sábado, 30 de novembro de 2024

dominando todo o nosso ser

"Incrível é o estado de poesia, quando adentra em nós, dominando todo o nosso ser, transformando-nos em apenas, seres serenos, onde o tudo bem é a única regra dominante em tudo que venhamos a pensar e realizar"



Regina Carvalho.

semeadura

"Bendita vida que colada em mim, abre espaços livres para eu passar, levando na alma flores, acalantos perfumados de minha paixão pelo belo e simples, sempre à disposição de uma semeadura, por onde quer que eu vá..."


Regina Carvalho

CARIOCA, SIM SENHOR...

Nasci num dos lugares mais lindos e comentados no mundo, afinal, Leblon e Ipanema, não é para quem quer e sim, para quem pode e eu, graças a Deus, pude, daí, com certeza, advém o meu apurado bom gosto, afinal, cresci cercada do requinte geográfico, adornado por uma vizinhança que poderia e certamente tinha defeitos e dores, mas PQP, sabiam exalar charme e elegância, além, quando necessário, um sonoro palavrão.

Porém, descer do salto, jamais...


sexta-feira, 29 de novembro de 2024

TUDO SERÁ PERDOADO

Não sei você, mulher que me lê, mas eu me dou conta que nunca pensei seriamente a respeito do homem ser capaz de sofrer por amor, afinal, pelo menos na minha geração, o homem era apresentado como uma meta a ser conquistada, justo por ser forte, resistente e capaz, inclusive de se apaixonar por mim, mas sem as costumeiras “frescuras” femininas e não, um ser capaz de passar horas pensando num beijo que me daria mais tarde, ao ponto de se atrapalhar nas corriqueiras outras atividades de um só dia.

Penso que essa absurda fortaleza masculina que nos repassavam, de certa forma, ofuscava uma maior humanidade entre o homem e a mulher.


quinta-feira, 28 de novembro de 2024

O MEU AMOR TEM PRESSA...

Inevitavelmente associo o meu dia a dia aos ensinamentos maravilhosos que recebi das mulheres de minha família, no que destaco a linda e encantadora tia Hilda que apesar de ter o nome igual ao de minha mãe, era absolutamente diferente, afinal, mamãe era filha de portugueses pragmáticos e deles herdou a praticidade que deveria empregar no cotidiano e até nos seus sentimentos e emoções, já tia Hilda era a poeta, artista universal, capaz de desenhar com os olhos de sua imaginação todo um arco-íris em plena tempestade.

E assim, um muito de cada uma foi impresso em minha formação, desenhando em mim, um perfil interessante entre o lógico e o lúdico que trago até o momento, feliz da vida, pois, foi capaz de ampliar os meus horizontes, enquanto, consolidava os meus caminhares terrenos.


quarta-feira, 27 de novembro de 2024

TRANSCENDÊNCIA...

A tarde finda, abrindo espaço para a noite chuvosa e fria, enquanto, permaneço impassível assistindo aos movimentos repetitivos da vida, talvez, lamentando o sol que a dois dias não aparece, talvez, esperançosa, quando, apenas deveria agradecer pelos muitos sóis já vividos e sentidos, mas o que fazer com esta minha mente sempre desejosa e ardente?

Onde guardar a sempre euforia, se ao invés de retrair-se expande-se sem medidas?

Onde buscar refúgio para a minha mente viajante e meu corpo disposto, quando deveria estar cansado das longas e duras caminhadas?


terça-feira, 26 de novembro de 2024

QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA...

Esta é uma verdade incontestável, pois, além de atrair as belezas da vida, ainda induz ao surfe no espaço vibracional da esperança, inevitavelmente, encontrando seus afins...

É que neste mundo palpável no qual, estamos inseridos, há em cada canto, curva ou beco, um especial belo, esperando ser notado, tocado e salvo.

Portanto, cante e se puderes poetize em tua própria alma o declame dos versos alheios, certo de que o fizeram, justo, para encontra-te, só para te dar um toque de cor e luz e ao reproduzires replicando, outros receberão os teus envios vibracionais de vida e esperança.

Cante na dor e na alegria

Cante no sofrimento e no gozo

Mas pelo amor de Deus, cante, 

Pois, teu canto não estará perdido.

