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O que fazer

Não importa verdadeiramente o tempo em que vivamos, pois estaremos em um constante e ininterrupto aprendizado onde nem sempre estaremos capacitados a absorver o volume de intensidade e diversidade com que os conteudos se apresentam, deixando-nos vez por outra, e em muitas ocasioões por todo o tempo, aturdidos e sem qualquer ação.

Por serem diversificados em sua maioria, surge de qualquer situação e por todo o tempo somos abastecidos, o que não necessariamente representa entendimento e muito menos compreensão.

Fico pensando que talvez por esta indiscutível realidade, também dentre os seres vivos sejamos os mais complicados e pouco desenvolvidos em termos sensitivos, pois privilegiamos a mente racional, contando tão somente com algumas emoções que dizem fazer parte da natureza humana, como por exemplo a bondade, quando prefiro crer que esta é tão somente uma indução que deu certo e se alicerçou ao longo da história humana com base estrutural religiosa e social.

O homem foi induzido a seguir leis comportamentais que sofreram influências culturais de interesses localizados e absolutamente diferenciados em seus objetivos, menos em um aspecto, que foi justamente quanto ao relacionamento de grupo, onde a tolerância passou a ser um símbolo de convivência. Nas fase seguintes de evolução, é possível notar-se a alternância quanto ao grau desta tolerância que chegou a limites assustadores de retrocesso, mas jamais ultrapassou limites de aperfeiçoamento.

Por todo o tempo é possível perceber-se que a criatura humana se ampara nas inúmeras opções oferecidas pelo seu sistema, cada vez mais globalizado, em uma cada vez menos entusiasmada luta contra a violência, por também já estar incorporada ao seu precário entendimento como universal, não lhe sugerindo qualquer saida que não seja o conformismo, e o que é ainda pior, molde a ser copiado como escudo de sobrevivência.

Engano se pensar que violência é toda aquela que deixa o sangue jorrar.

Penso e me esforço em compreender as motivações que originam as violências subjetivas, intrínsicamente inseridas ao cotidiano das criaturas, camufladas como se fossem parte integrante e necessária a todo e qualquer relacionamento de convivência sistêmica.

Correlacionei a incapacidade mental, quanto ao processamento de auto preservação através do reflexo que as outras criaturas representam como espelho de si mesmas, ao conhecimento limitado que a criatura possui de seus potenciais sensitivos e da fundamental parceria que deveria estimulá-los à mente, burilando através dos atos constantes à toda convivência um relacionamento interpessoal menos afrontoso em todos os aspectos, pois suavizaria o fluxo sanguínio, mantendo uma oxigenação corporal mais harmoniosamente integrada aos demais componentes produtores de energias sustentáveis à vida, presentes como instrutores comportamentais.

Estas lições para o aprendizado quanto a formação de caráteres vivenciais harmoniosamente participativos ao universo interativo, não estão disponíveis em estereótipos sistêmicos globalizados e tão pouco jamais estiveram embutidos verdadeiramente nas posturas religiosas de qualquer natureza, pois é sabido que religião é sinônimo de aprisionamento intelectual em favor de um poder que beneficia os interesses de alguém ou de um grupo limitado, ficando a natureza em sua bio-diversidade como abastecedor básico, tendo como estimulador a própria criatura em sua sensibilidade aflorada através da consideração às ações e reações que a mesma se condicionará a sentir, considerando e ajustando às suas necessidades, onde a hamonia postural e emocional a manterá conciente da sensação de bem estar físico e mental ainda nos primeiros momentos de sua chegada ao seio de sua primeira convivência, que é a família que a gerou ou que se propos a educa-la.

De posse deste salvo conduto postural, a criatura seria então capaz de se sentir suave na condução de seus movimentos vivenciais, reabastecendo-se por todo o tempo com as intermináveis lições de vida e liberdade, oferecidas pelo universo em suas parcerias incríveis, nas quais as criaturas seriam partes integrantes e, aí sim, estariam saudavelmente se relacionando, umas com as outras sem tanta violência energética que, afinal, é a grande e poderosa indutora da constante e crescente violência explícita que sempre assolou a nossa frágil humanidade comportamental.

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