“Enquanto o mundo se maquiava de virtudes, eu aprendi a reconhecer o cheiro da hipocrisia.”
Pra quê? Por quê?
Sinceramente, não sei. Tudo o que verdadeiramente sei é que isso me frustrou ao longo da vida e, além disso, vez por outra como agora, tira-me da cama ainda pela madrugada, com a mente pulsando como um coração tomado por arritmia.
Nada legal para quem sente essa aceleração que, tratando-se da mente, causa tantos danos quanto uma taquicardia coronária. Será assim que se denomina?
Sei lá. Li ou ouvi em algum lugar, não tenho certeza, mas uso a expressão para mostrar que sou inteligente e antenada, tá na moda, afinal, também tenho a minha parcela de vaidade.
Pois é…
Toda esta parafernália mental não é exatamente culpa minha, mas de um sistema tão absurdamente ilógico que, quando não mata, aleija. E se nele existir uma Rede Globo martelando dia e noite esta ou aquela notícia, travestida de verdade absoluta, haja mente desequilibrada como a minha que, teimosa, insiste em pensar, avaliar e, sem ter como se socorrer, padece.
Inúmeras foram as vezes que, sem ter onde buscar socorro, recorri a Deus. Mas até Ele, coitado, sobrecarregado, mal conseguiu me ouvir. Aconselhou-me paciência, alguns cochilos durante o dia e ir levando, já que reconheceu que a sua mais preciosa criação sempre foi complicada e apreciadora do faz de conta para não ter que pensar, já que pensar exigiria atitudes que certamente contrariariam a grande maioria, desviando o fluxo já traçado pelos superegos e mantido pelos esquadrões de “topa-tudo”, que violam o lógico, o ético e o moral porque, afinal, não podem perder esta ou aquela “boquinha”.
Penso no meu Brasil de dimensões continentais, armazenador de um absurdo incalculável de terras raras e de tantas riquezas visíveis ou não que, se bem administradas, com certeza não abrigariam tantas mentes nubladas por induções mediáticas, políticas e musicais, fantasias enganadoras de um medíocre e ridículo, consumismo desenfreado.
Que o confirme o faturamento e o Ibope do BBB.
Pensar… porra, afinal pra quê? Se posso ser um feliz voyeur, apreciador do reality show?
Calma, Regininha, esqueceste que não deves escrever palavrão. Afinal, não é de bom tom…
“Poxa vida” seria o ideal, bem mais aceito pelos sérios, honestos e educados, esses que nunca perdem a oportunidade de fufu com os demais à sua volta. Eu que o diga…
Sufoca a mente e volta pra cama, que é bem melhor.
Pra você que me lê; um abraço apertado (com respeito e bom tom, mas sem hipocrisia 😉
Regina Carvalho
30.01.2026 — Pedras Grandes/SC

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