O dia clareia em Pedras Grandes,
E no palco sem fim do quintal,
Onde o grilo debanda e a borboleta dança,
Busco a essência, o que é natural.
Fui águia silenciosa na beira do rio,
Banhada na chuva que ensina a crescer.
Ouvi o trovão, respeitei o calafrio,
Aprendi nos sinais como sobreviver.
Meus olhos não buscam a estética vã,
Pois a alma não sabe se camuflar.
A vibração é a bússola,
Que me ensina quem sou e onde estou.
Derramei-me em águas, caí em ressacas,
Desviei de galhos e de ilusões.
Hoje aceito as minhas "esquisitices",
Feitas de amores e de intuições.
Não sou o que ostento, sou o que sinto.
Sou lúdica, aérea, às vezes tola, talvez.
Mas sigo os sentidos, meu elo infinito
Sendo o que sou, com toda a minha lucidez.
Simples assim.
Regina Carvalho- 10.3.2026 Pedras Grandes SC
Ilustração IA

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