Regina Carvalho- 26.11.2024 Itaparica



SÓ COMIGO ACONTECE

...e com mais ninguém, como se eu tivesse um imã vibrando e atraindo os inusitados.

E o mais incrível é que os acolho tão naturalmente que o tudo mais, mesmo a princípio, chocado ou abismado, acaba aceitando numa boa, como se fosse algo “normal” absolutamente corriqueiro em seus hábitos e costumes.

Neste instante, ouvindo a música Moonlight Serenade que adoro e que me foi enviada pelo querido amigo Hélio Mesquita, minha memória voou até São Gotardo em 1970, quando lá morei alguns meses, enquanto, meu Roberto providenciava moradia em Brasília, onde moraríamos.

Em certa manhã, enquanto tomava café na copa “DONANA” (avó de meu marido) muito espevitada veio informar indignada que um atrevido rapaz estava na varanda lateral, debaixo da minha janela, fazendo uma serenata à luz de um sol de verão.

Fomos todos ver o acontecimento e lá estava o maluco sem noção, com um violão e se esgoelando e ao me ver, sorriu abestalhadamente como se estivesse vendo uma Deusa e sem parar de tocar e cantar, virou as costas e foi embora e nunca mais o vimos, além de não ter sido reconhecido pelos meus sogros, deduzindo-se que era alguém de "fora", afinal, qual o conhecido se atreveria a tanto? 

Tá certo que eu era um pitéu, além de carioca que na cabeça das pessoas do interior há quase sessenta anos era algo de outro mundo, porém, mesmo assim, ainda casada e recém chegada, conhecendo absolutamente ninguém. 

Coisa de louco...

Uma coisa o matinal seresteiro conseguiu, afinal, tornou-se inesquecível, até porque, foi a única serenata que alguém me dedicou...

Regina Carvalho- 25.11.2024 Itaparica



segunda-feira, 25 de novembro de 2024

OS BOLEROS EM MINHA VIDA

 ...sempre foram uma constante, servindo de parceiros musicais em minha infância e  adolescência, nas muitas das minhas viagens lúdicas, inclusive, despertando um senso de pertencimento universal que para mim era forte e poderosamente real, pois, possibilitava meu circular no empírico, na maioria das vezes, difícil, já que como escrevi infinitas vezes, raras foram as ocasiões em que me senti à vontade, integrada, arrastando a sensação de estar fora do lugar, como uma peça deslocada e destoante, levando-me a crer que todas as outras pessoas percebiam e aí, meu Deus, mais e mais, o acanhamento me controlava.

Se por um lado a timidez insistia em me travar, algo dentro de mim, impulsionava-me ao enfrentamento, mesmo que com as pernas bambas, peito apertado e a boca seca, descobrindo aos poucos, uma tendência a funcionar melhor e mais livremente sob pressão, afinal, se algo falhasse, haveria sempre o lúdico, onde as borboletas e os pássaros ao som de lindas canções estariam sempre prontos para levar-me ao seguro Edem.


JESUS!!! HOJE É DOMINGO

Volto pra cama as três da manhã, na tentativa de vir a dormir mais um pouco, comportamento que não experimento, sei lá, a quanto tempo, mesmo não acreditando ser possível retomar ao “sono interrompido”, pois, jamais o foi, todavia, deitei e me cobri, deixando um braço de fora e me deliciando com o friozinho gostoso que adentrava pela janela que deixei aberta na esperança de pelo menos poder assistir ao amanhecer deste domingo que já começou sem luz da Coelba, pois, basta começar a chover ou ventar para que desapareça, sem tempo certo para retornar. 

Voltou exatamente agora, 17h.


sábado, 23 de novembro de 2024

MUITAS EMOÇÕES

Há quem imagine que levo uma vida solitária em meu reduto tranquilo de paz entre pássaros e borboletas, mas sequer imaginam a profusão das incontáveis emoções que me envolvem e que eu, simplesmente não suportaria, se não estivesse envolta por este cenário, onde passo a maior parte do meu tempo.

