Nem mesmo a derrota do meu amado Flamengo para o Fluminense foi capaz de empanar a minha alegria e emoção ao constatar a quão maravilhosa foi a caminhada da liberdade, que começou em Paracatu, Minas Gerais, com apenas um jovem deputado e culminou, de forma simbólica, com milhares de cidadãos na Praça do Cruzeiro, em Brasília, entoando o Hino Nacional.
Nesses momentos em que somos capazes de lutar pelo nosso direito inalienável de pensar diferente, dá um orgulho danado ser brasileira. Mesmo sendo considerados, por muitos mundo afora, um país de terceiro mundo com um povo fuleiro que só tem carnaval, bunda de mulher bonita e futebol para mostrar, fizemos bonito.
Como eu gostaria de estar lá…
Apreciar de longe a imensa massa humana empolga, mas, para mim, tudo se engrandece na unidade de cada cidadão que deu o seu particular grito de liberdade e, como dizia Gonzaguinha, sem medo de ser feliz.
Aliás, de onde estiver, deve estar sorrindo…
Penso, então, que estamos apenas começando uma caminhada de luz em busca de uma necessária renovação política, assim como de hábitos e costumes pessoais e políticos falidos. Não para trazer de volta uma direita duvidosa, mas para instalar, sem os costumeiros jeitinhos mais que descarados brasileiros, uma justiça igual para todos e narrativas sempre fiéis aos fatos.
Difícil? Quase impossível? Talvez não, se tivermos paciência para formar, pelos próximos dez anos, dia após dia, uma nova geração que identifique e exija, de forma contínua, uma justiça justa e eficiente; leis aplicáveis; uma Constituição respeitada, sem curvas adaptativas aos interesses de poucos; e uma educação que mantenha os cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, fortalecendo, acima de tudo, o senso de pertencimento.
Afinal, somos um dos países mais ricos e belos do planeta, com um povo criativo, inteligente e amoroso, precisando apenas que se estabeleça uma empatia pátria que labute como um camponês dedicado a separar os joios da corrupção, sem se deixar contaminar pela praga invasiva que, insistentemente, suga a seiva do plantio farto e produtivo.
O Brasil não precisa de salvadores, mas de líderes decentes, que prezem o trabalho, a educação, a saúde, a família e o direito de cada cidadão de ir e vir em segurança.
Sem os contínuos roubos dos erários públicos, o dinheiro sobra: extermina-se a fome, estimula-se a produção e abrem-se frentes de trabalho para que a autonomia e a dignidade não se percam em esmolas viciantes e aprisionadoras.
Mais do que exigir a soltura e a anistia de Bolsonaro e das pessoas condenadas pelo suposto golpe arquitetado pela esquerda corrompida, esta caminhada tornou-se a primeira quebra da corrente de uma ditadura civil, mais cruel do que a de 1964, pois veio recoberta de uma falsa bondade, empunhando as canetas da corrupção e das decisões jurídicas contra todos os que dela discordam, iludindo os carentes, analfabetando os jovens com um ensino pífio e injetando falsos valores éticos e morais, exatamente como previ, infelizmente, em 2002, quando Lula e seus companheiros de ideologia trabalhista, assumiram o poder pela primeira vez.
Em nosso país, não precisaremos do poder de Trump para arrancar, no tranco, esta quadrilha que hoje controla a nação, pois temos um povo bonito e corajoso, capaz de socorrer a si mesmo quando a paciência e a tolerância, enfim, decidem dar um basta.
Regina Carvalho
26/01/2026 – Pedras Grandes, SC

Nenhum comentário:
Postar um comentário