domingo, 18 de setembro de 2016

INGRATIDÃO


Ontem, voltei a sentir a mesma emoção que pude experimentar em 2008 na comunidade da Cesta do Povo e, novamente, deixei rolar gotas benditas de lágrimas e pude observar que também o grandalhão do Claudio Neves, engolia em seco, na tentativa de também camuflar o poder que a sua gratidão, produzia em si mesmo, frente aos instantes de interatividade com o povo que mesmo passados tantos anos, o recebia com extremo carinho.
E aí, eu que acompanhei todo o caminhar de uma linda campanha, pude mensurar finalmente, o grau de decepção e dor que a ingratidão produziu ao se infiltrar na alma deste ser humano, cujo pecado foi o de tão somente, tirar o foco da luz que pairava sobre ele, transferindo a outro.
Pensei então, enquanto os candidatos discursavam, que tudo que nos culmina, independentemente do que nos tornemos no final das contas,
é o conjunto de nossas próprias honras, não necessariamente perfeitas e imunes de erros e tropeços, mas repleta de expectativas e tentativas.
Pude também compreender o porquê de ele pedir que tocasse a música SER HUMANO de Zeca Pagodinho, que logo de pronto rejeitei, justo por achar que apenas EMOÇÃO de Roberto Carlos, fosse capaz de retratá-lo.
Ledo engano, na realidade ele queria ser visto e entendido como um alguém que independentemente de ter isto ou aquilo, só desejou sempre ser para a cidade de Itaparica “um ser humano”, onde sempre lhe foi possível despojar-se de todas as amarras e vestimentas pesadas que o sistema social impõe.
Portanto, neste momento em que tento expressar minhas mais significantes impressões sobre o comício de ontem na Cesta do Povo, sinto-me livre para dizer que ganhando ou perdendo no dia 2 de outubro, seremos sempre vencedores, pois conseguimos apesar de todas as pedras que encontramos ao longo do caminho, permanecermos com nossas almas libertas da invasão destrutiva do sentimento triste, pequeno e mesquinho da ingratidão.

Concluo que a alma que não abriga a gratidão, jamais conhecerá o amor.

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