domingo, 1 de novembro de 2009

O tempo não Pára.

O fim  do ano está chegando assim tão rápido quanto se passaram todos esses meses e fico me perguntando se isto está acontecendo agora ou sempre foi breve a passagem do tempo e eu é que não    me apercebia.

Confesso que estou um pouco, digamos, perdida ou seria mais correto dizer, mais, talvez cansada por estar imprimindo um ritmo que provavelmente sempre precisei ter em meus dias de mulher ativa, mas que neste momento está me parecendo muito apressado e desgastante.

Detesto constatar que os anos se passaram e que não os terei na mesma proporção daqui para a frente, e é justo nestes momentos, que chamo de reflexão, que penso no quanto sou estúpida e sem noção, pois tratei o meus instantes de vida como se eternos fossem, sem jamais pensar de verdade que um dia, que pode ser amanhã, agora ou daqui a pouco, o meu fim de jornada chegará.

Que coisa, heim!?

Penso, então, em tudo que não achei tempo ou condições para fazer. Por exemplo: aquela viajem inesquecível às ilhas gregas, por que não fui?

E por que adiei por todo o tempo o meu desejo sincero de ficar, algum tempo, sem fazer absolutamente nada, sem culpa?

Ah! E por que jamais comprei uma casa de frente pro mar, se por toda a minha vida não faltaram oportunidades?

Por que aturei pessoas simplesmente insuportáveis, ouvi e fingi acreditar em mentiras descaradas, comi e bebi, sorrindo, o que de verdade era horrível, aturei chefes e colegas de trabalho mal caráteres e, em muitas ocasiões, não valorizei como deveria criaturas maravilhosas que me rodearam?

E neste balaio de gatos, com o qual convivi por toda a minha vida, reparo assustada que o tempo passou, e aí, creio ser natural sentir esta ponta seria de nostalgia, não é?

Ou estou é com medo e estou disfarçando, afinal não é facil constatar que a vida não pára e que, no entanto, pode parar de repente, como uma vela que se apaga a um leve soprar de brisa a qualquer momento, sem me dar tempo sequer de um último beijo no amor de minha vida, um último olhar para este sol, que teimoso e persistente, adentra em mim e que eu em todos esses anos de vida, absolutamente fantástica, nem sempre ofereci a devida atenção.

Será que acabo de acordar para a vida ou apenas estou sentindo um enorme cansaço por todo mais um ano de muitas labutas, encantos e desencantos, que nada mais representam que o reflexo de ter vivido segundo a minha propria visão mais um ano de minha vida?

Sei lá…  e de verdade é possível ter-se certeza de alguma coisa nesta vida mais que corrida, além do que podemos sentir a cada milionésimo de segundo, onde deixamos fluir nossas emoções?

Pois é, neste instante lembro de meu pai que gostava de brincar dizendo que o tempo, perguntou ao tempo, quanto tempo o tempo tem. O tempo, respondeu ao tempo que tanto tempo tem o tempo, quanto o tempo tem.

É isso aí… fim de mais um outubro e eu estou cansada, se bem que viva, meus amigos.

Isto nao é maravilhoso? Que mais posso querer?

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