Acordei pensando em Jesus. Quem me lê bem sabe que ele sempre foi meu ídolo maior, apesar de eu não professar nenhuma religião, mesmo reconhecendo a importância de tê-la para a maior parte da humanidade. Apaixonei-me por Jesus justamente quando li, reli e ainda leio o Novo Testamento. A cada leitura, mais compreensão vislumbro quanto aos seus ensinamentos.
Vejo também a obviedade de cada um mensagem se adicionarmos a lógica do raciocínio ilimitado que possuímos, dom destinado somente a nós, humanos, e que nos eleva independentemente de dispormos disto ou daquilo à bendita Consciência, senhora absoluta de nossas emoções e sentimentos, que lá está como um ser supremo dentro de nós.
Esse privilégio, em meio a tudo mais na criação existencial, precisa ser exercido em profundidade para que possamos, tal qual Jesus, nos considerar filhos de Deus.
Penso, então, que esta jamais foi uma tarefa fácil. Até neste aspecto ele se fez de modelo enquanto caminhava em sua peregrinação. Não para que o copiássemos na rudeza de sua apresentação pobre, despida de vaidades e riquezas, mas para que exaltássemos o nosso bem mais precioso: a nossa própria consciência. Ela independe de outros atributos. Através de um convívio saudável e exitoso com o todo, seja humano ou não, estaríamos permanentemente convivendo com Deus, numa intimidade amigável e altamente reconfortante.
Pessoalmente, percorri várias religiões em um tempo em que ainda cria que, sem uma delas, eu não teria uma representatividade do divino em mim. Até que, envolvida pela curiosidade que sempre foi a minha característica mais expressiva, mergulhei na leitura em busca de um conhecimento mais amplo. Queria algo que, de certa forma, explicasse as atitudes de um homem que esperou anos a fio para largar tudo ao seu redor e caminhar, distribuindo a sua incrível e apaixonante descoberta interpretativa de Deus, que, ao seu entendimento, jamais seria seletivo, conferindo a apenas determinados homens o poder de comunicar-se com Ele.
Sua intenção não foi transformar-se em divindade. Ele queria, tão somente, fazer com que a sua compreensão respondesse a algumas questões íntimas daqueles a quem pudesse repassar seus entendimentos, como ocorreu consigo. Desejava fazer de cada um que conseguisse compreender, nem que fosse em parte, a dimensão de seus ensinamentos, um propagador sinceramente fiel. Alguém justo, por se sentir também um filho de Deus; não especial, mas absoluto por guardá-lo respeitosamente em si, sentindo-o de forma infinitamente abrangente em sua consciência.
João 14:12: "Em verdade, em verdade lhes digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai".Esse versículo transmite a mensagem de que os discípulos fariam obras ainda maiores. Não por serem melhores, mas porque a ascensão de Jesus ao Pai, já que ele era mortal, permitiria a expansão de seus entendimentos com maior alcance geográfico e temporal. Afinal, ele via nos demais a mesma potencialidade de compreensão da grandeza e do diferencial existente no raciocínio humano.
SIMPLES ASSIM...
.Regina Carvalho 1.7.2026 – Pedras Grandes, SC
Ilustração-IA
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