Neste amanhecer, fui influenciada pelo livro que reescrevi sobre uma mulher extraordinária, que abriu o mundo espiritual para mim. Ontem, graças à amiga Cida Paglarin, recebi a obra em mãos. Pude cheirá-la e senti-la viva. Imediatamente, lembrei-me de outras duas mulheres fundamentais em minha vida. Sou uma privilegiada pela mãe, tia e sogra, cada qual em seu tempo na minha formação de pessoa.
Além de tê-las comigo, fui capaz de identificar a grandeza de cada uma. Agarrei-me a elas em abraços poderosos, cujos efeitos sinto a cada instante da minha vida, valendo-me deles para suprir toda e qualquer necessidade.
Falando assim, pode até parecer “coisa de escritor”. A realidade é que meu trajeto de vida nada convencional é o meu testemunho mais real e forte. Através do amparo dessas mulheres, vivenciei o amor no seu sentido mais genuíno. Com o lema “vida, eu te amo”, tudo e todos ganharam um significado especial.
Pude atestar isso ao ler e reler as passagens de Jesus, sem qualquer cunho religioso. Tudo se tornou palpável e justificável: as alegrias e tristezas, os ganhos e as perdas. Cada momento atraiu para a minha existência, mesmo nos dias mais difíceis, uma incrível força que me sustentou e que ninguém foi capaz de destruir.
Essas mulheres tão diferentes umas das outras
me ensinaram a identificar o belo, o justo e o nobre, assim como com as mãos, tentar remover as ervas daninhas sempre presentes, sem culpar o solo por existirem. Assim, segui em frente com a certeza do dever cumprido.
Não o dever igual ao do outro, mas o meu, cuja responsabilidade pertencia a mim.Quando entendemos que somente nós somos capazes de atrair o que quer que seja, compreendemos nossa responsabilidade pessoal. Percebemos a potencialidade contida na nossa bendita vontade. Então, tudo se torna um fardo leve, tal como está descrito em Mateus 11:28-30.
Nesse trecho, Jesus faz um convite aos cansados e sobrecarregados: "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve".
Penso, então, no quanto é importante o bendito conhecimento que amplia visões e esclarece seja lá o que for. Isso acontece sem a interferência exclusivista desta ou daquela religião, mesmo que se siga fielmente alguma delas.
Afinal, o discernimento interpretativo recai unicamente naquele que lê.
Bom dia!
Regina Carvalho, 18.6.2026, Pedras Grandes, SC.
Ilustração-IA
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