Pular para o conteúdo principal

DESVIANDO ATENÇÃO

Se tem uma postura que sempre me aborreceu bastante é a da criatura que vive apontando o dedo para outro (s) e afirmando sem qualquer base de fundamentação, que ele é ladrão, safado, etc. e tal. Reza a lenda que toda criatura que assim procede, retira de si todas as possíveis atenções e as direcionam para o que lhe parece ser um alvo mais fragilizado e propício a se ferrar, encobrindo, assim, todas as mazelas culposas de si mesma. Isto também acontece na vida privada, nos ambientes de trabalho ou em qualquer lugar onde existam pessoas, disputas e, é claro, a falta de consciência da ética e da estética comportamental. O problema da corrupção brasileira é tão velho quanto o país e não será, apenas, prendendo que o problema acabará, se bem que é um passo importante e inédito que precisamos aplaudir e apoiar, todavia, se aliado a isto não houver uma mudança de postura do povo, quanto a fiscalização e cobrança constante de seus eleitos, tudo voltará a ser como dantes, no quartel de Abrantes. Citarei apenas um exemplo: Se de antemão, o povo toma conhecimento que esta ou aquela empresa, estará à frente deste ou daquele serviço público, já está claro o drible que será feito na legalização da licitação. Não é mesmo? Então, por que não fiscalizar e exigir explicações, indo checar as empresas concorrentes, levantando custos comparativos? Esse é um trabalho que deveria ser feito por comissões de vereadores, ou por uma comissão de cidadãos, se os mesmos continuarem a tão somente discursar contra ou a favor, o que vamos e venhamos, tem acontecido sistematicamente. Transparência dos andamentos públicos se faz com trabalho sério e contínuo daqueles que foram eleitos para gerir os trabalhos e o erário público, com o devido acompanhamento do cidadão consciente de seus deveres e direitos, todo o restante, são firulas do me engana que eu gosto. Portanto, denegrir ou só prender, de nada resolve, pois, as ervas daninhas precisam ser arrancadas pela raiz, do contrário, a primeira chuvinha de descuido faz crescer e prosperar. Já que não podemos mudar o andamento do Brasil, certamente, poderemos ir desenhando um novo cenário em nossa cidade, dando a César o que é de César. Até hoje, não temos conhecimento de nenhum “dedo duro” que não tenha o rabo preso.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPRESSÃO CULTURAL

Acreditei estar me especializando na área da observação do comportamento humano e, por toda a minha vida, pensei estar aprendendo tudo quanto poderia, e, no entanto, absorvida com a diversidade infinita que me cercava e totalmente fascinada com o que majestosamente me apresentava a cada instante, me perdi totalmente, e, de repente, assim sem qualquer aviso prévio, vejo-me diante de minha não menos infinita ingenuidade avaliativa e percebo, então, o quanto nada sei em relação a capacidade humana em se adaptar às circunstâncias, ou a buscar posições favoráveis à suas conveniências pessoais de adaptabilidade social.Há alguns anos, venho tentando entender o porque de minha paixão por Itaparica, visto que conheci inúmeros outros locais, não menos bucólicos e acolhedores. E agora, como um raio de luz esclarecedor, posso compreender que em minhas buscas pessoais de aperfeiçoamento, encontrei aqui, neste local encantador, todos os subsídios necessários a um aprendizado mais concreto e expli…

O FALSO BOM SAMARITANO...

Há algumas horas atrás, assistia à uma uma aula de Filsosofia da Educação, onde em determinado momento falávamos em interação com o Professor Wilson sobre justamente a humanização de nós humanos.

Cheguei a argumentar que somos incapazes de atingir esta humanização ideal exatamente por que não somos educados ao entendimento da dimensão de nossa própria existência, nem no conceito individual quanto mais em relação a um todo que sequer conseguimos enxergar e muito menos sentir.

Estamos divididos em três facções vivenciais, ou seja: aqueles que crêem em Deus e são religiosos, aqueles que crêem, mas nao são religiosos, e aqueles que não crêem.

Todos, sem exceção, vagueiam em seus cotidianos sem ter qualquer entendimento real do quanto estão desperdiçando seus minutos presentes e, sem sem se dar conta, permanecem repetindo posturas que em sua maioria no máximo os robotizam, tirando lenta, mas sistematicamente, toda e qualquer potencialidade interior que é capaz de impulsioná-los a se verem com…

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO PRIMEIRO QUADRIMESTRE DE 2018

Estive, como sempre, presente na Câmara Municipal de Itaparica por ocasião da prestação de contas que, diga-se de imediato, foi didaticamente explicada ao público presente, que se resumia em sua maioria a funcionários da própria prefeitura e assessores diretos da gestão. No entanto, todo o evento foi transmitido ao vivo pela sua Rádio Tupinambá FM. Acompanhei os itens apresentados com a mente aberta ao entendimento, mas reconhecendo as minhas limitações contábeis, deixando-me ao direito de apenas buscar dados que explicassem os gastos em relação à arrecadação que, na avaliação de pessoa comum do povo, pareceram-me elevados ao pensar na precariedade em que a cidade vem vivenciando o seu cotidiano. Em vista desta premissa, fui registrando algumas perguntas que as explicações da especialista em finanças, assim como a Controladora do município, não foram capazes de esclarecer, até porque, não cabia a nenhuma delas tecer considerações sobre as decisões da gestora em relação ao destino das ve…