Minha mente esteve sempre ligada ao amor e este se estendeu, inevitavelmente, para o bem comum. Não que ela seja especial, mas porque entendeu, desde sempre, que o seu bem-estar nascia e se desenvolvia a partir da sua relação com o todo, a partir de si mesma.
Isso só seria possível se estivesse amparada pelo seu núcleo familiar, tendo o amparo de uma energia que fosse maior que tudo e que, ainda assim, estivesse permanentemente estruturada pelo amor, respeito e fraternidade, que, mesmo invisíveis, eram absolutamente sentidos.
Esse preâmbulo pessoal tem como objetivo exemplificar a forma como minha mente desenvolveu a lógica existencial, mesmo antes de qualquer estudo a respeito, por pura dedução das maravilhas que a vida oferecia e que tiveram o cuidado de me mostrar como se cada uma fosse essa bendita energia se fazendo visível.
Que coisa fascinantemente louca, mas capaz de distribuir ternura e consequente amor através do trato que, dali em diante, minha mente trouxe para si na condição de comandante em chefe de seus entendimentos.
Isso explica minha vocação pelos loucos que são capazes de romper o véu da indiferença, que é o motivador de todas as mazelas existentes, num anarquismo que balança as estruturas, deixando fluir as razões que se firmaram como exitosas em todo e qualquer convívio.
Apoiei Messias Bolsonaro não porque eu seja uma direitista juramentada e muito menos por considerá-lo um primor em qualquer aspecto, reconhecendo o burro chucro com o qual fazia questão de se mostrar, mas porque, na rudeza de seus modos, foi sempre convincente quanto às suas muitas limitações administrativas. Ou seja, não ofereceu gato por lebre e porque manteve sempre hasteadas três bandeiras que me são muito caras: a do Brasil, da família e de Deus.
Pilares básicos que já vinham sendo substituídos por uma única onde as cores do país não apareciam e que tremulava ao som de narrativas destruidoras dos benditos pilares da ordem e do progresso de qualquer ser humano.
Afinal, o sentido de pertencimento e consequente preservação da terra em que se vive, a família estruturada sendo abrigo seguro de qualquer criatura e a fé, estimuladora bendita das esperanças, a meu ver, jamais poderiam ser maculados.
E foi este maluco, aparentemente sem eira nem beira, que ousou enfrentar um adversário sagaz e insistente, malévolo e corrupto, que vinha conseguindo dividir pessoas, destruir famílias e pisotear em Deus, independentemente da fé estimulada por esta ou aquela religião.
Bastaram poucas décadas para que regredíssemos aos tempos das barbáries, perdendo valores que precisavam ser atualizados e não destruídos, sob os auspícios dos bandidos de colarinho branco, de uma mídia desqualificada no quesito pátrio e de uma legião de jovens analfabetos funcionais, formados anualmente através das já contaminadas universidades e pelos programas sociais que se tornaram algemas aprisionadoras da lógica dos direitos e deveres e consequente liberdade, principalmente em relação ao básico conhecimento da dignidade humana, mas garantidor da continuidade da mancha dos poderes da corrupção.
Portanto, o maior mérito deste ex-presidente resume-se em transformar-se em uma bomba que, ao explodir, despertou as mentes de uma parcela considerável dos cidadãos, deixando-as receber a luz do entendimento de que estavam indo para o abismo como manadas de porcos citadas com clareza tanto em Lucas 8:30-38 e ressaltado em Mateus 7:6, que traz um forte ensinamento sobre discernimento e proteção da sabedoria ao afirmar Jesus com a metáfora: "Não atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão e, voltando-se contra vocês, os despedaçarão."Não satisfeito, Jesus provou de seu próprio conselho como prova indiscutível desta dura realidade.
Afinal, se poucos podem destruir o bem, também poucos podem erradicar o mal, precisando sempre de um que, como uma bomba, desperte o bem que sobreviveu.
Regina Carvalho, 22 de junho de 2026 – Pedras Grandes, SC.
Ilustração- IA
Nenhum comentário:
Postar um comentário