sábado, 14 de junho de 2014

Sons do universo...


Ruas desertas, árvores absolutamente inertes e até as estrelas parecem que exaustas deitaram-se no firmamento reluzindo pouca luz, fazendo o céu escurecer, não permitindo que as sombras me façam companhia.
            Um cachorro preguiçoso espreguiça-se literalmente no meio da rua, como se esta fosse sua cama e toda a redondeza seu quarto, deixando com sua displicência eu pensar que apenas ele existe em meio a todo aquele paradeiro que em outro pode até enlouquecer, mas que a mim só reforça a certeza de que a paz sempre será bem-vinda, mesmo que com a aparência da não existência de nada, mas totalmente pulsante em tudo para quem aprendeu a distinguir no silêncio sistêmico, os sons do universo.

                                               

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