeto da investigação educacional?

Houve um tempo, afinal nem tão distante, em que a função da escola era prioritariamente ensinar disciplinas que contribuíam nos universos de cada criança, despertando-as em suas inclinações naturais, na construção de seu futuro perfil profissional e pessoal.
Também era no ambiente escolar que a criança exercitava a convivência, não só com o contrário, mas principalmente com o diferente, deixando aflorar os ensinamentos oriundos de seu núcleo familiar.
Era comum ouvir-se: “a educação vem do berço”.
E este berço, não necessariamente precisava ser abastado economicamente e muito menos letrado, pois havia os conceitos pré-estabelecidos, onde as posturas respeitavam os limites do alheio, criando-se assim normas socais de conduta, não só externa, mas antes de tudo em meio à própria família.
Nesta época a que me refiro, havia uma distinção entre as atribuições tanto da família como da escola, assim como sob nenhuma circunstância esperava-se do mestre qualquer atributo fosse materno ou paterno, a…

O FALSO BOM SAMARITANO...

Há algumas horas atrás, assistia à uma uma aula de Filsosofia da Educação, onde em determinado momento falávamos em interação com o Professor Wilson sobre justamente a humanização de nós humanos.

Cheguei a argumentar que somos incapazes de atingir esta humanização ideal exatamente por que não somos educados ao entendimento da dimensão de nossa própria existência, nem no conceito individual quanto mais em relação a um todo que sequer conseguimos enxergar e muito menos sentir.

Estamos divididos em três facções vivenciais, ou seja: aqueles que crêem em Deus e são religiosos, aqueles que crêem, mas nao são religiosos, e aqueles que não crêem.

Todos, sem exceção, vagueiam em seus cotidianos sem ter qualquer entendimento real do quanto estão desperdiçando seus minutos presentes e, sem sem se dar conta, permanecem repetindo posturas que em sua maioria no máximo os robotizam, tirando lenta, mas sistematicamente, toda e qualquer potencialidade interior que é capaz de impulsioná-los a se verem com…