Pular para o conteúdo principal

INSANIDADE


Senhor, onde estás que não te encontro em meio às disputas de interesses e poder, onde te escondes embuçado aos céus, que entre nós nem a tua bendita sombra pode ser vista, muito menos sentida?
Escrevo sobre as rosas e as belezas que enxergo como válvula de escape das pressões e agressões que mesmo que não estejam sendo dirigidas a mim, me atingem como golpes desnecessários, que enfraquecem e tiram o brilho das esperanças que cultivo avidamente, por acreditar que podemos como seres humanos racionais, nos tornarmos mais humanos, menos brutais em nossos relacionamentos e proposições pessoais.
Como loucos selvagens, nos prendemos a falsas verdades que nos consomem, flagelando nossas mentes e físicos e nos induzindo a acreditar que lutamos um bom combate, quando na realidade, estamos nos perdendo em uma profusão de sentimentos inadequados, que tiram de nós a lógica da isenta avaliação.
Senhor dos desgraçados, dizei-me se é verdade ou se é mentira, tanto horror, senhor, perante os céus!
O mesmo horror de séculos passados, onde o poeta chorava em versos, a insensatez da ganância e do poder.
Penso então, nas rosas que perfumadas e talentosas, desabrocham abusadas nos seus direitos sagrados de apenas existirem, oferecendo a nós, estúpidos mortais, as chances sempre únicas de nos espelharmos nelas.
Espelho de vida, de luz que se traduz, numa existência plena, num encanto total, fazendo de mim que as observo um ser um pouco mais feliz, neste mundo conturbado, em sua maioria ignorado, no tudo mais que verdadeiramente vale a pena.
Penso também na facilidade com que as pessoas denigrem as demais, como se a elas fosse dado o direito através de sua própria verdade em usar tão somente os espinhos que protegem as rosas, esquecendo-se dos perfumes e das formas, cujos efeitos de envolvimento, domínio e poder, certamente são muito mais eficazes.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPRESSÃO CULTURAL

Acreditei estar me especializando na área da observação do comportamento humano e, por toda a minha vida, pensei estar aprendendo tudo quanto poderia, e, no entanto, absorvida com a diversidade infinita que me cercava e totalmente fascinada com o que majestosamente me apresentava a cada instante, me perdi totalmente, e, de repente, assim sem qualquer aviso prévio, vejo-me diante de minha não menos infinita ingenuidade avaliativa e percebo, então, o quanto nada sei em relação a capacidade humana em se adaptar às circunstâncias, ou a buscar posições favoráveis à suas conveniências pessoais de adaptabilidade social.Há alguns anos, venho tentando entender o porque de minha paixão por Itaparica, visto que conheci inúmeros outros locais, não menos bucólicos e acolhedores. E agora, como um raio de luz esclarecedor, posso compreender que em minhas buscas pessoais de aperfeiçoamento, encontrei aqui, neste local encantador, todos os subsídios necessários a um aprendizado mais concreto e expli…

Os professores: Um “novo” objeto da investigação educacional?

Houve um tempo, afinal nem tão distante, em que a função da escola era prioritariamente ensinar disciplinas que contribuíam nos universos de cada criança, despertando-as em suas inclinações naturais, na construção de seu futuro perfil profissional e pessoal.
Também era no ambiente escolar que a criança exercitava a convivência, não só com o contrário, mas principalmente com o diferente, deixando aflorar os ensinamentos oriundos de seu núcleo familiar.
Era comum ouvir-se: “a educação vem do berço”.
E este berço, não necessariamente precisava ser abastado economicamente e muito menos letrado, pois havia os conceitos pré-estabelecidos, onde as posturas respeitavam os limites do alheio, criando-se assim normas socais de conduta, não só externa, mas antes de tudo em meio à própria família.
Nesta época a que me refiro, havia uma distinção entre as atribuições tanto da família como da escola, assim como sob nenhuma circunstância esperava-se do mestre qualquer atributo fosse materno ou paterno, a…

O FALSO BOM SAMARITANO...

Há algumas horas atrás, assistia à uma uma aula de Filsosofia da Educação, onde em determinado momento falávamos em interação com o Professor Wilson sobre justamente a humanização de nós humanos.

Cheguei a argumentar que somos incapazes de atingir esta humanização ideal exatamente por que não somos educados ao entendimento da dimensão de nossa própria existência, nem no conceito individual quanto mais em relação a um todo que sequer conseguimos enxergar e muito menos sentir.

Estamos divididos em três facções vivenciais, ou seja: aqueles que crêem em Deus e são religiosos, aqueles que crêem, mas nao são religiosos, e aqueles que não crêem.

Todos, sem exceção, vagueiam em seus cotidianos sem ter qualquer entendimento real do quanto estão desperdiçando seus minutos presentes e, sem sem se dar conta, permanecem repetindo posturas que em sua maioria no máximo os robotizam, tirando lenta, mas sistematicamente, toda e qualquer potencialidade interior que é capaz de impulsioná-los a se verem com…