terça-feira, 18 de agosto de 2026

VIVENDO INTENSAMENTE...

Escrevi muito sobre este tema, inclusive na manhã de ontem e às vezes, como hoje, fico pensando que posso estar induzindo a uma liberalidade e, de certa forma, estou... 

Gente, o que é isso? Como alguém confessa publicamente que é uma indutora deste nível? Jesus toma conta, dirão muitos, principalmente os que sequer podem compreender o que realmente significa viver. 

Estão presos e sequer percebem nas mesmices cotidianas que tiram deles a sensibilidade dos próprios sentidos e os sobrecarregam de regras e fórmulas de como vivenciar a liberdade, impedindo-os de enxergar e sentir a si mesmos e a tudo mais com a devida atenção.


E aí, passam a acreditar que viver livre é fazer o que bem entendem, seja às claras ou de forma camuflada. Isso,  justifica as mazelas que compulsivamente as esbarram, fazendo-as sentir medo, repulsa e, na pior das hipóteses, matando-as literalmente ou, o que é pior: sufocando a alma.

Aparentemente, sempre fui uma pata choca caseira, optando pelo silêncio só quebrado com uma bela música e grandes encontros onde as gargalhadas estivessem presentes. Troquei, para desespero de minha filha Anna, ainda adolescente, o burburinho das cidades grandes pelos esverdeados interiores, assim como qualquer show de um grande astro pelas sinfonias dos pássaros. Pois é... No entanto, este meu hábito era e é tão exaustivo quanto, diferenciado tão somente pela forma como durmo, já que simplesmente apago e, ao acordar, estou elétrica, sempre a mil por hora e geralmente faminta.

Uso meus sentidos como captadores de belezas e de um tudo mais que, a meu ver, não deveria existir. Mas, já que existe, melhor é receber, filtrar e devolver ao universo, que bem sabe o melhor destino que lhe deve dar. Quanto ao belo, absorvo e dele faço poções preciosas de inspiração que me nutrem. 

Como sou sou egocêntrica e vaidosa, me esforço por todo o tempo para distribuir em ações e reações, vencendo assim os maus hábitos.

 Como fui agraciada com o dom da escrita, acredito que poderei, de alguma forma, induzir alguém a olhar em volta de si e perceber que nada é por acaso. Tudo o que nos acontece, seja agradável ou não, tem um propósito e certamente só acontece para nos tornar seres humanos mais polidos em nossas potencialidades.

Afinal, viver intensamente, usando sem misérias da própria liberdade, é antes de tudo não abrir mão do que causa prazer. É fazer de cada instante uma intensidade de emoções, seja comendo uma espiga de milho, sem dispensar chupar o bagaço salgadinho, até deixar-se banhar, sentindo o próprio corpo, o que não o deixará esquecer que este é e será sempre a sua única real morada, enquanto vida existir. Viver intensamente é, antes de tudo, não se permitir violar. E quem não se viola, não violará ninguém. 

Simples assim...

Regina Carvalho, 18.08.2026, Pedras Grandes, SC.

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VIVENDO INTENSAMENTE...

Escrevi muito sobre este tema, inclusive na manhã de ontem e às vezes, como hoje, fico pensando que posso estar induzindo a uma liberalidade...