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Perda total

Ontem, inadvertidamente, apertei uma tecla errada e lá se foi um belo texto, prá onde eu não sei, mas que eu fiquei muito aborrecida comigo mesma, ah! eu fiquei, mas fazer o que, se esta maquininha infernal para mim é como um grande mistério, tal qual foi a álgebra em meus tempos de escola.

No texto, eu relatava e, é claro, analizava sobre o prisma social, o conteúdo de uma reunião do Conselho Municipal de Segurança Pública em que participei, na manhã de ontem.

Pois é, perdi, fazer o quê? Só me resta, tentar tudo outra vez, com a certeza absoluta de que nunca mais serei capaz de expressar-me como naqueles instantes, afinal tudo é unico e é nisto que precisamos nos ater em nossos relacionamentos, sejam pessoais, comerciais ou puramente sociais.

Se bem que na realidade todo mundo sabe disto, todavia fica mais fácil deixar prá lá, afinal sempre achamos algo que nos parece mais prioritário e aí, bem, aí só nos apercebemos do valor do perdido quando já não dispomos dele, restando-nos apenas um respirar profundo e a mentalização confortadora de um velho refrão cultural que afirma, sem qualquer lógica, de que a “vida é assim”.

Assim como?

Por acaso ela tem vida própria, independentemente de qualquer ação oriunda de nós mesmos? Ah!… como somos espertos em se tratando de fugir de nossas responsabilidades inerentes às ações nas quais perdemos o controle.

E por falar nisto, há muito perdemos o controle da violência em nossa Ilha de Itaparica e seria absolutamente incorreto culpar-se este ou aquele setor administrativo, porque na realidade a responsabilidade deve ser atribuída a um conjunto de fatores sistêmicos inseridos em hábitos comportamentais oríundos das mudanças de conceitos em um ritmo totalmente fora da nossa capacidade assimilativa, já que estamos inseridos no índice dos menos informados e desenvolvidos no sistema educacional do país e sem esquecer que a violência é filha predileta da miséria emocional, que se forma através de inúmeros caminhos, mas que com certeza um deles é a dissociação do indivíduo consigo mesmo em relação ao seu universo social.

Pensando nisto tudo, cá com os meus botões, percebo com tristeza que, mais uma vez, estou assistindo a um velho e desgastado filme, que retrata a harmonia sendo invadida pelo mar revolto da violência sem que haja nada, ninguém, coisa alguma capaz de conter.

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