terça-feira, 10 de junho de 2014

APENAS TOLOS


A cada notícia que me chega relatando o falecimento de alguém próximo, me abalo, mesmo tão consciente que sou de minha perenidade.
Fazer o que, não é mesmo?
Tudo é tão real e ponderável que não há espaço para surpresas, mas ainda assim nos surpreendemos, como se não soubéssemos que amanhã, ou daqui a pouco, pode ser um de nós.
E embalados nesta pseuda surpresa, nos esquecemos da necessidade de viver o momento, de sentir os instantes, não como se fossem os últimos, mas com certeza como se fossem únicos, onde precisaríamos de muita serenidade para não desperdiçá-los.
Mas somos tolos, arrogantes e covardes, seguimos em frente, fingindo que somos eternos.
Brigamos com a vida, elegemos coisas, desejamos tudo e não sorvemos nada.
E como espadachins do praticamente nada, cortamos a luz de nossos instantes presentes, brigando por tudo e enxergando quase nada.
Noutro dia foi-se meu amigo Prof. Massa, hoje a Regina do Novo Tempo, amanhã, pode ser eu ou você, e aí, fazer o quê?

Somos tolos, muito tolos.

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