segunda-feira, 3 de agosto de 2026

O QUE VAI FICAR NO CARRINHO?

Hoje estaria completando três dias sem que eu escrevesse um texto. Mas aí, algo voltou a acontecer de forma absolutamente natural em minha mente• que sequer consigo explicar.

 Como num passe de mágica, ela saiu da inércia, sem nada mencionar além de uma vontade imensa de se auto-adular, e então pensou: "Regininha, você jamais perdeu a fé..."E ao não perder a fé em si, sem qualquer esforço foi preservando tudo que verdadeiramente lhe era importante. 


Verdade...Não perdi uma única noite de sono pelas dores e perdas que o cotidiano apresentava. Isso não por ser uma droga injusta, mas tão somente como resultado de escolhas duvidosas. Afinal, tudo tem um preço a ser pago no caixa existencial. 

Não estamos por aqui a passeio, e sim como se adentrássemos numa escola onde arguições diárias e provas mensais não nos deixam passar direto como virou moda nos ensinos fundamentais deste nosso país varonil.

Aliás, a meritocracia nos é cobrada de forma absolutamente justa e nem sempre é ostentada com glórias, brilhos e cores. Muitas vezes, se revela suavemente em capacitação existencial, nos tornando leves o suficiente para que circulemos como aragens refrescantes onde quer que estejamos.

A fé em si próprio vai se encorpando exatamente ao longo do caminho, quando as pernas doem, o corpo parece querer descanso e a mente, cansada e sobrecarregada, insiste em jogar a toalha, pedindo socorro a um Deus esquecido até então. 

Se mesmo nos arrastando seguimos adiante, Ele, Misericordioso, cuidadosamente vai à nossa frente jogando folhas frescas para aliviar nossas pisadas. Traz aos nossos rostos o bendito sorriso do alívio, garantindo-nos a certeza de não estarmos sós. Afinal, sua presença, ora caminhando à nossa frente, abrindo portas e janelas, ora ao nosso lado, segurando em nossa mão, dá-nos a garantia de que tudo valerá a pena se não fraquejarmos diante das sempre existentes dificuldades.

Como nas escolas de qualquer nível, vamos acertando e errando nas questões que se apresentam. Todavia, em qualquer situação aprendemos mais do que poderíamos imaginar, principalmente se, em cada avaliação, formos capazes de reconhecer onde exatamente erramos ou deixamos de observar os detalhes. 

São as pegadinhas que, enganosas, nos fazem responder com pressa, iludindo-nos e levando-nos a crer tratar-se de uma questão óbvia ou fácil demais. Nada é fácil nesta vida, mas com certeza tudo é possível se estivermos atentos e fiéis às nossas mais justas necessidades, sem que usemos da velha cola alheia e sem pressa de acabar com os naturais incômodos das avaliações. 

As avaliações são reforços de propósitos quando bem observadas. Porque, afinal, mais dia, menos dia, o nosso lugar chega na fila do caixa e, se não estivermos com a carteira abastecida, seremos obrigados a deixar os desnecessários no carrinho de compras.

E aí, como será a sua reação? Saberá sobreviver sem eles ou fará qualquer coisa, por mais ignóbil que seja, única e exclusivamente porque crê ser do seu direito possuir seja lá o que for?

Regina Carvalho — 03/08/2026 — Pedras Grandes/SC

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O Ofício de Pertencer a Mim

Não há nada mais compensador do que o privilégio da vida que reside em mim e no outro. Lamento apenas que a humanidade ainda não tenha total...