Ao longo de minha jornada, raras foram as vezes em que me arrisquei além do portão, afim de curtir vida social, roda de amigos e , etc., e tal e aí, só mesmo, recorrendo as benditas energias que conscientemente, sempre senti estarem presentes ao meu lado, amparando-me na insegurança que carrego dentro de mim e que, é capaz de me aniquilar com expressividades físicas vexatórias, como bambeira nas pernas, falta de ar, branco mental e “mas cosas”, que é melhor nem lembrar...


sexta-feira, 22 de novembro de 2024

SIMPLES ASSIM...

Sou uma velha de 75 anos que só lamenta não ter tido aos 30/40 a paz e o equilíbrio que desfruto hoje. Sim é verdade que não tenho controle sobre as rugas, flacidez, papadas e demais limitações físicas, também, não sou mais notada pelo belo rosto e bumbum arrebitado, também na maioria do tempo, estou só, já que os mais jovens, precisam fazer o que já fiz, mas puta que pariu estou viva, capaz ainda de sentir o cheirinho da maresia ou das flores de meu singelo jardim e até mesmo, do aroma do perfume dos que de mim se aproximam, ainda gosto de saborear um delicioso alimento e me embebedar de vinho tinto. Também posso de lembrar dos muitos beijos que dei no homem amado, na ternura dos abraços de meus filhos e amigos. Portanto, sou uma velha com bagagem de vida plena, com o privilégio de estar viva numa era em que a banalidade, mata precocemente lindos jovens. Não estou romanceando a velhice, apenas constatando que nela, estou tendo a honra e a gloria de inventariar o meu percurso de vida e nele incluir, a bendita velhice com a honra e a gloria de me sentir existindo com a alma livre e a mente apaixonada. Simples assim...

Acabo de escrever este pequeno texto em resposta a um comentário de uma pessoa que li na postagem de um amigo que me comoveu pela amargura que expressava.

Regina Carvalho- 22.11.2024 Itaparica



BRINDES DA VIDA

São tantos os que recebi ao longo de minha vida, que não haveria pautas suficientes para enumerá-las, todavia, podem ser resumidas numa única palavra; amor.

Amor de um pai que acreditou e que, nos sábados e domingos de uma gestação, com suas mãos e habilidades, esculpiu um lindo dormitório e contrariando todos ao seu redor, teimosamente o pintou de cor de rosa.

Amor de uma mãe que rigorosa, esculpiu em mim, a capacidade em discernir o certo e o errado, não para me adequar ao sistema, mas a mim, impedindo que o falso ouro dos tolos, fosse o balizador das minhas mais legítimas necessidades.


quinta-feira, 21 de novembro de 2024

ESPLENDIDO GOZO

De onde surgiu o meu improviso, não sei precisar, mas, com certeza, sempre foi a minha mais autêntica realidade, custando-me em algumas ocasiões, preços muito altos, mas fazer o quê?

O jeito foi pagá-los sem chiar e sem arrependimentos...

Ontem a note, discursei sobre Jesus e como sempre, tentei colocar em pratica as referências selecionadas ao longo do dia, mas, não consegui, já que minha mente travava teimosamente, insistindo em deixar fluir as suas próprias referências, todas embasadas nas emoções vivenciadas com este mesmo Jesus ao longo dos últimos quase 23 anos de consciente convivência e da descoberta fascinante que, apesar de não o saber dantes como amigo e parceiro, já o tinha em mim desde sempre.

E ele, numa imensa paciência em tão somente esperar o exato momento deste bendito reconhecimento, onde eu sequer poderia imaginar, o quanto, dele me apaixonaria.


quarta-feira, 20 de novembro de 2024

O DEUS QUE RESIDE EM MIM

Hoje, acordei mais estoica do que nunca e desejando ardentemente, que as pessoas pudessem compreender, o quanto são fundamentais neste mundo que afirmam ser de Deus.

Um Deus que buscam nas igrejas, sinagogas, templos e terreiros, quando, este, se encontra dentro de cada um de nós, seres criados completos com a racionalidade, justo, para com ele interagirmos.


terça-feira, 19 de novembro de 2024

ABUSADA ANÔNIMA

Neste amanhecer, como de costume, hoje, talvez mais abusadamente, penso e corro para escrever sobre assuntos esquecidos ou desconsiderados, nas gavetas das conveniências, como por exemplo, emoções que se traduzem em comportamentos que não estejam devidamente enquadrados nas caixinhas pontuais deste ou daquele seguimento.

