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LEIS E REALIDADE

Fui chamada de desinformada em leis de proteção dos animais por uma senhora no face, pois sugeri ao Prefeito Marcus Vinícius que utilizasse os animais apreendidos cujos donos não forem resgatar, na ajuda à manutenção da limpeza urbana, justo porque é público e notório que os caminhões de lixo não adentram nos lugares de difícil acesso. Reconheço minha ignorância quanto as leis, mas também reconheço a hipocrisia que existe em se citar leis quando não há sequer educação que as reconheçam, estejam elas para serem aplicadas onde estiverem. Penso que colocar um animal a serviço da comunidade humana, com o intuito de melhorias, principalmente na saúde, de forma decente, reservando a ele as condições dignas de sobrevivência em um ambiente saudável, seja uma forma de seguir a lei e de respeitar não só o animal, como o homem e o meio ambiente como um todo. Não vejo porquê, nós seres humanos, precisemos trabalhar para garantir o pão de cada dia, enquanto um cavalo deva receber os proventos sem nada produzir. Trabalho, não é sinônimo de escravização e muito menos de maus tratos. E quanto as leis, se valessem para alguma coisa, com certeza, eu que sugeri tamanho absurdo ao Prefeito, não teria passado os últimos quase 16 anos lutando para que fossem respeitadas em nossa linda Ilha de Itaparica. Apesar de não as conhecer na íntegra, baseei-me tão somente no bom senso que sempre norteou o meu trabalho de comunicadora. Acredito que precisamos rever estas e tantas outras leis que existem, mas que não servem absolutamente para a solução geral de nenhum problema onde o ser humano esteja envolvido, sem que haja a devida compreensão das mesmas. Bom seria que os devotos defensores dos animais seguissem os rastros dos mesmos, após as apreensões e não resgate dos seus proprietários. A pergunta é: Alguém verdadeiramente quer saber, qual o destino que é dado aos mesmos? Tudo que escutei até o momento foi: Manda para Feira de Santana... Para que? Se alguém souber, por favor me informe.

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