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“MOCORONGO”

Quem se lembra desta gíria? Ela foi muito usada até os anos sessenta e significava algo sem elegância, gosto, totalmente fora de contexto. Geralmente era direcionado às pessoas que não sabiam como, nem onde usar roupas adequadas em cada lugar. Pessoas “mocorongas” também eram aquelas que gostavam de exibir suas joias, casas e carros em excesso, bem próprio dos novos ricos, o que é, ainda, possível de ser encontrado nos dias atuais, até mais que antigamente, pois a vaidade dos inúmeros proletários que ascenderam a poderes e dinheiro, fez nascer uma nova casta brasileira que precisa exibir as conquistas como se cada uma fosse uma bofetada que oferecem a uma elite cretina que, até então, os escravizava. E aí, o festival dos horrores do mal gosto é encontrado em qualquer lugar e a qualquer hora, servindo de parâmetros a outros que passam a sonhar as mesmas perspectivas, destoando cada vez mais o belo e o adequado, que certamente é o simples e o sempre menos em relação a qualquer ostentação. Mas o malefício maior é sempre a arrogância que se desenvolve na mesma proporção da “mocoronguice”, fruto da total ignorância do que seja educação, ética e elegância pessoal, atributos que, até com muito empenho, pode-se aprender nas escolas, mas jamais em lojas de departamento. “Mocorongo”, portanto, é todo aquele que finge ser o que jamais será.

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