Pra falar a verdade, existe um assunto que sempre me incomodou, justo, pela hipócrita fragilidade, com a qual, se apresenta, desde sempre.


segunda-feira, 18 de novembro de 2024

NORMAL...EU?

Amanheci pensando no quanto, nasci com o” bumbum voltado parar o céu”, já que no plano astrológico, a lua que brilhava era a cheia, que significa renovação, levando-me a crer que provavelmente por esta razão, estou sempre me variando, mesmo que aparentando uma quase inércia, já que não conduzo os meus cotidianos como a maioria.

Sou intensa e apaixonada, mas discreta e absolutamente fiel, sou alegre e descontraída, mas contida, já que meus arroubos de tão espontâneos, percebo que assustam.


domingo, 17 de novembro de 2024

SOBREVIVI...

3.30h, despertei com esta mensagem cognitiva que me fez sentar na beira da cama como em tantas outras ocasiões, onde precisei de alguns segundos para recompor-me das avalanches que ocorriam em minha vida, confundindo-se com uma sempre sensação de medo, mesclada a gratidão por ter sobrevivido.

Medo, por rever momentos aflitivos em sequências impiedosas e gratidão, por vê-los superados, sem que o brilho de meus olhos tenha se nublado, assim como, a alegria tenha deixado de existir nos meus sorrisos.

Penso imediatamente no quanto, somos cruéis, quando, no ápice de nossas arrogâncias, julgamos e condenamos alguém, baseados em suposições, meias verdades, disse me disse ou aparentes indícios, afinal, quem pode de sã consciência, afirmar que conhece verdadeiramente, alguém e suas motivações?


sábado, 16 de novembro de 2024

Como de costume, acordei com a mente a 200 por hora, numa estrada que não é a de Santos, cantada e exaltada por Roberto Carlos, mas com certeza, é boa o suficiente para me deixa deslizar a beira mar, tendo o vento marinho a arrepiar minha nuca, fazendo bailar os cabelos, num estímulo delicioso de lembranças e emoções.

Nem sempre agradáveis, mas em todas, protagonizei...


E nestas viagens cujas paisagens não se repetem, já que percorrendo serras e vales, o cheirinho da maresia e os sopros dos ventos, não se repetem, remodelando sensações a cada instante, sempre criativamente presentes, como se fossem, parte de mim, sabedores com precisão do que realmente preciso.

Devem ser...

Afinal, os sinto, até mesmo, quando quietinha sentada em minha varanda, como agora, sou transportada levemente ao encontro de meus delírios...

Benditos sentidos, fiéis amigos íntimos de minha mente que como se de criança fosse, permaneceu sempre livre para ouvi-los, sentindo-os e com eles, trafegar pelas estradas, voar pelos céus, singrar pelos mares nunca iguais, ficando o tudo mais, como sombras necessárias ou não, mas que fazem parte do sempre  deslumbrante cenário.

Que riqueza de vida, meu Deus!!!

Regina Carvalho- 16.11.2024 Itaparica

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

SEGUNDA PELE

Tudo muito parecido, no entanto, criamos fantasias mentais e de acordo com as conveniências, escolhemos uma e as vezes, mais de uma e as vestimos, fazendo delas, nossa segunda pele emocional que de tão aderente, chega a nos convencer de que somos exatamente o que ela ostenta.

E a este duvidoso convencimento, nos entregamos literalmente de corpo e alma sem medirmos as consequências e em não raros momentos, quando, geralmente não estamos sendo observados, deixamos que se afrouxe e saia de nós, deixando-nos absolutamente nus, expostos a nós mesmos.


quinta-feira, 14 de novembro de 2024

REFLETINDO

Rogo a Deus, bênçãos para a nossa cidade, compreensão para as nossas falhas e luz espiritual para cada criatura que em nossa Itaparica reside, afastando de todos, a raiva, o ódio, as mágoas, cobrindo-nos de sabedoria para que possamos alcançar os nossos objetivos, sem que precisemos agredir, difamar, ferindo a alma de quem quer que seja.

