domingo, 4 de janeiro de 2026

ACHADOS E PERDIDOS

O primeiro domingo de 2026 chegou, pelo menos por aqui, com uma queda brusca de temperatura, levando-me a pensar que este é um local apenas para os fortes e resistentes. Afinal, a água está gelada e nem coragem para abrir as portas e dar uma saidinha pelas varandas eu tive, quanto mais ir ver as minhas vaquinhas de estimação. Mal consegui colocar ração para os cachorrinhos na garagem. Cruz credo!!!

Então, optei por dar umas voltas pelas redes sociais e, de cara, encontrei a amiga Tereza Valadares, pela milésima vez, chamando a atenção dos administradores de Itaparica, tal qual eu mesma já o fiz e que, a nenhum deles, surtiu qualquer efeito, sobre o lixo e suas danosas consequências. Respondi às sempre carinhosas mensagens que recebo diariamente, curti os comentários de meus adoráveis leitores e, em seguida, por acaso, encontrei um vídeo da doutora Ana Beatriz Barbosa, que admiro e sigo, sobre os dez hábitos cometidos pelos velhos, o que aguçou a minha curiosidade.


E não é que, dos dez, em quase todos eu me encaixei ou identifiquei alguém das minhas relações?

Que coisa, viu!!!

Todavia, como sou uma chata de plantão, logo comecei a pensar que tais hábitos nada mais são do que repetições daquilo que ouvimos de nossos pais e parentes na juventude e que detestávamos.

Por que, então, os copiamos quando começamos a envelhecer ou a nos sentir velhos?

Percebo que a convivência se torna cada vez mais difícil por dois motivos gritantes: o primeiro, porque copiamos aquilo que simplesmente rejeitávamos; o segundo, porque já não existe qualquer resquício de tolerância, sejam dos velhos com os jovens, sejam dos jovens com os velhos.

São tantas regras comportamentais ditadas pelos “bons costumes”, que o sistema volátil altera a cada suspiro. Seja pelos fatores psicológicos amplamente propagados pelas mídias, inclusive com modelos a serem copiados, seja pelo fio da navalha que cada pessoa, de qualquer idade, ostenta e que, como rastilho de pólvora, deixa a mim ou a qualquer outra pessoa, antes de tudo, insegura até mesmo para trocar ideias num simples bate-papo. Seja, ainda, pela ingenuidade de esperar um “por favor” ou um “muito obrigada” frente a uma gentileza oferecida.

Cada qual ostenta suas conclusões sobre tudo: acadêmicas, religiosas, partidárias, ideológicas, baseadas em infinitos achismos online ou em experiências pessoais. Assim, normaliza-se, a cada momento, a verdade individual absoluta, o que limita  ou, no momento atual, transforma-se, a meu ver, em intolerância ou, pior ainda, numa terrível indiferença. Aquela do famoso “beijinho no ombro”, que expressa sem piedade um sonoro “foda-se”.

Olha eu, neste texto, exibindo um dos meus terríveis defeitos: expressar o que penso, apesar do enorme esforço para não cair na tentação de julgar o que é certo ou errado. Todavia, concluo que, no “meu tempo”, há duzentos anos atrás, muitas dessas situações sequer eram cogitadas. Isso também é verdade. kkkk

Bom dia, repleto de bênçãos para você que me lê, tolerando a sempre impulsiva e irreverente Regininha.

Regina Carvalho – 4.1.2026

Pedras Grandes – SC

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