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Sempre surpreendente


Na qualidade de filósofa social e pesquisadora dos comportamentos humanos, sinto-me gratificada à cada aspecto que consigo identificar, sem, no entanto, deixar de me surpreender e, em muitas ocasiões, sinto uma ponta de desânimo que logo supero, pois recorro ao bom senso quanto ao entendimento de que, afinal, as pessoas são únicas e absolutamente diferentes, e que esta diversidade nem sempre é resultado de culturas diferenciadas que determinam valores e estes posturas sociais, assim como cada uma representa uma forma exclusiva quanto a absorção, filtragem e, por fim, entendimento das infindáveis informações e induções recebidas pelo sistema, criado e mantido por cada uma delas.

Confesso que em determinados momentos, ainda fico surpreendida, buscando imediatamente o entendimento através de uma pesquisa sobre a criatura em questão em seu histórico de vivência, sem, no entanto, em momento algum ter encontrado uma única explicação que me parecesse lógica à uma justificativa de determinadas posturas, levando-me a uma conclusão dolorosa de que as criaturas agem em determinadas situações de acordo com suas naturezas, que se apresentam sempre mais poderosas que quaisquer outras influências

Certamente esta minha afirmativa soa como um determinismo genético e pouco políticamente correto, as vistas de uma ética social, que dizem alguns dos estudiosos, ser necessária quanto a uma ordem comportamental, assim como uma forma de manutenção de um certo mistério em torno da capacidade humana em ser sem qualquer colorido, simplesmente ele com sua natureza, independentemente dos valores culturais, afetivos e educacionais que receba.

Os valores recebidos são absorvidos, processados e adequados em sua maioria às necessidades de convivência sem, contudo, se tornarem titular emocional e sim, em sua maioria, apenas um personagem que é utilizado como uma imposição de seu consciente em detrimento de todo o seu contexto sensitivo .

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