Que as vendas do orgulho, da ganância, da presunção, oriundos da profunda ignorância existencial, sejam retiradas de nossos olhos e mentes, libertando-nos do aprisionamento social de hábitos e costumes arcaicos e danosos que, até então, impediram-nos de ir mais adiante nos nossos propósitos.

E que sejamos, cada qual, uma célula sadia a nutrir o nosso espaço terreno e um reflexo vivo e transcendente de amor ao universo que nos abriga.

Regina Carvalho- 14.112024 Itaparica



quarta-feira, 13 de novembro de 2024

O VILÃO

Nesta manhã, finalmente, descobri o grande vilão que mora comigo e que até então, eu não o havia visto, mas, que com certeza, durante alguns dias, não só me intrigou como me assustou, principalmente, quando acordava antes de mim.

O barulho que provocava, lembrava-me uma ferramenta sendo batida de forma ritmada contra algo resistente, o que me fez deduzir, tratar-se de alguém, forçando, talvez, uma porta ou uma janela.

A constante violência, sempre nos leva a pensar no pior.


terça-feira, 12 de novembro de 2024

PENSO

...que já existem infinitas pessoas discursando, escrevendo e poetando dentro dos limites do politicamente correto que, afinal, não promovem outras emoções, além das que despertam as comoções isoladas e pontuais realidades, geralmente, dissociadas de uma empatia pessoal e íntima, como se cada um que lê ou ouve, não estivesse associado e propenso às mesmas experiências, sejam emocionais, psíquicas ou nas práticas cotidianas.

Daí, o absurdo volume das “surpresas”, quando, as cenas das realidades até, então, alheias, nos rondam bem próximas ou o que é impactante, se instalam em nossas acomodadas vivências.


segunda-feira, 11 de novembro de 2024

E SE...

Quem nunca se perguntou: E seu eu tivesse feito, ido, dito, isso ou aquilo, em delírios de absurdas suposições, tentando imaginar como teria sido a própria vida se suas opções tivessem sido diferentes.

Vai saber... 

Como somos generosos, indiscutivelmente, colorimos e romantizamos o que poderia, mas não aconteceu e aí, nem percebemos o quanto, minamos a nossa realidade, geralmente, desconsiderando as vitórias e os prazeres vivenciados, numa quase palpável frustração.

Todavia, também na maioria do tempo, se não fizemos, isto ou aquilo, continuamos a não os fazer, permanecendo na inércia confortável do apenas, e se...


PSIU, SEGREDO NOSSO...

Não sei você, mas eu, simplesmente não consigo arrastar a minha mente a seguir caminho, coladinha com a miha cronologia.

Houve um tempo, diga-se de passagem, bem longo, em que a sociedade na qual, eu estava inserida, exigia de mim, ações e reações que eram dela e não minhas e então, para não acirrar mais rejeições, além das costumeiras, vestia, mal e porcamente, um comportamento bizarro em relação a minha mente e alma que em nada se pareciam com a exigida.

Portanto, em certo momento, este conflito colapsou e, por não estar devidamente preparada, optei pela fuga em prol da própria sobrevivência.


domingo, 10 de novembro de 2024

A FICHA CAIU...

Essa queda não aconteceu de repente, de jeito nenhum, muito pelo contrário, afinal o processo da queda foi lento e sofrido, já que a tendência é a de sempre tentar evitar o tombo final.

Todavia, as circunstâncias em dado momento, são tão absurdamente surpreendentes que por maior que seja a rapidez em apanhá-la antes que, irremediavelmente, caia no chão, não é o suficiente e aí, só Jesus na causa em relação aos efeitos produzidos, parecendo que o mundo inteiro estava contido no peso daquela ficha e de um instante para o outro; Pumba, caiu pesadamente, levando com ela o peso do medo em vê-la desabada, sem que, nada mais seja possível fazer, além de sentir estranhamente um tremendo alívio, afinal, não era uma, mas uma infinidade de fichas, restando apenas, uma pergunta que pode se repetir por algum tempo, pois, é quase impossível querer entender o porquê, de tanta resistência em querer impedir a sua vertiginosa queda.


sábado, 9 de novembro de 2024

Quanto mais tempo vivo em Itaparica, mais me convenço do quanto tudo por aqui é maravilhoso, e se for comparar com outros locais, aí, renovo o meu convencimento de que moro num pedacinho do céu.

