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É HORA DE OBSERVAR

Não há explicações que justifiquem as posturas que se apresentam atualmente na política de nossa cidade, Itaparica, da mesma forma em relação à nossa vizinha Vera Cruz.
Estamos no Terceiro Milêneo e a cada instante algo se transforma, evolui e, no entanto, o que se vê é um retrocesso gigantesco onde cada político se agarra como náufrago a qualquer pedaço de madeira que flutue na desesperada ânsia de não perder a oportunidade de manter ou chegar ao poder,com raras exeções.
Que coisa, heim!...
O pior de tudo, são os pequenos ditadores impositores do atraso e da miséria que coordenam os pigmeus esbaforidos, que sedentos de poder para agregar força aos seus cofres abastecidos, buscam candidatos pífios, pois são manejáveis e garantem a eles obediência submissa.
E neste balaio de gatos, onde não existe rumo e tão pouco compromisso de qualquer espécie que não seja tão somente pedir a bênção ao coronel dos tempos modernos, fica restando ao povo desta Ilha a bênção de Deus, que parece andar muito ocupado, ou talvez, prá lá de cansado em dar murros em ponta de faca.
E aí, gente como eu, que é de fora, mas que ama tudo por aquí e que gostaria de ver estas cidades receberem o merecido valor, escreve, discursa, idealiza projetos, chora inúmeras vezes, ora de raiva, ora de decepção, mas não desiste de perseguir a certeza de dias melhores, pois, afinal, é preciso dar-se as caras aos tapas porque não há lutas, buscas e conquistas sem dor e muitas batalhas, bem diferente daqueles que se escondem no silêncio da omissão perniciosa, apenas criticando, nada enxergando de bom, sem, no entanto, oferecer qualquer solução.
Dê a César o que é de César.
Comparem com as gestões anteriores, avaliem os históricos pessoais de realizações por mais simplórias que pareçam, observem os penduricalhos que os cercam, principalmente aqueles que insistem em pular de galho em galho, como se micos fossem sempre a roubar bananas esquecidas ou desprotegidas.
Exijam planos de governo e verifiquem se fazem lógica ou se são apenas "ouro de tôlo" para mais uma vez engabelar-nos com falsas promessas, tapinhas nas costas e mais miséria como garantia.
É preciso que não se troque seis por meia dúzia, como vém ocorrendo ao longo da história, pois que desta vez, o poder seja do povo, o status da cidade e os dividendos de todos nós, para que Itaparica e Vera Cruz finalmente ganhem a independência jogando fora o lixo do atraso e da vergonha.
É preciso que acordemos para a realidade concreta de que antes de maquiarem a cidade no claro intuito de engabelar o povo em véspera de eleição, pintando muros e calçadas, é preciso que se invista na educação de Itaparica e que se continue a investir na educação de Vera Cruz, que vém realizando um trabalho consistente a curto e médio prazos, porque, afinal, não há progresso, bem estar e segurança se não houver educação sólida que representa a bendita liberdade pela qual todo ser humano consciente almeja vivenciar.
Há anos, quando laçamos o Jornal Variedades, havíamos constatado ao longo do ano anterior  através de pesquisa por nós realizada, que ambas as cidades estavam entregues ao abandono total. Haviam raras obras pontuais realizadas que se tornaram como símbolos eleitoreiros, mas que na prática representavam muito pouco, frente ao muito que poderia ser realizado. Imperava, portanto, a prática de se maquiar a cidade com tintas coloridas para tão somente enganar os tolos.
Em Itaparica, felizmente, a visão mudou em 2004 com projetos a médio  prazo de reestruturação, que os inimigos do povo e da cidade, combateram com unhas e dentes para impedir uma continuidade de própsitos sérios, a fim de estabelecerem, como estabeleceram, nas eleições de 2008, o caos que nos arrasta até os dias atuais.
O contrário aconteceu em Vera Cruz.
Entretanto, também por lá, existem aqueles que idealisticamente  ou infantilmente, crêm que ser um bom gestor é ser populista, acima de tudo um Deus perfeito, e aí, deixam de enxergar as partes saudáveis, e então combatem, e combatem na maioria das vezes sem qualquer ação interventora, permanecendo como meninos do ensino infantil por todo o tempo mostrando à "tia," que é o povo que os lê ou escuta, os mal feitos dos coleguinhas.
Por que não formaram uma comissão de gente séria, comprometida com o bem estar da cidade e de forma ordeira e dentro da lei, que garante a qualquer cidadão acesso às "coisas públicas", não foram às prefeituras fazer perguntas, cobrar benfeitorias, exigir prestação de contas?
Por que não cobraram dos muitos vereadores, justamente a única ação que deles é esperada, que é exatamente fiscalizar o bem público? Pois legislar, será que sabem, o  que é?
Por que continuam mantendo em omissão uma cumplicidadeade ostensiva às Câmaras de Vereadores, aí sim, débeis e suspeitosas?
Novamente insisto que existem raras exceções.
Tudo que sei é o que vejo, e o que vejo é uma inversão de valores que vém se alicerçando ao longo de décadas aquí, lá e acolá, e infelizmente no Brasil como um todo e graças a Deus, com raras mas presentes exceções.
É preciso que deixemos os discursos vagos por ações concretas, e uma delas é saber-se dar tempo ao que a princípio acreditamos estar sendo até então o melhor, assim como expurgar de uma vez por todas os sanguessugas contumazes que no frigir dos ovos querem mesmo é se "arrumarem", como frisava o personagem Deputado Justo Veríssimo do comediante Chico Anísio, naqueles tempos onde a TV era mais inteligente e menos corrompida.
Educação é a porta de entrada para a capacitação da criatura humana e a omissão é a chave que fecha de forma indelével o direito a ela de todos nós.


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