Acordei pensando nas infinitas variantes que a vida apresenta e em quanto deveríamos copiá-la em tudo o que nos fosse afim, em vez de nos limitarmos a este ou àquele conhecimento específico, ou ainda à estagnação, seja ela qual for.
Afinal, quando saímos da caixinha da acomodação mental e emocional, deparamo-nos com maravilhas que se encaixam perfeitamente em cada instante presente, enriquecendo a nossa própria vida, colorindo-a e perfumando-a com variadas cores e aromas, tornando-a, no mínimo, mais prazerosa.
Em termos musicais, pessoalmente gosto de quase tudo, mas especialmente dos clássicos, tendo como preferências Chopin e Debussy, cada qual com as suas diferenças quanto aos períodos musicais, abordagens harmónicas e focos instrumentais. Chopin é um pilar do Romantismo, enquanto Debussy se destaca como o principal nome do Impressionismo musical.
Dependendo do que escrevo, um ou outro torna-se parceiro de primeira grandeza.
Todavia, não abro mão das deliciosas e criativas músicas populares, sobretudo daquelas produzidas até aos anos noventa, que, confesso, mexem com as minhas emoções mais efervescentes.
Mudando completamente de assunto, cá estou entusiasmada. Afinal, depois de mais de um ano sem dirigir automóvel, a minha Anna fez-me conduzir alguns quilómetros. Reconheço que foram momentos de muitas emoções, até porque o carro dela é mais baixo e eu não estou habituada a tão pouca visão das quinas, daí surgiram algumas burradas fenomenais. Ainda assim, valeu a pena, pois acredito que, com treino, retomarei a antiga destreza.
Dirijo tal como escrevo: com corpo, alma e coração… ainda que, por vezes, a mente vá um pouco atrás.
Penso que tudo vale a pena, exceto a inércia, que finca pés e mentes em solo resistente, roubando da criatura a graça e o brilho do espetacular facto de se estar vivendo num mundo absolutamente fascinante.
“Tudo vale a pena quando nos movemos por dentro ou por fora.”
Regina Carvalho
5.1.2026 – Pedras Grandes, SC

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