Tudo é fantasticamente simples e absurdamente completo, pois consegue-se, ao mesmo tempo, ter-se beleza e paz.

Quisera poder fazer com que todos ao meu redor percebessem o tudo de bom que possuem, não apenas da boca para fora, mas em forma de constante abraço fraternal.


sexta-feira, 8 de novembro de 2024

MULHERES INGÊNUAS?

O sol explode em longos fachos que a mim, parecem buscar o domínio do dia, encobrindo as telhas, as copas, distribuindo sua abrasiva quentura, enquanto, que com sua beleza nos distrai, fazendo-nos esquecer do quanto, pode queimar nossas peles, muitas vezes, sensíveis demais aos seus delírios.

Sabemos do perigo, mas é tentador e então, expomo-nos, crendo ingenuamente que resistiremos.

Ingenuamente?

Talvez, não sei...

Afinal, é tão bom senti-lo percorrendo nossos corpos, adentrando em nossas almas, preenchendo nossos desejos com infinitos gozos.


quinta-feira, 7 de novembro de 2024

¨Serenade¨

De pau pra cacete em um estalar de dedos, sem qualquer preparação mental, vou de Agnaldo Rayol a Franz Schubert e sua obra romântica,¨Serenade¨, num piscar de olhos.

E nessa inconstância, reside uma profunda fidelidade ao belo e fascinante que impulsivamente, sempre me remete ao melhor, seja lá do que for.

Assim, nesta pressa mental em correr contra o tempo que sempre me parece apressado e findo, desde que me entendo por gente, as memórias pululam, provavelmente para que eu possa buscar explicações de mim, afim de compreender o que sou. 


quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Pois é...

Estou nesta noite encalorada espichada no sofá diante da TV e sem mais porquê, começo a sorrir de mim mesma, por estar como o “Diabo Gosta “ou seja; em ótima companhia, curtindo o aroma do sabonete que impregnou o meu corpo, levando-me a cheirar os meus braços e mãos, pensando no quanto, aprecio um corpo suavemente aromatizado depois de um delicioso banho, afinal, curto me perfumar, justo, porque me amo, me aprecio e reconheço que sou uma ótima companhia pra mim mesma.

Afinal, uma pessoa que se ama e se sente confortável em sua própria companhia pode ser considerada alguém com amor-próprio elevado perigando as raias do narcisismo, mas não, afinal, todo narcisista não possui empatia e isto, é o que não me falta, aliás, até em certos momentos, a tenho em demasia.


 “NA CASA DE NOCA” ...

Acordei tendo como imagem, algumas manchas de sangue, justo, no sofá que por hábito me sento para assistir TV e se eu fosse uma pessoa “normal”, logo buscaria explicações holísticas, mas como sou apenas, uma porra louca, logo deduzi que meu subconsciente, aquele que fica esquecido, mas que é de fundamental importância na cognição de nossas emoções conscientes, provavelmente, tenha liberado, apenas um reflexo das desgraceiras sociais e humanas que infelizmente, os noticiários não se cansam em trazer ao ar por todo o tempo, numa frenética disputa de audiência, inclusive e principalmente, nas horas destinadas às refeições e descansos e aí, como forma de proteção, o consciente desconsidera, afinal, é sempre mais uma desgraça entre tantas outras, mas o subconsciente, devotado a sua função cerebral, registra e armazena e vez por outra, nem que seja por excesso de imagens e sons, libera como fez nesta manhã comigo, talvez, para que eu não esqueça que do portão pra dentro de meu paraíso, o “pau come solto por ser a casa de Noca” e que todo cuidado é pouco, afinal, se cuida desavisado, porque por aqui, exijo respeito e neguinho safado, só apronta, uma vez.

Então, me erra, me esquece, se manda malandro...

Simples assim...

