domingo, 5 de fevereiro de 2017

PENSANDO E ESCREVENDO

Viver e conviver está cada dia mais esquisito que, até em algumas ocasiões, chego a pensar que tudo é um sonho ruim que vai desaparecer quando, finalmente, o dia amanhecer. Para quem já viveu bastante, esta constatação ruim parece interminável e a cada dia mais assustadora, sem que haja a esperança de dias melhores, pois observa-se uma progressão frente a não existência de uma resistência que seja suficientemente forte à proliferação do inadequado que sempre existiu, mas que parece ter se estabelecido sem qualquer cerimônia. Sinto que fomos de um lado ao outro das relações humanas, sociais e políticas, sem qualquer método e com apenas uma diretriz, que era a de se salvar de um afogamento de informações de infinitas direções culturais, científicas, tecnológicas e modismos, e neste nado inconsequente, fomos nos afogando nas contradições que se formavam em relação às nossas bases culturais, deixando aflorar um “politicamente correto” que se não salva, pelo menos nos mantém respirando e nadando , mesmo que sem qualquer real consciência do para quê e do porquê. Tudo ficou absolutamente sem consistência, restando-nos o direito a um nado livre em mar aberto, tendo os céus com suas estrelas brilhantes como testemunhas de nosso desgoverno pessoal e o sol ardente como estímulo para não pararmos de acreditar que mesmo em meio a tantos absurdos, nadar é preciso, pois afinal, a vida é bonita, é bonita e é bonita.

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