Regina Carvalho- 6.11.2024 Itaparica

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PARA REFLETIR

"Enxergar a luz pessoal é buscar, sim, o conhecimento e o entendimento do diferente, extraindo dele tão somente o que é afim, reabastecendo-se e ao mesmo tempo oferecendo seu manancial de vida. Vivenciar na luz é descobrir-se a cada instante, constatando sua própria grandeza e sua própria importância, sem que para isso haja o sentimento de se sentir mais ou menos que os demais. Viver nas trevas, permitindo que o medo e suas variantes emocionais comandem sua vida, é o mesmo que determinar a mutilação pessoal, em que por ignorância total os sentidos são anulados e a mente corrompida".

A reeducação vivencial visa buscar o equilíbrio através do conhecimento de si mesmo; afinal, é preciso que a criatura não ignore a certeza absoluta de que seu corpo, sua mente e o ar que ela respira são seus únicos parceiros permanentes, literalmente inseparáveis em sua jornada de vida.

Regina Carvalho- do livro "Bebida- Muleta Existencial". editora Scortecci-2022



terça-feira, 5 de novembro de 2024

CUIDADO!!

Nesta manhã, deixei de vê-la amanhecer por pura preguiça de sair da cama, já que ao acordar no costumeiro horário, senti vontade de ficar gostosamente envolta no aconchego de minha cama, que particularmente, nesta manhã pareceu-me mais gostosa.

E aí, a mente safadamente desobediente, foi lá num certo dia do longínquo passado, onde desesperada pela solidão de estar constantemente sem o amado marido, cujo trabalho o mantinha afastado de mim, olhei para o vazio e clamei; “Deus, tudo que quero é tê-lo só pra mim em plena paz e que possamos permanecer à beira da piscina, admirando o céu e sendo absurdamente felizes”, afinal, se é pra desejar que seja abusadamente grande e repleto do que houver de melhor, (risos) da sempre safada) kkkk.


segunda-feira, 4 de novembro de 2024

CHUVERADAS DE VIDA

Enquanto, todos dormem, cá estou já devidamente dormida, curtinho prazerosamente o silêncio da madrugada que é diferente de qualquer outro, justo, por ser mais expressivo, dando a impressão de que o tudo mais, se cala como eu, só para também apreciá-lo.

E aí, a rápida chuva inesperada desaguando por sobre o jardim me faz lembrar do chuveirão que com seu jato largo e potente, desagua sobre o meu corpo, revigorando-me e a depender da época do ano, provoca em mim tremores, arrepios e longos suspiros, gozos indescritíveis de vida.


domingo, 3 de novembro de 2024

EU FIZ A MINHA PARTE

Nesta madrugada deliciosa, depois de um suave sono de seis horas, acordei pensando que verdadeiramente, sentir-se em paz, como o tudo mais, requer muita labuta e determinação para ser conquistada e usufruída e que cada detalhe conta e é fundamental, não só no percurso da conquista, quanto, em sua manutenção.

É preciso que não haja terceirização em nenhum dos momentos do processo, caso contrário, os dividendos de tamanha conquista pessoal, terão também de serem fracionados, criando-se um elo perigoso de cobranças, sempre capaz de tirar os mais profundos méritos pessoais das lutas empreendidas e isto, não pode acontecer, afinal, se nas perdas e frustrações, a criatura cognitivamente precisou induzir, mente e emoções a não desistência, por que, haveria de transferir a outros, sua superação íntima que é sempre infinitamente mais dolorosa se comparada ao tudo mais?


sábado, 2 de novembro de 2024

VIDA, POTENCIAL INIMIGO

Neste dia em que se celebra a saudade dos que partiram, acordei pensando nos que se foram, tombados pela febre infecciosa de uma tal de liberdade de direitos, justo, nesta “era” de tantas abundâncias diversificadas dos mesmos, onde definitivamente é proibido proibir, mas que paradoxalmente, também tem sido uma “era cerceadora” de toda e qualquer manifestação que contrarie o recém pré estabelecido, mesmo que seja na defesa de um primário e tradicional direito de apenas, não concordar com isto ou aquilo sem qualquer intenção ou ação seguidas do desrespeito, seja, qual for, a referência. 


sexta-feira, 1 de novembro de 2024

VIVENDO E APRENDENDO-SIMPLES ASSIM...

Acordei pensando em minha Itaparica e ao mesmo tempo, recebendo imagens mentais de outros locais deste mundo de meu Deus e, de repente, percebo que de alguma forma, todos, com raríssimas exceções se igualam em relação aos comportamentos de seus cidadãos, independentemente da época observada, não havendo expressivas diferenciações e aí, como permanecer rígida em meus achismos?

Afinal, o que acho ou deixo de achar é tão somente, a minha visão que necessariamente, não representa senão a minha interpretação pessoal, mesmo que esta, esteja embasada por grandes nomes do pensamento humano, mas até eles, deixaram em suas análises, observações de uma realidade que se por eles, não foram logicamente aceitas, com certeza, foram entendidas como realidades existentes entre o bom e o mau, o certo e o errado.


BOA NOITE!

Acordei sem nada específico para me inspirar, então, segui os hábitos matinais, sem me preocupar, aliás, é assim que conduzo minhas escritas, afinal, se as tenho vivas e pulsantes, deixo-as escoar, mas quando, acontece de não fluírem, tudo bem... 

E aí, talvez, por não forçar a barra, as vezes como agora, a luz do universo, acende uma fagulha nas brasas de minha mente e lentamente, as palavras vão surgindo e cada qual, ajudando na formatação de mais um texto., nem que eu leve o dia inteiro maturando-o.


O IMPROVAVEL

...era a tônica das avaliações em 1966 de alguns preconceituosos em relação a um mineirinho do interior, prometido desde a adolescência para a filha de um próspero fazendeiro, surpreendentemente vir namorar e ainda mais, querer casar com uma cosmopolita carioca do quadrilátero de ruas e avenidas do que existia e ainda existe de mais sofisticado em uma Ipanema (RJ), referência de uma perigosa mescla de liberdade, beleza e refinadíssima elegância de modos e costumes, reduto de personagens icônicos de autoridades a poetas.

Pois é, mas deu, até porquê, a carioca em questão, era o avesso do avesso de tudo que esperavam dela, já que com alma de passarinho, buscava com 16 aninhos de puríssima espontaneidade um apenas ninho que a aconchegasse e aí, deu no que deu, apaixonei-me loucamente pelo filhote de borboleta (apelido dado pelo meu irmão, por este, ser miúdo, enquanto, eu já ostentava um mulherão).

Aos gritos e segurando uma dúzia de ovos de primeira postura, como se fosse uma barra de ouro, irrompi porta adentro do apartamento; mamãe, mamãe, conheci o meu futuro marido e ele me deu esses ovos, depois que me levou para conhecer a granja de seu tio.

É mesmo!!! E ele já sabe disso? (rindo), pois era uma gozadora e bem familiarizada com os meus rompantes e peculiaridades, bem aos moldes de meu irreverente pai.

É claro que não, mas pode escrever... Eu me casarei com ele.

E não foi que acertei em cheio, afinal, em três meses me pediu, em seis meses noivamos e no total de um ano e dois meses, nos casamos.

Trem bom da conta, sô...

Pois é, o tempo foi passando e o safado, sem aviso prévio partiu em 2020 antes de mim, fugindo ao sempre combinado em jamais me deixar sozinha. 

Hoje, estaríamos completando 58 anos deste primeiro apaixonado encontro, onde tudo dali em diante, como previsto, se atrapalhou, quase parecendo errado, menos a nossa ardente paixão, num misto sempre renovado de irmandade e tesão, tropeços e perdões, não só de um para com o outro, mas também pela compreensão sobre liberdade em se curtir a vida, repletos de medos, mas sem a covardia da inércia. 

Nossa irmandade, em tudo passava o pano quente do bendito amparo amoroso, certos da sempre certeza de que, errando ou acertando, havíamos sido feitos um para o outro e que, não daríamos certo com mais ninguém.

Foi deliciosamente eterno, enquanto de mãos dadas, tiros, porradas e bombas, durou...

Regina Carvalho- 31.10.2024 Itaparica

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Foto tirada em 2008 em nosso reduto de absoluta paz.



CARINHO É SEMPRE BEM-VINDO

Ao contrário de outras mulheres de minha idade, gosto de ser tratada com esmero e carinho pelos meus amigos (as), não vendo em suas posturas...